domingo, 6 de dezembro de 2009

Mensagem 010809 - Viver em união

porque a palavra diz:
"OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre. (Sl 133:1-3)" amo os homens e mulheres de deus porque me ensinam o caminho que devo seguir.
"Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar. (Is 48:17)"
e como gosto de dizer amigos de meus amigos, meus amigos são, e se são amigos de alguém que ainda não é meu amigo, com certeza este meu amigo será, porque o espírito santo de deus testifica:
"O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Rm 8:16)"
porque pelo pai somos abençoados como filhos, dessa forma devemos acolher uns aos outros como irmãos, abençoando-os nas mesmas bençãos pelas quais somos abençoados.
ainda que nos sintamos enfraquecidos pelo egoísmo, malícia, arrogância, ou pela maledicência, posto que somos carnes, lembremo-nos de que o senhor nos diz através de paulo:
"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (2 Co 12:9)"
assim, jesus diz: seja bem vindo!
"Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. (1 Jo 5:6)"
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. (Jo 14:6)"
então eu digo pela graça que me foi concedida, sejam as bençãos sobre ti, tua casa e sobre a obra de tuas mãos, em nome do pai, do filho e do espírito santo, amém e amém! (igreja evangélica santo dos santos - pr ely vidal - fone: 041-3338-6234 - 010809)(ficaremos muito gratos que, ao replicar o e-mail, seja preservada a fonte)
Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, e por isso contamos contigo.
colabore: (toda ajuda, por menor que seja, sempre será bem vinda)
Banco Bradesco S/A
Agência: 3340 - dígito 5
Conta Corrente: 3956-0
em Favor de: Igreja Evangélica Santo dos Santos
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança. (Ml 3:10)"
Visite, caso te agrade e ache conveniente, nos ajude a divulgar, nos sites encontrará outros meios para colaborar, pois estamos enfrentando dificuldades para a continuidade de nossos trabalhos, e toda ajuda é sempre muito bem vinda:
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A CAPA DE ELIAS

Falaremos sobre capas, seu uso vem de tempos remotos, capa é um agasalho que muitas vezes recebe também o nome de capote sempre usado por cima das vestes normais para protegê-las contra poeira, para proteger-se de chuvas, usa-se também no inverno. Para cada situação existe um tipo de capa. No Oriente Médio usa-se muito, talvez por ser muito próximo ao deserto onde há muita areia, é também usada até mesmo por religiosos, principalmente por aqueles considerados ortodoxos. Falaremos este assunto baseando-nos em duas capas citada na Bíblia, a capa do profeta Elias e capa do cego de Jericó. O profeta Elias onde quer que fosse levava sua capa, algumas vezes usou-a para resolver problemas difíceis e incomum, vejamos, quando ele recebeu ordens de Deus para ungir Eliseu como profeta em seu lugar encontrando-o usou sua capa para confirmar assim a ordem de Deus, (I Reis 19:19) “Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; e ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou a sua capa sobre ele”. Após esse ato caminharam juntos até as margens do rio Jordão onde usou novamente a capa, (II Reis 2:8) “Então Elias tomou a sua capa, e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas; e passaram ambos em seco”. Nenhuma duvida; Deus estava com o profeta.

Deus já havia revelado a Eliseu que iria levar Elias para junto de Si, assim ambos continuaram a caminhar até que em dado momento Elias foi tomado de Eliseu que ficou com a capa do profeta, examine o que diz (II Reis 2:13), “Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou à borda do Jordão”. Agora nas margens do Jordão Eliseu usou a mesma capa na obra de Deus, (II Reis 2:14) “E tomou a capa de Elias, que lhe caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR, Deus de Elias? Então, feriu as águas, e se dividiram elas para uma e outra banda; e Eliseu passou”. Assim notamos que a capa do homem de Deus era usada em Sua obra e não para cobrir erros daquele que se diz servo de Deus. Que tipo de capa pode e deve ser usada por homens de Deus, em seu próprio beneficio? Nenhuma! A proteção da pessoa que serve a Deus está ligada à sua fidelidade ao Senhor, porque por ela estaremos seguros e sendo fieis aos ensinos bíblicos teremos o amparo do Espírito Santo, seremos protegidos pelo Sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado, mas se não formos fieis seremos então hipócritas, incrédulos e não teremos nenhuma proteção, estaremos às margens do caminho á mendigar com capas que em nada protegem.

A capa do cego de Jericó só servia para ele mendigar, ela cobria o pobre cego e talvez estivesse suja, sebosa, mal cheirosa, dado a seu uso continuo a beira de estradas. Assim são aqueles que para não obedecerem à doutrina bíblica apresentam as mais esfarrapadas desculpas; isso é coisa do passado, Deus não exige essas coisas, precisamos de lazer, um pouquinho de futebol, um pouquinho de cinema, de álcool um pouquinho de vaidade, um pouquinho de pintura, um pouquinho de novela, de filmes não recomendado á servos fieis, mais isto, mais aquilo. Não queira se cobrir com capas porque os que assim procedem tornam-se sebosos, mal cheirosos diante de Deus e simplesmente estão a mendigar à beira do caminho, porque não tem em si o bom cheiro de Cristo. Deve-se exalar de nós o aroma da obediência, examine o que diz em (II Coríntios 2:15), “Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem”. Precisam aprender a lição do cego que ao encontrar-se com Cristo lançou de si a capa que com a qual mendigava, passando a enxergar e a andar com Cristo, (Marcos 10:50) “E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus”. Esse homem após o encontro com Jesus largou o mundo onde vivia e seguiu-O pelo caminho. Quanto ao profeta Elias, ele usou sua própria capa durante sua jornada, ela confirmava a presença de Deus em sua vida. Hoje não devemos usar “capas”, mas fidelidade aos ensinos de Cristo e o afastar-se das oferendas do mundo confirmam a presença de Deus na vida daqueles que vem a Cristo. Precisamos deixar esse tipo de capa e as coisas deste mundo? Veja o que a Palavra de Deus diz em (Colossenses 3:3) “porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. E se estivermos mortos, como usaremos capas para gozar o que o mundo oferece? Deixe a capa do cego (desculpas) e tome logo a capa de Elias (fidelidade) que representa a presença de Deus na vida do crente sincero, não perca a tua salvação, trabalhe com sinceridade na obra de Deus. Não se deixe enganar, quem é de Deus ouve a voz de Deus, quem não é de Deus ouve a voz do mundo.
Creia em Cristo, leia a Bíblia.

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3 ocasiões em que o Senhor providenciou alimento material para Seu servo.


