terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A vida de Jó e sua Fé

Jó um homem sincero, reto e temente a Deus, vivia na terra de Uz, e desviava-se do mal.Jó tinha sete filhos e três filhas, ele também tinha três mil camelos, quinhentas juntas de bois, sete mil ovelhas, quinhentas jumentas, e também Jó era o homem mais rico do Oriente.Um dia, os filhos de Deus vieram se apresentar perante o Senhor, com eles também veio satanás.Então o Senhor perguntou a Satanás de onde ele vinha, ele respondeu que estava de redor a terra e passeando por ela.Então Deus perguntou a ele se ele já havia observado Jó, porque para Deus não havia na terra homem semelhante á ele, homem sincero, reto e temente á Deus e que sempre desviava-se do mal.Então Satanás disse ao Senhor, que se Jó perdesse todas as suas riquezas, a família que tem e os animais que criara com certeza Jó blasfemária contra Deus.Então o Senhor disse á Satanás que tocasse em tudo o que ele tem, somente não autorizou a satanás tocar em Jó, satanás então desceu.Ele tocou nos filhos de Jó, e todos moreram em um vendaval, depois seus animais foram consumidos pelo fogo que caía do céu, seus servos moreram e Jó em nenhum momento blasfemou contra Deus.Jó ficou pobre sem nada e sua esposa enlouquecida porque mesmo assim Jó continuava temente a Deus, e ela disse a Jó:Amaldiçoa seu Deus e morre!E Jó respondeu:Como falas uma louca mulher tu falaste agora contra Jeová, aceitaste o bem de Deus com prazer e o mal não queres tu aceitar.Tudo o que eu tinha era de Deus, Deus me deu, e Ele mesmo tomou, cai por terra o inimigo de Deus e bendito seja o nome do Senhor.Jó estava só, e mesmo assim adorava ao Senhor.Então satanás retornou a Deus e lhe pediu que deixasse tocar em Jó, Deus disse a ele que poderia porem não tocasse na alma de Jó. (Não podia mata-lo)Satanás queria mostrar Deus que Jó só era fiel a ele porque tinha saúde em abundância.Então satanás desceu e colocou lepra em todo o corpo de Jó, e Jó se coçava com cacos de telhas.Mesmo assim, Jó que se encontrava sem família, sem riqueza e ainda com lepra, mesmo assim era o homem mais fiel a Deus que havia na Terra.Passado todo o tempo de tribulação na vida de Jó, Deus recompensou Jó Deus lhe deu o dobro da prosperidade que antes tinha.Deus deu o dobro de toda a riqueza que tinha, vieram todos os que lhe conhecia seus irmãos e irmãs e comeram com ele pão em sua casa e consolaram de todo o mal que o Senhor lhe avia enviado e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e assim abençoou o último estado de Jó mais do que o primeiro porque teve quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas, também teve sete filhoe e três filhas, e em toda a terra não acharam mulheres mais formosas como as filhas de Jó.Jó viveu cento e quarenta anos , e viu aos seus filhos, e aos filhos de seus filhos até a sua quarta geração.Então morreu Jó, velho e farto de dias.
Esta sim é uma história um homem que foi um exemplo de fé e confiança em Deus!Temos que nos espelhar na vida de Jó e nunca desistir, mais sempre adorar ao Senhor não importando a situação que estejamos!