Elias foi um dos mais destacados servos de Deus mencionados no Velho Testamento, um daqueles que teve o privilégio de aparecer no monte da Transfiguração (Mateus 17:3). Ele testificou de Deus no meio da idolatria, enfrentando o rei de Israel, a rainha Jezabel, os 450 profetas de Baal e os 400 profetas do poste-ídolo (I Reis cap. 18); ele orou a Deus, e não choveu naquela terra por três anos e seis meses! Um super-homem? Não; “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tiago 5:17). De onde vinha, então, o seu poder? A resposta é clara: ele dependia do Senhor. Ele confiou, não em si mesmo, mas na força do Senhor, e Deus pôde operar através do Seu servo. Deus é quem o fortalecia (I Reis 18:46), e também foi Deus quem cuidou dele durante o seu ministério. Em três ocasiões diferentes, o Senhor providenciou alimento de forma milagrosa para Elias, alimento indispensável para que ele pudesse continuar testemunhando do Senhor: junto ao ribeiro de Querite (I Reis 17:5,6), na casa da viúva de Sarepta (17:9) e no deserto (19:4-7). Como o número 3, na Bíblia, nos fala de algo pleno, completo, podemos ver aqui, em figura, como Deus pode prover plenamente para todas as nossas necessidades.
Vamos analizar, então, as três ocasiões em que o Senhor, por meio de milagres, providenciou alimento material para Seu servo.
1. Junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão (I Reis 17:1-6)
Note bem o contexto em que Elias se encontrava. O rei Acabe, diz a Bíblia, “fez … o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele” (I Reis 16:30), trazendo a idolatria para Samaria e Israel, edificando um altar e uma casa para Baal em Samaria, fazendo “muito mais para irritar ao Senhor Deus de Israel do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (16:33). Em 16:34 lemos que foi nesses dias que Jericó foi reedificada. Jericó nos fala daquelas coisas que tentam impedir o progresso do plano de Deus, e devem ser destruídas. Deus havia amaldiçoado aquela cidade, dizendo que ela nunca deveria ser reconstruída (Josué 6:26); mas eis um homem, Hiel, o betelita, desafiando o Todo Poderoso.
”Então, Elias…” (17:1). Foi neste cenário que Elias começou a testemunhar. Quando o povo se prostituia com os ídolos, quando a cidade que Deus amaldiçoara estava sendo reconstruída, “então Elias” enfrentou a Acabe e a todo este sistema pecaminoso.
Deus, vendo a sua fidelidade, lhe disse: “Retira-te daqui, vai para a banda do Oriente, e esconde-te junto à torrente de Querite … E ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem”. Elias era o Tesbita (que significa “cativo”); Deus queria que ele fosse para Querite (que significa “separação, alienação”). Deus não queria um profeta cativo daquele sistema religioso idólatra, mas um servo que estivesse disposto a partir para um lugar de separação. E “ali mesmo” (não em qualquer outro lugar, mas ali mesmo), Deus iria lhe providenciar alimento.
Irmãos, este continua sendo o desejo de Deus. Ele nos diz: “Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras, e Eu vos receberei” (II Cor. 6:17-18). E outra vez: “Retirai-vos, retirai-vos, saí de lá, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela; … Porque o Senhor irá adiante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda” (Isaías 52:11-12). “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério” (Heb 13:13). “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). A separação foi a primeira obra que Deus realizou na Criação (separando a luz, as águas, e a terra das águas, para somente depois criar luzeiros e povoar tanto as águas quanto a terra), e é uma das primeiras exigências que Deus faz aos Seus filhos. Só pode ser usado por Deus aquele que se separa para Deus. Para que possamos experimentar a provisão de Deus nas nossas vidas espirituais, é necessário sair fora do arraial, separando-nos de tudo que este mundo (material e religioso) representa.
Elias teve fé, deixou Samaria, foi para Querite, o lugar de separação, e Deus o sustentou com a água daquele lugar e com a comida que os corvos lhe traziam. Que milagre impressionante! Corvos trazendo pão e carne duas vezes ao dia para Elias! Só mesmo o poder de Deus poderia efetuar isto.
Este milagre, porém, só ocorreu porque Elias confiou no Senhor, indo para um lugar deserto na certeza de que o seu Deus poderia sustê-lo. Veja que exemplo de dependência. Um servo menos fiel poderia ter entrado em contato com Obadias, o mordomo do rei, que já havia escondido e sustentado a 100 profetas (I Reis 18:4), e pedido ajuda a ele. Afinal, “Obadias temia muito ao Senhor” (18:3), era um discípulo também; porque não falar com Obadias, “só para garantir”? Elias, porém, possuía a maior de todas as garantias — a palavra do Senhor! Ele sabia que não estava dependendo de Obadias, nem de qualquer outro servo; ele confiava no próprio Deus para o seu sustento. Ele sabia que o seu Deus, o Criador dos céus e da terra, Aquele que cuida dos pássaros e dos lírios, tinha poder para cuidar dele também.
Mas, e hoje em dia? Será que este poder tem diminuído? É claro que não; seria blasfêmia pensar desta maneira. O que acontece hoje em dia é que a nossa visão do poder de Deus é bem menor. Deus ainda deseja que os seus servos se dirijam à Querite, sendo separados (e esta separação é exigida de todo filho de Deus, não só dos “obreiros”). Deus ainda está disposto a nos sustentar “ali mesmo”, através do Seu poder divino. Mas nós temos achado um meio caminho: queremos ir à Querite, mas insistimos em deixar alguém em Samaria para nos sustentar. Achamos que é necessário criar organizações humanas para poder servir ao Senhor, esquecendo que, se Ele nos chamou, é claro que Ele irá nos sustentar.
Meu irmão, minha irmã, pare e pense um pouco na sua atitude. Você está dependendo unicamente do Senhor, ou você ainda hesita em deixar aquela aparente segurança que sistemas humanos (por mais louváveis que sejam nas suas intenções) lhe proporcionam? Você teria coragem de partir para um lugar distante, sem avisar a nenhum “Obadias”, assim que o seu Senhor lhe chamasse? O cético diria: “É loucura! Você vai morrer de fome!”. Mas ouça o que a Bíblia nos diz: “Temei ao Senhor, vós, os Seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam ao Senhor bem nenhum lhes faltará” (Salmo 34:9-10). Iremos nós, quer por palavras, quer por atitudes, duvidar da Palavra e do poder de Deus? Que possamos ter mais fé: “Retira-te daqui, vai … para junto à torrente de Querite,… E ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem”. “Separai-vos, diz o Senhor; e Eu vos receberei” (II Cor. 6:17-18).”Retirai-vos, saí de lá, … Porque o Senhor irá adiante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda” (Isaías 52:11-12).
Em Querite, então, vemos como o Senhor sustentou Seu servo quando este estava disposto a se separar para o Senhor. Se obedecermos ao nosso Deus, jamais nos faltará o necessário. Mas Elias, além de ser sustentado quando sua fé foi evidenciada, também foi fortalecido por Deus quando sua fé foi provada e quando sua fé enfraqueceu.
2. Em Sarepta de Sidom (I Reis 17:7-16)
A situação, agora, se torna mais adversa, pois lemos que, “passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra” (v 7). Elias havia sido fiel, os pecadores estavam sendo castigados, mas parecia que ele próprio seria atingido pela disciplina de Deus contra os pecadores! A torrente secou; será que o Senhor iria desamparar aquele que havia obedecido a Ele? Será que Deus se esquecera de Elias, sozinho lá em Querite?
É certo que não! “Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças. Pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de modo que a possais suportar” (I Cor. 10:13). Deus, o mesmo que fez com que a rocha produzisse água no deserto para o povo de Israel (Ex. 17:6) poderia facilmente ter feito com que a torrente não secasse, mesmo sem a chuva. Mas Ele queria fortalecer a fé de Seu servo, e lhe mostrar como, mesmo nas mais adversas circunstâncias, “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom. 8:28). O Senhor queria ensiná-lo a não desanimar com as circunstâncias, mas confiar no Senhor para o seu sustento.
O Senhor manda a provação, mas juntamente com ela, provê livramento: “Dispõe-te, vai a Sarepta … onde ordenei a uma mulher viúva que te sustente”. Seria uma viagem longa, das margens do Jordão até Sarepta de Sidom, mas havia a promessa divina de que ele seria sustentado. Muitas vezes, irmãos, é necessário, tendo fé naquilo que Deus nos diz, não hesitarmos em deixar o lugar onde estamos se Deus nos chamou para outro lugar (um lugar físico, ou uma posição social, ou um relacionamento comercial, etc). Sidom, terra dos gentios, poderia parecer, aos olhos de Elias, um lugar menos desejável do que Querite, em Israel. Uma viúva poderia parecer incapaz de sustentar a Elias. Mas Deus mandou, e Elias simplesmente obedeceu, sabendo que este era o caminho para continuar em comunhão com o Senhor. Será que estamos insistindo em permanecer junto à torrente que está secando, quando Deus quer nos sustentar mais adiante? Quando as circunstâncias apertam, nós desesperamos, ou buscamos a orientação do Senhor? Se andarmos sempre perto dEle, não deixando que as circunstâncias nos derrubem, nem nos prendendo demais àquilo que já tem passado, o Senhor irá nos sustentar, ajudando-nos a crescer. Ele sabe o que é melhor para nós.
Repare nos métodos que Deus usa: primeiro, corvos; agora, uma mulher viúva. A Bíblia descreve somente 9 viúvas, que são facilmente divididas em três grupos de três:
• 3 viúvas não muito louváveis: Tamar, que praticou imoralidade (Gen. 38); a viúva de Tecoa, que mentiu ao rei Davi (II Sam. 14:1-21); e a viúva que importunou o juiz (Luc. 18:1-5). Todas estas alcançaram seus objetivos (provavelmente com boas intenções), mas por meios errados.
• 3 cujos filhos foram alvos da graça de Deus: Zerua, a mãe de Jeroboão, cujo filho foi escolhido por Deus para reinar sobre Israel (I Reis 11:26, 31); a mãe de Hirão, cujo filho era cheio de sabedoria para fazer os utensílios do templo (I Reis 7:14); e a viúva de Naim, cujo filho foi ressuscitado pelo Senhor Jesus (Luc. 7:12).
• 3 viúvas que puseram o Senhor em primeiro lugar: a viúva de Sarepta, que fez um bolo primeiro para o servo do Senhor, e depois para ela e seu filho (I Reis 17:13-15); a viúva pobre, que “deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” ao Senhor (Luc. 21:4); e Ana, que “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” (Luc. 2:37).
Como é gostoso ver estas maravilhas da Palavra de Deus. Mas além de demonstrar a inspiração verbal e perfeita da Bíblia, estas nove viúvas nos mostram que nosso sucesso não depende tanto de nossas próprias qualidades, mas sim de como deixamos Deus operar em nossas vidas. Todas eram viúvas, mas algumas erraram, ao passo que outras foram abençoadas. E o segredo está em colocar Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Deus pôde usar esta viúva de Sarepta (ao que tudo indica, uma viúva bem pobre) para ajudar o Seu servo, e para cumprir o plano de Deus, porque ela estava disposta a servir primeiro ao Senhor. Será que nós também estamos colocando o Senhor em primeiro lugar nas nossas vidas, para que Ele possa nos usar para a Sua glória? Temos a humildade de reconhecer que “é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar” (Fil. 2:13)? Veja o ótimo exemplo dos macedônios, que “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor” (II Cor. 8:5). Não basta servir ao Senhor somente quando for conveniente. Quem quiser ser Seu discípulo, “negue-se a si mesmo”, e submeta-se à vontade dEle.
Nesta segunda vez em que Elias foi sustentado por Deus, vemos que, quando sua fé foi provada, ele seguiu a direção do Senhor, indo para Sarepta, e Deus o recebeu ali. Novamente vemos como o Senhor cuida dos Seus, e “não permitirá que sejais tentados além das nossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de modo que a possais suportar” (I Cor. 10:13). Mesmo que não podemos entender porque a torrente está secando, e não compreendemos os problemas que temos que enfrentar, sabemos que o nosso Deus está em controle da situação. Lembre disso: Deus é fiel! Por mais escura que seja a noite, siga a orientação dEle, e Ele te susterá.
Já temos visto como Elias foi sustentado pelo Senhor quando sua fé foi evidenciada (em Querite, I Reis 17:1-6), e também quando sua fé foi provada (em Sarepta, I Reis 17:7-16). Na terceira vez em que lemos que Deus providenciou alimento material de forma milagrosa para o Seu servo, vemos Elias sendo sustentado mesmo quando sua fé enfraqueceu.
3. No deserto, perto de Berseba (I Reis 19:1-8)
Elias desanimou. Depois de enfrentar ao rei Acabe e aos 850 profetas falsos, ele teve medo da ameaça de uma mulher (Jezabel), fugiu para o deserto, e pediu que Deus lhe tirasse a vida. Depois de demonstrar uma coragem exemplar, ele olha para baixo, assim como fez Pedro quando andava sobre o mar (Mateus 14:25-32), e começa a afundar. Não ousamos criticá-lo, mas podemos aprender, pelo seu erro, que é necessário que estejamos sempre “olhando para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus” . Se olharmos para as circunstâncias, fatalmente iremos desanimar. Há outros exemplos na Bíblia de homens que saíram de uma grande vitória e sofreram uma terrível derrota (veja o caso de Noé, por exemplo, em Gên. cap. 9). “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (I Cor. 10:12).
Lemos que Elias veio e se sentou debaixo de um zimbro. Esta planta, que é mencionada só mais duas vezes na Bíblia, sempre nos fala de coisas ruins. Em Jó 30:4, lemos de “filhos de doidos, e filhos de gente sem nome” (v 8), que se alimentavam de raizes de zimbro; e em Salmo 120:4, vemos as brasas vivas de zimbro relacionadas com a língua enganadora (v 3). Este fato reforça a triste situação de Elias, fugindo, no deserto, debaixo de um zimbro, pedindo a morte à Deus.
A misericórdia do Senhor, porém, sempre nos impressiona, e a Bíblia nos garante que mesmo “se formos infiéis, Ele permanece fiel” (II Tim. 2:13). Deus veio ajudar Seu servo nesta hora de fraqueza. Desta vez, porém, Ele não mandou corvos, nem uma viúva, mas um anjo do Senhor; e não somente uma vez, mas duas (o nº_2, na Bíblia, nos fala de comunhão). Deus despertou a Elias do seu sono, querendo ter comunhão com ele. Hoje o Senhor diz: “Eis que estou a porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Apoc. 3:20). O contexto em Apocalipse está falando da comunhão do Senhor com seus filhos, e nos desperta para este fato: se estivermos dispostos a acordar do nosso sono, Ele quer ter comunhão conosco.
Elias acordou, comeu, e se fortaleceu, mas ainda teve que andar quarenta dias e quarenta noites até chegar a Horebe, o monte de Deus (v._8). Quarenta é símbolo de provação, e vemos ilustrado aqui o caminho longo e difícil para o crente que se afasta de Deus, e deseja voltar novamente. É sempre mais difícil levantar do que cair. Quando um cristão se afasta de Deus, ele logo vai sentir o peso do seu pecado, e vai querer voltar ao Senhor. Mas todos os maus hábitos que ele aprendeu terão que ser deixados; tudo aquilo que ele já sabia, mas do qual se esqueceu, terá que ser reaprendido; Deus terá que discipliná-lo para que ele possa ser “participante da Sua santidade” (Hebreus 12:10). Elias foi apenas “caminho de um dia” ao deserto (I Reis 19:4), mas teve que caminhar “quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (v. 8). Irmãos, vamos permanecer firmes, lembrando quão difícil é o caminho de volta.
Há uma palavra de ânimo e incentivo aqui para aqueles que estão caídos. O caminho de volta foi longo para Elias, mas ele não percorreu este caminho nas suas próprias forças. A Bíblia diz: “Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou … até Horebe, o monte de Deus”! O caminho de volta foi cumprido com a força da comida que Deus lhe havia providenciado. Deus o estava disciplinando, mas Deus mesmo lhe deu as forças para suportar a disciplina.
Isto é semelhante ao caso dos irmãos de José. Eles o haviam abandonado, e o vendido à escravidão, mas, reconhecendo o seu erro, estavam arrependidos (Gên. 42:21-22). Antes de se revelar a seus irmãos, porém, José fez com que eles passassem por maus momentos (Gên. caps. 42-44). Mas naqueles capítulos nós percebemos como este processo estava causando sofrimento até mesmo a José. Duas vezes lemos que ele, escondido dos seus irmãos, chorou (42:24; 43:30); para os irmãos de José, o caminho de volta foi longo, mas José sofreu junto com eles. Que verdade preciosa. Quando um cristão cair, e tentar voltar a ter a mesma comunhão com Deus que ele tinha antes, ele terá um caminho longo e árduo pela frente. Mas ele nunca deve pensar que Deus o abandonou. Quando Deus o disciplinar, Ele o fará com amor, e Ele, como um Pai bondoso, estará se preocupando com o Seu filho.
Vamos lembrar, então, destas três situações na vida de Elias quando Deus o sustentou, lembrando que Deus é poderoso para prover plenamente para todas as nossas necessidades. Em primeiro lugar, se estivermos dispostos a nos separar do mundo e do pecado, segundo a ordem de Deus, podemos ter certeza de que Ele vai nos sustentar ali mesmo, sem a necessidade de recorrermos à métodos ou “instituições” humanas. Em segundo lugar, mesmo quando a situação parecesse adversa, mesmo quando a torrente se seca e pensamos que estamos sozinhos, vamos lembrar que Ele é fiel, e se permanecermos fiéis à Ele, teremos o nosso sustento. E finalmente, até quando nós somos infiéis, Ele permanece fiel, ainda querendo restaurar a nossa comunhão, ainda querendo nos alimentar (espiritualmente).
”Oh! provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia. Temei ao Senhor, vós os Seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o Senhor, bem nenhum lhes faltará”. (Salmo 34:8-10)