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O DÍZIMO E A FIDELIDADE CONJUGAL








Aparentemente, o dízimo nada tem haver com a fidelidade conjugal. Mas tem! Encontramos na Bíblia, em várias passagens, a analogia da fidelidade no casamento à fidelidade a Deus e a todos os Seus preceitos.Se uma pessoa não é capaz de ser fiel no seu matrimónio, certamente não o será a Deus nos dízimos e ofertas! Se a pessoa não tem respeito nem mesmo para com a sua mulher ou o seu marido a quem vê, quanto mais a quem não vê!O matrimónio é sagrado e algo profundamente sério. Não pode ser encarado como uma mera aventura. O casamento é uma analogia da aliança entre Deus e o ser humano. O noivo simboliza o Senhor Jesus e a noiva a Sua Igreja; portanto, o casamento é uma união santa e tem que ser mantido em santidade.O dízimo, dentre outras coisas, é o reconhecimento pelo homem do senhorio de Jesus Cristo; o cristão que é fiel no seu matrimónio e mantém o seu leito imaculado, normalmente também é fiel a Deus nos seus dízimos e ofertas. É interessante que o mesmo livro da Bíblia que censura a infidelidade conjugal e a prática ilegal de casamentos mistos, fala também da desonestidade do povo de Israel para com o Senhor, no que diz respeito aos dízimos e às ofertas.No que se refere aos casamentos mistos, isto é, casamentos de israelitas com não-israelitas ou pagãos, eram considerados pela lei mosaica como uma transgressão com terríveis consequências, pois na prática, os jovens pagãos traziam consigo as suas tradições religiosas, que acabavam por corromper a fé do parceiro judeu. Isso significava uma violação do relacionamento que havia entre Deus e o Seu povo, Israel.Não podemos esquecer que toda a glória do rei Salomão, bem como do povo de Israel, foi arrastada pela miséria, pela fome e pela dor, simplesmente porque ele se prostituiu com os deuses de suas mulheres pagãs. A glória de Israel como Estado e nação de Deus nunca mais foi a mesma depois de sua queda. É justificada a exigência da Lei de Moisés que proibia o casamento com pessoas pagãs. O profeta Malaquias adverte o povo de Judá e de Israel contra a infidelidade conjugal, que nada mais é do que uma semelhança de sua infidelidade para com o Senhor Deus de Israel, quando assim se refere:'Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando a aliança de nossos pais? Judá tem sido desleal, e abominação se tem cometido em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do Senhor, o qual ele ama, e se casou com adoradora de deus estranho.O Senhor eliminará das tendas de Jacó o homem que fizer tal, seja quem for, e o que apresenta ofertas ao Senhor dos Exércitos. Ainda fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão. E perguntais: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança."Malaquias 2.10-14Ninguém com um resto de bom senso o faria. Mas que fez um patriarca? Buscava descendência prometida por Deus."Portanto cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. PORQUE O SENHOR DEUS DE ISRAEL DIZ QUE ODEIA O REPÚDIO; e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis."Malaquias 2.15-16Ainda com respeito ao casamento misto, o apóstolo Paulo orienta os convertidos ao Senhor Jesus, em Corinto, dizendo:"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vos sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso.Tendo, pois, ó amado, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus."2 Coríntios 6.14 e 7.1Muitas pessoas convertidas ontem estão gemendo hoje porque não deram importância a esse conselho do Espírito Santo. Casaram-se com pessoas incrédulas ou supostamente convertidas, na esperança de um belo dia poderem trazê-las para o Senhor Jesus, mas hoje, passados alguns anos, aquela união que deveria ser uma bênção se transformou em uma maldição. Isso sem falar daqueles que eram de Deus mas que acabaram por se corromper e seguiram as tradições de seus parceiros incrédulos!Leitor amigo, por amor a si mesmo e sobretudo à sua própria vida, nunca permita ser iludido com as aparências. Nunca acredite que a pessoa incrédula, pela qual o seu coração se apaixonou, vai obrigatoriamente acabar se convertendo com o tempo. Isso é pura ilusão. O fato de conhecer algum caso isolado com uma pessoa amiga não significa que vai acontecer também com você.Por isso é melhor não arriscar pois, afinal de contas, é a sua salvação que está em jogo. A palavra de Deus é muitíssimo clara:"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos... Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?"2 Coríntios 6.14,15Nunca se esqueça que qualquer sacrifício é mínimo diante de Deus, que fez por nós o supremo sacrifício, entregando o Seu próprio Filho, o Senhor Jesus, para morrer em nosso lugar, garantindo-nos assim todas as bênçãos celestiais.