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Conhecer a Deus e Conhecendo a Vontade de Deus

Todos nós temos três ministérios que não podemos deixar a parte de nossas vidas. Estes são Deus, o próximo e o mundo.
Deus – Conhecer a Deus, pois estamos firmados nEle (Os 6.3). O que tenho conhecido de Deus me dá autoridade de fazê-lo conhecido. Conhecer a Deus é responsabilidade minha.
Próximo – Levar a pessoa de Jesus Cristo ao nosso próximo. Sou dependente de Deus e preciso fazê-lo conhecido através da minha vida.
Mundo – Meu compromisso com o mundo é ser o sal da terra. O conhecimento de Deus é a chave de tudo para nossa vida cristã. Conhecer o seu caráter é fundamental (Is 1.3; Jo 42.5; Dt 6.4-9; Dt 6.1-2). IMPORTÂNCIA DE SE CONHECER A DEUS: conhecer a Deus implica pagar um preço de disciplina (Dt 11.18-20 e 6.1-2).
Deus nos fez para uma vida de comunhão com Ele. Mt 7.8 fala da autoridade de viver a vida com Deus, vida com prática da palavra.
O motivo principal de não buscarmos conhecer a Deus é a incredulidade.
O QUE É CONHECIMENTO DE DEUS
1) Jm 9.3-24 – conhecer a Deus é a nossa glória
2) II Co 3.18 – é nossa transformação
3) Fp 3.7-11 – é nossa justiça
4) Ef 3.1-17 – sabedoria e revelação
5) Ef 3.14-21 – plenitude de Deus
6) I Pe 1.3-11 e Jo 17.3 – vida eterna
7) I Jo 1.6-7 – comunhão com os cristãos
8) II Pe 3.18 – crescimento
9) Jo 15.1-5 – fruto
10) Lc 10.38-42 – a melhor parte
11) Dn 11.32 – seremos fortes e ativos
12) Cl 1.27 – esperança da glória
13) Cl 2.1-3 – tesouros da sabedoria e conhecimento
14) Cl 2.6-7 – nosso alicerce
15) Cl 3.14 – vida
CINCO PASSOS PARA CONHECERMOS A DEUS
1) Reconhecer que o conhecemos muito pouco;
2) Pedir maior desejo nesta área buscando com zelo de todo coração (Tm 29.13). Dependência do Senhor para prosseguir.
3) Orar estas orações (Ex 33.13 e 18 – Moisés pagou um preço por este conhecimento. Fp 3.8-10. Ef 1.17)
Você está em segurança quando está conhecendo a Deus. O sofrimento nos faz conhecer a glória de Deus.
4) Ore para que Deus se revele em sua palavra;
5) Estudar o caráter de Deus na Bíblia.
PORQUE CONHECER A DEUS
Deus quer que nos aproximemos dele, porque ele quer tratar no nosso caráter, porque Deus quer nos usar para alcançar o mundo (Tm 24.7 e I Co 2.14)
A PESSOA DE DEUS
As emoções de Deus:
Senso de humor – Sl 2.4; 37.13; 59.8
Ira – Nm 25.1-3; Dt 9.7 (não é irar contra pessoas, mas contra atitudes erradas, não tendo desejo de eliminar pessoas, mas querendo justiça.
Júbilo – Sf 3.17
Choro – Jo 11.35; Lc 19.41
INTELIGENTE
- na criação Deus fez cálculos Jó 28.20, 23 e 28; Is 40.12 (precisão e perfeição)
- Deus pensa Sl 92.5, 139.17; Is 55.8 e 9
- Ele usa o raciocínio (as leis quando foram criadas) Ex 20.2-22
LIVRE ARBÍTRIO & ARBÍTRIO MORAL
Tg 2.5; Sl 33.12; Is 43.10; I Co 1.27; Jo 15.16 (Deus escolhe ser por nós)
Misericórdia – Rm 9.14-18; Lm 3.22 e 23; Mq 7.18
Justiça – Is 59.17; Jó 36.6
Amor – Jo 3.16
ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS
Poder, Soberania, Eternidade, Criatividade Onisciência, Divindade e Onipresença.

filipenses 2:13 - Jeremias 24:7

Sabe aquela típica situação em que você não sabe que decisão tomar?

Você não sabe se "casa ou compra uma bicicleta".... brincadeiras e analogias à parte, você certamente já deve ter passado por uma situação em que você gostaria que o próprio Deus aparecesse na sua frente e indicasse o caminho a ser seguido.


Deus deseja que conheçamos a vontade dEle e embora Ele não venha pessoalmente nos mostrar o caminho a ser percorrido, Ele, através da sua palavra nos faz conhecedores de seu querer.

Como eu posso conhecer a vontade de Deus? Como eu posso saber se Deus quer que eu mude de emprego? Como eu posso saber se devo ou não me casar ou namorar aquele (a) moço (a)? Estas são algumas das indagações que nos surgem no curso da nossa juventude.

Não há duvidas de que a palavra de Deus e o mais completo manual deixado ao cristão. Na Bíblia podemos encontrar respostas para todos os nosso questionamentos. Quando Deus quer que conheçamos a vontade dEle, primeiramente Ele a manifestara através da sua santa palavra.

Pode ser através de um versículo lido, de uma ministracao proferida ou de qualquer outro modo, o fato e que por meio de Sua palavra Ele mostrara aquilo que Ele deseja que você faca. Ele colocara algo em seu coração, confirmara e dara paz. A paz em seu coração e um dos primeiros indícios daquilo que deve ser feito.

Você pode também pedir para que Deus use pessoas idôneos, verdadeiros servos do Senhor para ajudar-te. Se Deus tem colocado algo em seu coração, peca a Ele que esteja usando pessoas para que venham confirmar aquilo que você tem sentido.

A Bíblia nos fala acerca de conselhos; veja Provérbios 8:12, 14 e 15:22. Devemos buscar conselho de pessoas sabias, comprometidas com a causa de Cristo. Não saia por ai fazendo uma enquête acerca da decisão que você deve tomar. Como diz o provérbio, se conselho fosse bom, não era de graça. Lembre-se de que nem todos os conselhos estão de acordo com aquilo que Deus deseja. Daí a prudência na escolha daqueles que irão te orientar.

Antes de buscar um conselho, ore, coloque-se diante de Deus. Interceda pela vida da pessoa que estará conversando com você. Peca a Deus que aquilo que anteriormente Ele colocou no seu coração seja confirmado por essa pessoa. Procure algumas pessoas apenas, e peca para que Deus esteja usando-as como instrumento dEle em sua vida.

Devemos também observar as circunstancias. Pense comigo: você tem orado por uma viagem ao exterior. O sonho da sua vida e morar nos EUA; você faz uma serie de planos, pede demissão do emprego e vai atrás do visto. Você consegue a documentação necessária, se apresenta no consulado e.......... o visto e negado! Você pode achar que isso foi mero "azar", tenta de novo e de novo a resposta e negativa.

As portas claramente se fecham para você. Quando estamos buscando a vontade de Deus acerca de algo, devemos também estar atentos as situações. Portas fechadas podem indicar que o caminho a ser percorrido não seja esse que você esta tentando.

Você esta orando pelo Joãozinho, ele parece ser o homem da sua vida. Mas tem um pequeno detalhe: a tua família não pode nem ouvir falar no nome dele, e a dele, então..... não pode nem sonhar que você existe. Com tantas divergências, Deus pode estar querendo mostrar a você que o Joãozinho não e ainda aquele que Ele separou para você.

Jeremias 24:7 diz: "E dar-lhes-ei coração para que me conheçam, porque eu sou o Senhor; e ser-me-ão por povo, e Eu lhes serei por Deus..."Deus quer nos fazer conhecedores da sua vontade e Ele nos faz, devemos apenas estar atentos aquilo que Ele quer nos mostrar.

Se você tem buscado conhecer a vontade de Deus, coloque-se diante dEle e seja sensível a sua voz.

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Namorar ou Ficar?

Mensagens Para Orkut - MensagensMagicas.com

A sociedade atual está em profundo estado de mutação constante. Termos novos são criados, termos antigos são reinterpretados. Não há verdades absolutas e sim opiniões e verdades particulares. "Cada ser é um universo", dizem, e todos devem criar para si os seus próprios padrões e verdades. Jovens e adolescentes estão sendo formados nesta sociedade mutante. Os conceitos aprendidos em família, por serem frágeis e apenas nominais, não sobrevivem à avalanche de deseducação encabeçada pela mídia e pelos formadores de opinião. Isto é igualmente válido para o lado afetivo do jovem.
A sociedade atual está em profundo estado de mutação constante. Termos novos são criados, termos antigos são reinterpretados. Não há verdades absolutas e sim opiniões e verdades particulares. "Cada ser é um universo", dizem, e todos devem criar para si os seus próprios padrões e verdades. Jovens e adolescentes estão sendo formados nesta sociedade mutante. Os conceitos aprendidos em família, por serem frágeis e apenas nominais, não sobrevivem à avalanche de deseducação encabeçada pela mídia e pelos formadores de opinião. Isto é igualmente válido para o lado afetivo do jovem.

O dicionário Aurélio define NAMORAR como:
1) Procurar inspirar amor;
2) Andar de namoro com;
3) Enamorar-se (que por sua vez significa deixar-se possuir de amor, apaixonar-se).
FLERTAR significa namoro rápido, namorico.

Até bem pouco tempo o namoro era algo pré-nupcial, com regras bem definidas e padrão comumente aceito. Alguém, ao sentir-se atraído por outrem de sexo oposto, procurava-o, propondo-lhe namoro. Este consistia de encontros constantes, com diálogos sobre os dois, momentos de romance, abraços e beijos limitados, com considerável reserva e planos para o futuro.

Os encontros eram feitos na casa da moça, com a presença de familiares, na sala, ou no portão, até às 22 horas no máximo. Também constavam passeios, atividades mútuas e correspondência. Com o advento da era pós "Beatles" (conjunto de rock-and-roll inglês, que revolucionou a cultura ocidental após a década de 60) e o desenrolar do movimento "Hippie" (jovens americanos que lutavam pela liberação das drogas, extinção da família e amor livre), o namoro sofreu grandes mutações. Seus limites foram ampliados.

Os encontros passaram a ser em cinemas, pizzarias, clubes, etc, sem a presença de familiares. No seu bojo as carícias íntimas e os atos pré-sexuais encontraram espaço livre. Como conseqüência, o número de jovens que se casaram grávidas ou ficaram sós aumentou vertiginosamente. Namoro passou a ser a "sala vip" do casamento, faltando apenas o chamado "papel passado".

Por serem mal formadas muitas famílias tornaram-se desestruturadas, terminando em divórcios. Filhos cresceram deficientes psicologicamente, sem modelos paternos e maternos consistentes. Na década de 80 a chamada "AMIZADE COLORIDA" entrou em ação. Tratava-se de algo diferente do namoro. Rapazes e moças mantinham encontros libidinosos, com o compromisso de não terem quaisquer compromissos!

Com o passar dos anos o namoro continuou em processo de mutação. O império da AIDS (doença fatal sexualmente transmissível), trouxe uma transformação na aceleração da libertinagem juvenil. Os preservativos entraram na lista de materiais comuns da lista de compras dos adolescentes, como a pílula na década de 70.

Parte desta população resolveu "dar um tempo", "se cuidar". Nos Estados Unidos da América, uma igreja batista iniciou, junto aos seus adolescentes, uma campanha intitulada "QUEM AMA, ESPERA". Grande parte daquela região aderiu. Porém, uma nova modalidade de namoro surgiu. Como a adolescência é uma idade instável, o desejo de independência provocou um novo tipo de relação: FICAR. Pesquisando entre adolescentes, cheguei a 6 conclusões sobre o que significa para eles o FICAR:

1) FICAR É NAMORAR DE BRINCADEIRA
2) FICAR É PRATICAR PARA VER SE VAI DAR CERTO
3) FICAR É SUPRIR PROVISORIAMENTE A CARÊNCIA AFETIVA E SEXUAL
4) FICAR É CURTIR TODO MUNDO NUMA BOA, SEM COMPROMISSO
5) FICAR É NAMORO AVANÇADO, ONDE VALE TUDO
6) FICAR É A MODA ENTRE JOVENS E ADOLESCENTES


Quero discutir estes conceitos com vocês, apontando o que a bíblia diz sobre os princípios envolvidos no assunto. Espero que com isto, possa haver um esclarecimento considerável e um sólido desejo de praticar o ensino das Escrituras Sagradas.

1) FICAR É NAMORAR DE BRINCADEIRA

Você gosta de brincar com ratoeiras, cobras, bombas, botijões de gás ou facas? Não, não é mesmo? São brincadeiras perigosas e de mau gosto.

Brincar com os sentimentos dos outros, ou mesmo arriscar os seus, também é errado. A Bíblia diz: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jr 17.9). Sentimentos são preciosidades. Não se gosta ou se deixa de gostar de brincadeira. Ademais, sempre se sai ferido de uma relação fingida.

Tudo quanto o cristão faz, pensa ou intenciona é para a glória do Senhor, devendo ser feito com responsabilidade e dedicação. Diz a Bíblia: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios"(Ef 5.15). "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens."(Cl 3.23).

2) FICAR É PRATICAR PARA VER SE VAI DAR CERTO

Deus não criou a família pelo sistema empírico (experimental). Pelo contrário, o Seu desejo sempre foi agir em prol do homem, dando-lhe uma pessoa adequada para sua felicidade. Veja o exemplo de Adão (Gn 2.22) ou de Isaque (Gn 24.51). Deus tem um plano para a união de dois corações, e pode conceder bênçãos maravilhosas!

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á"(Mt 7.7,8). Cabe ao adolescente e ao jovem estar atento às pessoas ao seu redor, consultando o seu coração e a Palavra de Deus.

"Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim."(Sl 40.1a). O jovem cristão deve escolher alguém debaixo da orientação de Deus e que seja também uma pessoa cristã. Do contrário, está pecando: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? (II Co 6.14-16).

··Namorar é conhecer alguém no sentido básico da palavra: gostos, temperamento, procedimentos, personalidade, reações, etc. O restante está reservado para o casamento.

··Rapazes: como escolher uma namorada? Procure com sabedoria, lembrando que o que a garota é hoje com os pais dela ou em relação a Deus, ela o será amanhã com você também. Leia Provérbios 31.10-31 e repare nos sábios conselhos de uma mãe ao seu filho solteiro, para que se casasse com alguém digna. Procure uma moça cujos princípios sejam semelhantes a estes.