Mais ou menos cem anos haviam se passado desde a volta do cativeiro. O templo havia sido reedificado, os sacrifícios e festas restaurados e a Lei reintroduzida por Esdras Entretanto, novamente um ambiente de apatia, ceticismo e declínio espiritual generalizado, dominava os judeus. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo, devido à sua misericórdia, que dura para sempre como pano de fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. O profeta denuncia o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo (
1.6-2.9). Os sacerdotes e o povo em geral, haviam se tornado cínicos e questionavam a justiça e os mandamentos de Deus. À medida que a sua fé minguava, iam se tornando mecânicos e insensíveis na sua observância ao culto divino, e indiferentes às exigências da Lei. Os compromissos de casamento eram violados, pois os homens divorciavam-se para se casarem com mulheres pagãs, provavelmente mais jovens e bonitas (2.10-16). O Senhor era defraudado, não apenas nos dízimos e ofertas negligenciados, mas também numa infinidade de outras trasgressões (2.17-3.15). Malaquias os confronta para se arrependerem de seus pecados e da hipocrisia religiosa para que não fossem, novamente, surpreendidos pela disciplina divina. O livro consiste numa série de perguntas retóricas e irônicas feitas por Israel com as respectivas respostas de Deus por intermédio do profeta. De modo simples, direto e vigoroso, Malaquias apresenta um diálogo figurado entre um Deus justo e o Seu povo empedernido. Malaquias, o último dos profetas do AT, é seguido por 400 anos de silêncio profético. A longa ausência profética terminaria no surgimento de João Batista. Ele foi previsto por Malaquias como o antecessor do Messias (3.1; Mt 11.7-15). Amém ?

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os homens são instruídos a amar suas esposas da mesma forma que Jesus amou Sua igreja

Maltrato conjugal – O que é isso?Maltrato conjugal é um comportamento difícil para definir porque engloba um conjunto de sintomas que envolvem abuso físico e/ou emocional. Quando toma a forma de abuso emocional, é caracterizado por ridicularização verbal e/ou humilhações e padrões de negligência. Abuso físico envolve a ameaça de violência física e pode incluir tapas, empurrões e ataque físico proposital. Maltrato conjugal é um padrão de comportamento que pode ser o resultado de vários fatores diferentes. Pode ser um comportamento adquirido por uma criança que observou esse comportamento entre os pais e passou a repeti-lo em seus relacionamentos adultos. Estudos mostram que os ofensores são geralmente motivados por sentimentos de falta de poder e insegurança. Maltrato conjugal aumenta o ego e providencia um falso sentimento de controle. Pode ser o resultado de sentimento falso de amor que resulta em comportamento possessivo e ciumento.A sociedade está se tornando mais ciente do maltrato conjugal do que no passado. Anteriormente, mesmo se abuso bruto era denunciado às autoridades, a lei era relutante de ser envolver. Achava-se que o homem era o rei do seu próprio castelo e as autoridades tinham que ficar de fora. Tudo era no máximo visto como uma pequena infração. Essa mentalidade mudou. Se um homem ou mulher se sentem maltratados, agora existem mais organizações prontas para ajudar. Também há muitos sites da internet que oferecem informações, ajuda e conselho.
Maltrato conjugal - Quão grave é isso?O maltrato conjugal é uma forma muito grave de exploração que irá escalar quando não tratada. Há um ciclo de violência que muitas vezes começa com um padrão de abuso emocional e verbal e se intensifica até que esse padrão se manifeste como uma forma de abuso físico. Abuso verbal é talvez mais sinistro do que o abuso físico evidente. Muito após das contusões pretas e azuis e dos ossos quebrados do abuso físico sararem, o abuso verbal continua silenciosamente destruindo a auto-estima da vítima. O agressor clássico transmite uma mensagem para sua vítima de que ela é responsável pelos seus comportamentos negativos; que ela é um fracasso na maioria (ou em todos) dos papéis que ela está cumprindo, e que, longe dele, ela é impotente. As vítimas de abuso eventualmente passam a acreditar que são realmente impotentes e objetos de vergonha. Estatisticamente, relatos de mulheres sendo abusadas são mais comuns do que os dos homens.