··Garotas: Como escolher um rapaz: O Salmo 1.1-3 aponta o comportamento do homem bem-aventurado. As bem-aventuranças trazem um perfil ideal para o esposo preparado por Deus: humilde de". Espírito, manso, parecido com Jesus, limpo de coração, pacificador (Mt 5.3-9). Peça ao Senhor, abra seus olhos e esteja atenta. Deus lhe mostrará e dará uma rica oportunidade de encontro.

"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória"(Ef 3.20,21a)

3) FICAR É SUPRIR PROVISORIAMENTE A CARÊNCIA AFETIVA E SEXUAL

Este argumento é falho. O ser humano sempre foi carente de afeto, seja pela falta sentida na infância, seja pela solidão circunstancial, e nunca houve necessidade de existir um relacionamento do tipo FICAR. Há um amor maior que nos conforta e supre a carência: O AMOR DE DEUS. Diz a Bíblia: Nós amamos porque Ele nos amou primeiro"(I Jo 4.19).

Nosso amor por Deus deve ser maior que qualquer outro amor humano, mesmo por alguém que é objeto de nossos sentimentos: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim."(Mt 10.37). Martinho Lutero, o mais importante líder da Reforma Protestante, declarou, em seu hino CASTELO FORTE: "Se temos de perder os filhos, bens, mulher, embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos-á Seu reino!".

Para gozarmos constantemente deste abundante amor, devemos estar em comunhão constante com Ele, por meio da leitura bíblica, da oração e do testemunho diante de todos. Tenha certeza de que Ele é provedor: "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades". (Fp 4.19).

Muito cuidado! Abraços e beijos podem se tornar uma armadilha do inimigo. Cumprimentar outrem com um ósculo santo, um beijo na face, é uma coisa. Exceder-se na saudação, dando lugar à licenciosidade e sensualidade, é outra. Cuidado! Fuja do pecado e da aparência do mal: "Abstende-vos de toda a forma do mal"(I Ts 5.22)

4) FICAR É CURTIR TODO MUNDO NUMA BOA, SEM COMPROMISSO

Este pensamento é anti-cristão. É uma afirmação, no mínimo, irresponsável. É fruto da carência de normas no ambiente familiar. A palavra CURTIR tem diversos significados, mas aqui é utilizada no sentido de namorar, "transar".

Sinceramente, você se casaria com alguém que já FICOU com todo mundo e que, na realidade, nunca "ficou" comprometida com ninguém? Você aceitaria que sua irmã ou sua mãe se comportasse deste jeito? Ora, se isto é escabroso quando imaginado em alguém que nos é preciosa, que nos é querida, por que faz e acha interessante com as pessoas de outras famílias?

Lembre-se do sábio Salomão, que, em sua velhice, exclamou com veemência: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer."(Ec 12.1). Igualmente o apóstolo Paulo lembra algo muito importante a Timóteo, o seu filho na fé: "Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza."(I Tm 4.12)

O cristão é um ser comprometido com Deus e com o ser humano. É alguém que "veste a camisa", que "lança mão do arado e não olha para trás.". Não ter compromisso efetivo com a pessoa querida é pecado, falto de caráter, fruto de uma educação distorcida e de um coração sem sentimentos. O que deve unir alguém à outro é o amor, e este é poderoso e permanente: "O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta; o amor jamais acaba"(I Co 13.8,9a).

5) FICAR É NAMORO AVANÇADO, ONDE VALE TUDO

Sendo um relacionamento mundano, fruto de uma sociedade sem Deus, FICAR não serve para nós. Simular um comportamento afetivo com quem não se ama? Ter comportamento de pessoas casadas estando solteiro? Fazê-lo com pessoas estranhas? Isto é perversão, hipocrisia e mentira. Tolo é aquele que crê nas mentiras, crê no carinho do estranho, no amor de quem não está nem aí com os sentimentos alheios.

Tal pessoa está caindo na armadilha de Dalila, que trocou afetos, carinhos e atos conjugais pela destruição do infeliz Sansão (veja Juízes, capítulo 16). Quem age assim não merece você. Deus tem alguém especial, alguém que não lhe tenha como "estepe", como "quebra-galho", mas sim como alguém de fundamental importância. Se você já se comportou mal assim, Deus tem um remédio para seu erro: arrependimento! "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça"(I Jo 1.9)

6) FICAR É A MODA ENTRE JOVENS E ADOLESCENTES

Pode estar na moda, mas está errado. Aliás, este mundo está debaixo da orientação do Diabo, e nada tem de Jesus. Nós, os cristãos, não são mais deste mundo, por isso devemos sempre pedir ao Senhor para nos livrar do mal. Resta saber de que lado você está. Se você é um cristão nominal, que não se converteu, então a moda é sua.

Mas, se você tem ao Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Mestre, então o pecado não pode exercer domínio sobre você, e a moda não o obrigará a agir como todos agem. Sabe o que muita moda é? Um disfarce do inimigo, de sua influência sobre o povo do mundo. Já percebeu que as modas geralmente trazem um ideal errado? Primeiro de abril trás a mentira. Verão forte trás top less e naturalismo (nudismo).

Carnaval trás rebelião contra autoridades, homossexualismo, drogas, adultério, etc. Já ouviu falar de uma moda que trouxesse arrependimento, paz entre os povos, alimento aos famintos, distribuição de renda, perdão aos magoados? Claro que não. Portanto, fuja da moda! Seja esperto, seja jovem, seja atual, mas somente no que concerne à linguagem e socialização gerais; nunca às práticas nocivas.

"...Não sabeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.. (Tiago 4.4); "Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele."(I Jo 2.15). Deus tem outra moda. A moda dele é melhor. Se ligue em Seus caminhos.

CONCLUSÃO

FICAR É FRIA. FICAR É COISA PASSAGEIRA. BUSQUE A ORIENTAÇÃO DE DEUS EM SUAS RELAÇÕES. QUE SEJAM RETAS, ADEQUADAS, PURAS E DURADOURAS.

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HONRE SEUS PAIS

VÓS, FILHOS, SEDE OBEDIENTES A VOSSOS PAIS NO SENHOR, PORQUE ISTO É JUSTO. - HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE, QUE É O PRIMEIRO MANDAMENTO COM PROMESSA, - PARA QUE TE VÁ BEM, E VIVAS MUITO TEMPO SOBRE A TERRA.
Efésios 6. 1-3 Há uma diferença entre obedecer e honrar. Obedecer significa agir de acordo com as instruções recebidas. Honrar significa respeitar e amar. Os filhos não devem desobedecer a Deus ao obedecerem aos seus pais. Não se requer que os filhos adultos obedeçam a pais tiranos. Os filhos são obrigados a obedecer enquanto estiverem sob os cuidados dos pais, mas a responsabilidade de honrá-los é vitalícia.
(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal)
O homem vive desesperadamente à procura do sucesso. Muitos seriam capazes de vender a própria alma, para alcançá-lo.
A Bíblia Sagrada, está cheia de orientações seguras para se viver produzindo bons resultados e transformar nossos dias de vida aqui na terra, frutíferos e felizes.
O texto acima é um desses sábios e infalíveis conselhos. O apóstolo Paulo, como grande conhecedor das Escrituras, foi buscar no Antigo Testamento, este precioso conceito de relacionamento entre pais e filhos.
1º) Ele mostra que é justo obedecermos aos nossos pais. A palavra de Deus nos diz enfaticamente: “...o que semeia justiça terá recompensa verdadeira”. (Provérbios. 11.18)
2º) A Bíblia contém muitos mandamentos, mais, honrar pai e mãe é o primeiro com promessa e as promessas proferidas por Deus, fatalmente se cumprirão. Josué tinha tanta convicção a respeito da fidelidade de Deus que assim se expressou: “Palavra alguma falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu”. (Josué 21.45)
3º) Para que te vá bem. Travamos grande batalha no campo estudantil, profissional, de relacionamentos, para vivermos bem. Almejamos bons diplomas, procuramos galgar postos nas empresas em que trabalhamos, e aqueles que tomam a decisão de ter seu próprio negócio, lutam para que suas empresas se posicionem bem no mercado. A luta para viver bem é incansável, mais nem sempre vitoriosa.
4º) E vivas muito tempo sobre a terra. Em todo o transcorrer da história, o homem busca a longevidade. Os consultórios médicos estão repletos de pacientes, a medicina alternativa cresce, as farmácias se multiplicam, os centros esportivos estão lotados de atletas de todas as idades, as dietas das mais diversas fontes fazem promessas mirabolantes. No entanto, o sábio Salomão, dissera a milênios atrás: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. – Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz”. (Provérbios 3.1,2)
HONRE SEU PAI E SUA MÃE.
Como está seu relacionamento com seus pais?

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VOZ DE MUITAS ÁGUAS

“Eu vi a glória do Deus de Israel que vinha do oriente. A sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra
resplandeceu por causa da sua glória”. - Ezequiel 43: 2
O profeta Ezequiel ouviu a voz do Senhor e foi este o testemunho acerca dela: era como a voz de
muitas águas! Mas esta não foi a única ocasião em que ele a ouviu desta forma. Logo no início de seu livro
encontramos um relato de uma visão que o Senhor lhe dera, e nela ele comenta acerca da voz do Senhor:
“Andando eles ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, a voz
de um estrondo, como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam suas asas”. - Ezequiel 1: 24 Vale ressaltar expressões como “ruído” e “estrondo” ao se falar da voz do Senhor como a voz de muitas
águas, pois neste paralelo, a verdade que se quer transmitir não está necessariamente ligada à água, mas ao
BARULHO que ela faz. Além do profeta Ezequiel, também temos o profeta Jeremias dando testemunho disto:
“Fazendo ele [Deus] ouvir a sua voz, grande estrondo de águas há nos céus, e sobem os vapores desde os confins
da terra. Envia os relâmpagos com a chuva, e tira o vento dos seus tesouros”. – Jr. 51: 16
Tal qual os dois profetas, o apóstolo João em seu exílio na ilha de Patmos também teve uma profunda
experiência com Deus, na qual viu o Senhor ressuscitado e ouviu a sua voz; e seu relato é idêntico aos que já
vimos, mostrando ser esta uma característica pertencente à voz de Deus: “Os seus pés eram semelhantes a
latão reluzente, como que refinado numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas” - Apocalipse 1: 15
Temos três testemunhos: o de Ezequiel, o de Jeremias e o de João. A Bíblia diz que pela boca de duas
ou três testemunhas se estabelece toda questão (2Co. 13.1). Portanto, isto não é apenas um exemplo ou
alegoria, é uma doutrina. Não é um mero detalhe em meio a uma descrição, e sim uma ênfase das Escrituras.
A voz do Senhor é como a voz de muitas águas! Deus quer que entendamos e vivamos esta verdade. Sua voz
em nossas vidas deve ser como a voz de muitas águas.
O SIGNIFICADO
Se a expressão “voz como de muitas águas” não é apenas uma menção ou detalhe, mas uma ênfase e
doutrina escriturística, então é de suma importância que compreendamos o significado da terminologia bíblica.
O que é ter voz como de muitas águas? Não é a quantidade de água em si que oferece o exemplo
utilizado nas Escrituras, mas vimos que a expressão aparece ligada a outros termos como “ruído” e “estrondo”;
o exemplo, na verdade, está ligado ao BARULHO das águas. Alguém pode estar no meio do oceano, olhar à
sua volta e ver muitas águas, mas ainda sim estar tudo em silêncio; não é da quantidade de água em si que a
Bíblia fala, mas sim de seu ruído. Embora no caso de uma queda d’água, quanto maior for o volume de água
maior será também o ruído. Eu creio que o paralelo que Deus oferece é este, o de quedas d’água, cachoeiras,
cataratas, ou qualquer outro nome que aponte para o ruído de águas, como as ondas bravias do mar, por
exemplo. Até mesmo as chuvas (tempestades) são apresentadas assim neste exemplo bíblico, pois a idéia é
esta: ressaltar a intensidade da voz divina.
Quando nos aproximamos de quedas de águas, como as Cataratas do Iguaçu por exemplo, podemos
observar que quanto maior o volume de água, maior será o ruído que ouviremos. Estive lá algumas vezes,
inclusive na minha lua-de-mel, quando Deus falava destas verdades comigo, e é um espetáculo e tanto! Mas lá
em Foz do Iguaçu, podemos ouvir o ruído das águas sem que ele impeça nossa conversa, pois é possível
ouvirmos uns aos outros visto que os visitantes não têm como se aproximar tanto das cataratas. Podemos até
molhar a roupa do corpo devido à umidade do ar, mas mesmo nos pontos turísticos mais próximos das
cataratas ainda não se chega perto o suficiente para que nossa voz seja encoberta.
Contudo, se formos a uma cachoeira de menor volume de água e de queda também menor, mas
colocarmos-nos debaixo dela ou mesmo bem próximo às pedras onde ela cai, poderemos experimentar o
barulho dela encobrindo nossa voz e impedindo até mesmo conversas, pois o provável é que ninguém ouvirá
ninguém. O ruído de muitas águas é, em outras palavras, um ruído que encobre os outros ruídos. Assim
também é a voz do Senhor: UMA VOZ QUE ENCOBRE AS OUTRAS VOZES! E aqui deparamo-nos com um
princípio poderoso: Deus quer que sua voz chegue com tamanha intensidade em nossas vidas que cheguemos
a ponto de não ouvir mais nenhuma outra voz. Ele quer que sua Palavra PREVALEÇA sobre toda e qualquer
voz neste mundo, a ponto de se poder dizer de nossas vidas o que se disse em Éfeso: “Assim a palavra do
Senhor crescia poderosamente, e prevalecia.” - At. 19: 20.
O que aconteceu nesta cidade da Ásia pode (e deve) acontecer conosco! Afinal não foi na cidade em si
que a Palavra cresceu, mas na vida dos habitantes dela; e se ocorreu a eles pode nos ocorrer também.
Quando a Bíblia fala sobre o crescimento da Palavra, fala de como ela cresce na vida das pessoas. À medida
que damos espaço à Palavra do Senhor, inclinando nosso coração a ela, experimentamos uma INTENSIDADE
MAIOR de sua operação em nossas vidas. Mas note que a Palavra não apenas crescia, mas PREVALECIA.
E prevalecia sobre o quê? Sobre outras vozes e ruídos. Isto é que é experimentar a voz do Senhor
como voz de muitas águas. É ouvi-la tão intensa e fortemente que não ouvimos mais nenhuma outra voz! Por
outro lado, há pessoas que experimentam justamente o contrário: outras vozes é que vivem encobrindo a voz
do Senhor em suas vidas. Creio que há um fator determinante que diferencia um grupo do outro. A palavra de
Deus não iria prevalecer na vida de um e de outro não sem um motivo. O que determina esta diferença?
A DISTÂNCIA INFLUÊNCIA
Citei como exemplo de ruído de águas, as Cataratas do Iguaçu, onde podemos perceber o barulho das
águas sem deixarmos de conversar uma vez que, pela distância, o ruído não chega a atrapalhar-nos. E ao
comentar sobre uma catarata barulhenta (mas não o suficiente para encobrir todos os outros ruídos), o fiz com
o propósito de chamar-lhe a atenção para uma outra verdade: a distância que permanecemos da água
influencia muito! Ao entrar no Parque Nacional do Iguaçu, ainda na estrada para as quedas não podemos ouvir
o ruído da água, mas assim que nos aproximamos delas no último quilômetro já começamos ouvi-las.
Mesmo quando estamos no ponto de observação mais próximo, ainda podemos conversar. Porém, se
houvesse um meio (seguro!) de nos aproximarmos tanto de uma das quedas, a ponto de quase nos
colocarmos debaixo dela, então seria impossível conversar ou ouvir outro som, pois o barulho da água
PREVALECERIA sobre todos os outros. Assim também se dá com a voz de Deus. Se nos aproximarmos de
sua Palavra, ela encobre as outras vozes. Mas se nos distanciarmos, podemos chegar a um ponto onde os