Maltrato conjugal – O que a Bíblia diz?Não encontramos em nenhum lugar das Escrituras Deus permitindo qualquer forma de maltrato conjugal.Em Colossenses 3:18-19, os homens são instruídos a amar suas esposas da mesma forma que Jesus amou Sua igreja. Esse tipo de amor é descrito como um tipo de amor sacrificial, o tipo de amor que busca o melhor para aquele que é amado. 1 Corinthians 13Abuso emocional e físico são formas de abuso totalmente opostas ao conceito de sacrifício; tais comportamentos são egoístas e egocêntricos. 1 Coríntios 13 ensina como o amor verdadeiro realmente é e tem muito a dizer sobre o que o amor não é. De acordo com esta passagem, o amor não é egoísta, não é facilmente agitado e não se comporta odiosamente. Claramente, o abuso não é uma demonstração do verdadeiro amor. Uma interpretação errada de Efésios 5:22 levou alguns a pensar que o papel de submissão permite abusos de poder e / ou maltrato de um cônjuge. O verdadeiro significado desta passagem é uma demonstração do papel do marido como iniciador do amor incondicional, o que resulta no papel da mulher como aquela que responde, colocando-se de sua própria vontade sob sua liderança. Submissão não é algo a ser tomado, mas sim algo a ser dado.SUA CHEFIA DEVE SER EXERCIDA COM AMOR, MANSIDÃO E CONSIDERAÇÃO PELA ESPOSA E FILHOS.OBRIGAÇÕES: (A) provisão para as necessidades espirituais e domésticas (v 23b) "... sendo ele mesmo o provedor do corpo".(Gênesis 3:16) "E à mulher disse: multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará". Na BLH foi traduzido este versículo da seguinte forma: "Vou aumentar o seu sofrimento na gravidez, e com muita dor você dará à luz filhos. Apesar disso, você terá desejo de estar com o seu marido, e ele a dominará".(I Timóteo 5:8) "Porém, se alguém não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, essa pessoa negou a fé e é pior do que um incrédulo".B) O amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem-estar da família (Efésios 5: 25-33) "Maridos, amem as suas mulheres, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela. Ele fez isso para dedicar a sua Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra. E fez isso para também poder apresentar a si mesmo a sua Igreja em toda beleza, perfeita, sem rugas ou qualquer defeito. O homem deve amar a sua mulher assim como ama o seu próprio corpo. O homem que ama a sua esposa ama a si mesmo. Porque ninguém nunca odiou o seu próprio corpo; ao contrario, alimenta-o e toma conta dele, como Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Como dizem as Escrituras Sagradas: É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se torna uma só pessoa. Há uma grande verdade revelada nessa parte da Escritura, e eu digo que ela se aplica a Cristo e à Igreja. Mas também se aplica a vocês: cada marido deve amar a sua esposa como a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido".C) Honrar, compreender, e considerar a esposa (Colossenses 3: 19; i Pedro 3:7). "Maridos amem as suas mulheres e não sejam grosseiros com elas". "Também vocês, maridos, na vida em comum com as suas esposas, reconheçam que elas são o sexo mais fraco e que por isso devem ser tratadas com respeito. Porque elas também vão receber a mesma vida que Deus dá a vocês. Façam isso para que nada atrapalhe as orações de vocês".D) Lealdade e fidelidade na vivência conjugal. (Mateus 5: 27) "Vocês sabem o que foi dito: Não cometa adultério. Mas eu lhes digo: Quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já adulterou no seu coração". (Efésios 5: 31) "...: É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa". O verbo "unir" é infinitivo pessoal e significa "unidos em corpo e alma". "E serão uma só carne" (Marcos 10:7; Mateus 19:5).Amém ?

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ATAQUE MALIGNO NA FAMÍLIA




A Bíblia fechada é simplesmente um livro! A Bíblia aberta é a Palavra de Deus escrita!
A Bíblia nos ensina que o diabo veio para matar, para roubar e para destruir. Ele tem roubado a paz dos lares, tem roubado a saúde dos familiares, tem roubado a alegria do matrimônio e tem roubado as riquezas dos homens.
Quando uma família tem boa situação financeira, evidentemente existe a prosperidade material, e essa prosperidade traz conforto, como bons veículos, onde o esposo, a esposa e os filhos (as) têm seus próprios veículos, tem-se uma boa residência, enfim, tudo que a vida material possa oferecer. O inimigo sabe que é difícil dividir uma família como esta, então ele começa a agir. Ele sabe que quando há dificuldades financeiras, reina a angústia, a tristeza e a solidão, então ele, começa a mexer na área financeira daquele pai de família, daquele cidadão que sempre honrou seus negócios, daquele pai que nunca deixou faltar nada em sua casa. Quando a área financeira é atingida, atinge toda família, atinge, principalmente o casamento.
O homem endividado, que está desempregado, que vê faltar alimentos em sua casa, ele tende-se perder noites de sono, aumenta as preocupações e está às portas do desespero. Eu quero afirmar uma coisa: enquanto o Senhor Deus estiver revelando pra homens, pra profetas corajosos, o inimigo não vai mais destruir as famílias. As revelações são dons de Deus, existiram no passado e existem nos dias de hoje, porquê elas vem de Deus, e Deus é o mesmo, Ele continua sendo único e verdadeiro. Pelas revelações, o Senhor Deus tem dado livramentos a muitos de nós, tem nos direcionado a seguir uma vida reta e saudável, sabem por que? Porque, Deus é bondoso e misericordioso. Digo isso, porque somos errantes e pecadores, mas o Senhor nos ama, e é pelo seu imenso amor que somos agraciados pela sua misericórdia.
No livro de João, Capítulo 8, versículo 44, diz assim: ... "o diabo foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira".
O ataque maligno dentro de um lar é destruidor, começa danificando eletro doméstico, aparelhos de som, micro-computadores, televisores, faz desaparecer uma jóia preciosa, etc.
O ataque maligno na vida do homem e da mulher começa com perda de seus cartões de crédito, seu talonário de cheques, defeitos em seus veículos, doenças constantes que até parece não ter fim, etc.
Esse primeiro ataque maligno deixa a família triste, angustiada e desprovida de paz. O segundo ataque maligno já encontra o casal endividado, tendo gastos com hospitais, farmácias, oficinas mecânicas, lojas, etc., encontrando ainda o casal com depressão, depressão esta que já é chamada pelos doutores da medicina como o mal do século.
O terceiro ataque maligno encontra a família doente, com dívidas, começando a dispor de bens para conseguir dinheiro, conseguem dinheiro, mas este parece ser insuficiente, os problemas não têm fim, cheques voltando com insuficiência de fundos, gerentes de bancos ligando, pedindo para fazerem depósitos em suas contas correntes, lojas informando ao casal que seus nomes serão enviados ao SPC e SERASA, enfim, um grande celeiro de problemas.
O quarto ataque maligno encontra a família completamente arrasada, coloca o casal em situação de humilhação, de derrotados, de fracassados. O homem começa a pensar que é inútil, e vem sobre ele um espírito de inferioridade, dando a ele entendimento de que nada mais vale. Depois de tudo isso, aparece os inimigos, zombando, sorrindo e comemoram sobre ele uma vitória, os amigos não compreendem, como aconteceu com Jó. A Bíblia nos relata que esses ataques malignos vieram sobre a vida de Jó, com a permissão de Deus. O primeiro ataque maligno quando veio na vida de Jó, levou sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. O segundo ataque matou sete filhos e três filhas, o terceiro ataque tomou sua fazenda e o quarto ataque maligno colocou sobre Jó uma doença chamada lepra, e Jó disse: "Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR".
Depois de tudo isso que aconteceu com Jó, ainda veio sua mulher e disse: "Amaldiçoa a Deus e morre...Jó respondeu: como fala qualquer doida, assim falas tu".
Relata a Bíblia que os amigos de Jó foram visitá-lo, mas aquela visita não era para trazer conforto nem solução para os problemas que ele estava vivendo, e sim para acusá-lo, dizendo que ele pecou contra Deus, Jó respondeu: "Tão certo como vive o meu Senhor, que nenhuma palavra disse contra o meu Deus".