outros ruídos acabam sendo mais altos que a Palavra de Deus em nossas vidas.
O propósito divino é que estejamos tão próximos da Palavra que ela prevaleça sobre toda e qualquer
voz, abafando-a por completo. Não estou falando do quanto você conhece ou lê a Bíblia, mas do quanto você
está (ou não) perto! A quantidade de água não afeta tanto como a PROXIMIDADE dela.
Mencionei que em Foz do Iguaçu é possível conversar sem que o ruído da água abafe completamente
nossa voz; mas há alguns anos conheci uma pequena cachoeira que conseguiu esta façanha! Veja bem, não
há como compará-la com as Quedas do Iguaçu, cuja altura e volume de água são incalculavelmente
superiores, porém, esta pequena cachoeira localizada no município de Candói, no Paraná, conseguiu abafar
minha voz! Havíamos realizado um acampamento com os jovens da igreja, e descobrimos nas proximidades
do local do acampamento a tal cachoeira.
Devido ao bom tempo que desfrutávamos naquele dia e a consciência de que por causa das chuvas
abundantes que caíra nos dias anteriores haveria um lindo espetáculo, dirigimo-nos com um grupo de jovens
para lá. Ao chegarmos, a maioria de nós não resistiu ao calor e decidiu se colocar debaixo do véu de água, e
foi curioso descobrir que embora não parecesse uma cachoeira tão forte, mal conseguíamos ouvir uns aos
outros enquanto debaixo daquela queda d’água.
A lição que aprendi com este exemplo? O que faz a diferença não é o tanto de água que cai, mas se eu
estou ou não próximo a ela! Em Foz do Iguaçu o volume de água era muito maior do que este em Santa Clara,
no Candói, mas o fato de eu ter me aproximado mais da menor cachoeira, pôde me levar a atribuir a ela um
ruído maior do que o aquele que trago na memória referente às belas Cataratas do Iguaçu.
Semelhantemente, há crentes que conhecem a Bíblia já há muitos anos, e o tanto que a leram e
estudaram é semelhante ao volume de águas do Iguaçu, é muita coisa! Mas não vivem próximos da Palavra, e
ela não é suficiente para abafar as outras vozes em suas vidas! Por outro lado, temos irmãos que pelo pouco
tempo que servem ao Senhor, suas águas (conhecimento da Palavra) são de um volume tão menor que as do
Iguaçu que só podem ser comparadas com esta pequena cachoeira da qual me referi, só que, como vivem tão
próximos da luz, que possuem da Palavra, ela é suficiente para PREVALECER em suas vidas e abafar as
outras vozes.
Portanto, não é o estar em Foz do Iguaçu ou no Candói que determina a diferença, mas a que distância
cada um se encontra das suas águas! Se o mais novo na fé e o de menor conhecimento entram debaixo da
sua cachoeira, e o mais velho na fé e o de maior conhecimento permanecem longe de sua catarata, em quem
a Voz de Deus está chegando mais alto? É óbvio que nos que estão próximos daquilo que já possuem. É
naquele que se aproxima mais, e não no que conhece mais. A voz do Senhor será como voz de muitas águas,
encobrindo as outras vozes e ruídos, somente quando nos colocarmos próximos a ela.
O QUE É ESTAR PRÓXIMO
O que é, então, estar próximo? É não apenas ler e conhecer as Escrituras, mas permitir que o Espírito
Santo trabalhe em nós com a Palavra. Por exemplo, eu posso ser um profundo conhecedor (e até ensinador)
da fé bíblica; dizer às pessoas: as Escrituras dizem isto, isto e aquilo, mas na minha vida cristã, na hora em
que eu precisar exercitar minha própria fé, ser vencido pela voz da dúvida. Já um cristão novo convertido, que
não tenha nenhuma bagagem tão profunda de Bíblia e nem saiba explicar a fé, pode ler uma porção da
Palavra, uma promessa, e permitir que o Espírito Santo trabalhe em seu íntimo revelando a Palavra, o que fará
com que ela se torne “voz como de muitas águas” em sua vida. Terá então provado o poder da Palavra do
Senhor abafando a voz da incredulidade e dando-lhe vitória no combate da fé.
Não estou dizendo que não há valor em estudar e conhecer as Escrituras; você deve dedicar-se a isto o
MÁXIMO que puder (2Tm. 2: 5). Quem dera que cada crente lutasse contra a ignorância em busca de mais e
mais da Palavra de Deus. Seria uma verdadeira revolução! Mas o que quero dizer é que apenas isto não basta
e nem tampouco determina o sucesso de nossa vida cristã. Precisamos conhecer E NOS MANTER
PRÓXIMOS da Palavra; não podemos nos distanciar. Distanciar-se não é deixar de saber, mas sim deixar de
ser sensível, viver e experimentar aquilo que conhecemos. Trata-se de perder a consciência espiritual daquela
verdade e, conseqüentemente, impedir que o Espírito Santo prossiga trabalhando naquela área de nossas
vidas. Nestes dias o Pai Celeste está nos convocando para que nos aproximemos novamente das águas e
permitamos que elas abafem as outras vozes e ruídos em nossas vidas.
DIFERENTES TIPOS DE VOZES
Ao escrever aos coríntios, Paulo mostrou nos capítulos 12 e 14 de sua primeira epístola, que Deus é
um Deus que fala. Diz que já não mais servimos aos ídolos mudos (1Co. 12: 2), mas ao Deus vivo que fala com
cada um de nós; e então cita os dons do Espírito como um dos diferentes meios pelos quais Deus fala. Mas ao
mostrar que podemos ouvir a voz do Senhor, ele também deixou claro que podemos ouvir outros tipos de
vozes: “Há, por exemplo, muitas espécies de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significado”. – 1 Co14: 10
Lemos que não somente há línguas diferentes, mas VOZES diferentes. Ouvimos muitas espécies de
vozes em nossa vida espiritual; o diabo, o mundo e a carne, nossos cruéis inimigos, tentarão de todas as
formas abafar a voz de Deus em nós para que lhes demos ouvidos. Mas, por outro lado, se deixarmos a
Palavra de Deus se manifestar com “voz como de muitas águas”, então as demais vozes é que serão
encobertas e a Palavra do Senhor prevalecerá.
Há muitos tipos de vozes no mundo. Às vezes sentimo-nos pressionados a dar ouvidos a uma voz que
não se harmoniza com a de Deus. Reconhecemos que a voz do Senhor diz o oposto, sabemos que estamos
errando, mas ainda assim, ficamos de tal maneira presos que acabamos por seguir na direção errada, e depois
nos frustramos, condenamos e lamentamos. Questionamos: Por que não ouvimos a Palavra de Deus? Como é
possível saber o que o Senhor diz, e ainda fazer o contrário?
A razão é que estamos distantes da Palavra de Deus naquela área; esta é a única e grande verdade do
porquê isto ocorre! Se nos aproximarmos do que Deus diz, recebendo a vida e a revelação do Espírito Santo
naquela área, então as outras vozes serão encobertas. Se nos afastarmos da Palavra (e não me refiro ao Livro
em si, mas à Palavra VIVA), então as demais vozes é que se sobressairão.
Que voz tem prevalecido em tua vida? Sugerimos abaixo algumas destas muitas espécies de vozes
que costumamos ouvir. Para cada uma delas o princípio de vitória é o mesmo: VOLTAR À PALAVRA. Não
apenas ler, mas meditar e deixar que o Espírito da Verdade opere no íntimo, avivando a consciência espiritual.Que Deus o abençoe, e que sua voz fale mais alto em sua vida!

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