O homem pode estar morto por fora, mas a alma deve estar viva, pronto para adorar a Deus.
Quando o homem está nesta situação, ele perde apoio dos amigos, dos colegas. É fácil ser aplaudido, ser notado no meio em que vive, ser elogiado, quando tudo em sua vida vai bem, quando existe a prosperidade material. O difícil é não ter moral, não ter crédito, ser abandonado por todos que até então eram amigos, colegas, não ter rendimentos financeiro, ver um filho faminto, ver a esposa reclamando. Estando assim, o homem anda como um derrotado, sabem por que? Porque o diabo é covarde, ele mexe na sensibilidade do homem, ele sabe que o homem tem seu orgulho próprio, seus sentimentos, todo homem quer ser um vencedor, aí então o diabo pega a fraqueza, porque todo homem tem sua fraqueza e diz-lhe: você é um fracassado, é um derrotado, você não é nada mais na vida, você tinha sua casa de moradia, já não tem mais, você tinha automóveis, já não tem mais. O que você pode oferecer para sua família? Nada!
O inimigo fala como uma espécie de injeção em nossas mentes, ele coloca pensamentos distorcidos da verdade, ele coloca pensamentos com idéias mentirosas, ele penetra em nossas mentes com muita facilidade. O inimigo não tem poder de ler os nossos pensamentos, somente Deus lê e conhece tudo que pensamos. Mas o diabo, por permissão do Senhor Deus, consegue colocar pensamentos errôneos em nós, sabem por que? Porque Deus permitiu que o ele põe pensamentos através de setas malignas, para que assim busquemos mais e mais a presença do Senhor Deus em nossas vidas, pois, se estarmos firmes no conhecimento da Palavra do Senhor, adorando o Senhor em espírito e em verdade - essa adoração não é adoração de imagens de escultura - é a adoração com os olhos fechados, com joelhos dobrados frente à face do Senhor, pois Ele, somente Ele é digno de toda honra e toda glória, afastando assim toda força maligna vinda do inimigo em nossa direção, pois Deus é o nosso escudo e fortaleza, é a nossa defesa verdadeira, Ele é o nosso General de guerra.
Quando o homem está no ápice de sua destruição material, ele começa dizer para si próprio: eu tive tudo e não tenho mais, eu podia e não posso mais, a minha vida não tem sentido, para que viver assim, isso não é vida. Então o inimigo começa a confirmar tudo que o homem fala para si próprio. Sabem o que acontece quando um pai de família chega nesta situação, quando ele não tem Deus em seu coração, ele dá um tiro no seu ouvido, ou seja, ele busca o suicídio, a sua própria morte.
O último ataque maligno que o inimigo leva ao homem é o suicídio, ele sabe muito bem que, quem tira sua vida pelas suas próprias mãos fica isento de salvação, ou seja, não recebe de maneira alguma a salvação, salvação esta que é a maior promessa vinda do Senhor Deus para toda humanidade, através de seu filho unigênito que é oSenhor Jesus Cristo.
Eu quero dizer a você, mesmo que esteja se arrastando nesta vida material, sofrendo, o seu fim, o meu fim é terminar voando sob as asas do Senhor Deus, como está escrito no livro de salmos, capítulo 61, versículo 4: "Habitarei no teu tabernáculo para sempre; abrigar-me-ei no oculto das tuas asas". Amém.

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Quando entramos na comunhão do Senhor Jesus, ele nos fala muitas coisas.


Romanos 1:17 Porque no evangelho é revelada, de em , a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.
Muitas vezes na Bíblia os servos de Deus recorreram as próprias escrituras para abrir e testificar as coisas que Deus estava fazendo. Não são poucas as vezes que lemos a expressão "esta escrito", ligando um fato ou uma palavra aquilo que Deus já havia avisado que faria. Viver da fé foi uma imensa novidade que Jesus trouxe, pois até aquele momento os servos de Deus viviam pela lei de
Moisés, cumprindo regras e preceitos, mas Deus já havia avisado na própria lei que chegaria o dia em que para ser justificado, não seria mais necessário sacrificar animais ou cumprir rituais, mas apenas crer.
Amós 3:7-8 Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas. Bramiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará?
Este é um principio espiritual importante, tudo o que Deus faz, Ele avisa antes aos seus profetas. O profeta é aquele que fala quando Deus fala e se cala quando Deus se cala. Deus pode falar de coisas que acontecerão daqui cinco minutos ou pode falar do que acontecerá daqui 1.000 anos, não há um limite para o falar de Deus. Podemos ver que o livro de Apocalipse foi escrito no primeiro século da era cristã, porem este livro fala de coisas que acontecerão daqui mil anos ou mais. Só Deus pode fazer isto, pois Ele é Onisciente, sabe todas as coisas.
Habacuque 2:1 Sobre a minha torre de vigia me colocarei e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que me dirá, e o que eu responderei no tocante, a minha queixa.
Quando entramos na comunhão do Senhor Jesus, ele nos fala muitas coisas. Naqueles momentos de
oração, de intimidade com o Senhor, recebemos palavras concernentes a vontade de Deus para a nossa vida. Veja o exemplo do profeta Habacuque, ele se colocou numa posição de vigia, se apresentou para ver o que Deus lhe diria. Este é o principio da meditação que devemos ter na Palavra de Deus., se colocar numa posição a aguardar o que o Senhor nos dirá
Habacuque 2:2 Então o Senhor me respondeu , e disse: Escreve a visão e torna-se bem legível sobre tabuas, para que a possa ler quem passa correndo.
A espera de Habacuque encontrou graça aos olhos de Deus, pois o Senhor falou. Antes de dar a mensagem, Deus avisou Habacuque para que escrevesse a visão, foi um aviso para que ele estivesse pronto para registrar algo muito importante. Quando vamos meditar e contemplar a Palavra de Deus, precisamos estar prontos para anotar o que Deus nos mostra, pois aquilo pode ser decisivo para nosso crescimento espiritual.
Habacuque 2:3-4 Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e se apressa para o fim. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará. Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.
Veja a recomendação do Senhor para o profeta, para que anotasse o que lhe diria, pois é para o futuro. Os escritos de Habacuque deveriam chegar a todo o povo de Israel, para isto era necessário escreve-la. O mais interessante desta história foi exatamente o que Deus falou a Habacuque, que o justo viveria pela fé, exatamente a palavra que
Paulo se referiu no versículo em Romanos acima. Veja que grande revelação recebeu o profeta Habacuque, ele recebeu a visão do ministério de Jesus, da Igreja, de que o homem não era capaz de cumprir a lei de Moisés, por isso deveria andar pela fé em Cristo. Certamente foi uma das maiores revelações do Antigo Testamento, por isso Deus foi enfático com ele, exortando-o a escrever o que lhe mostrava. Você já pensou se Habacuque não tivesse escrito isto? Que falta nos faria!
 

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APOCALIPSE





O Apocalipse desperta interesse em quase todas as pessoas, principalmente nos últimos anos, por ocasião da mudança de milênio. Cristãos ou não, religiosos ou não, muitos são os que têm grande curiosidade em relação ao livro. Entretanto, o medo e a falta de compreensão acabam por afastar o interessado. O que resta, normalmente, são informações obscuras e bastante distorcidas. Apocalipse, Armagedom, Anticristo, Juízo Final e fim do mundo são temas reincidentes nos filmes de Hollyood, que vão dando sentido lendário e fantasioso aos assuntos extraídos das Escrituras.
Neste estudo, temos o objetivo de conhecer o livro sem a pretensão de desvendá-lo completamente. Trata-se de uma introdução ao estudo do Apocalipse. Apresentaremos, porém, algumas hipóteses de interpretação em linhas gerais. Quando mencionarmos teorias a respeito de determinado ponto, não significa que adotamos esta ou aquela posição, exceto quando declararmos nossa postura.
O Apocalipse contém, logo no início, uma mensagem de bênção para os seus leitores. "Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo." (Ap.1.3). O texto nada diz sobre a compreensão, mas sobre o conhecimento. É desejável que entendamos o Apocalipse. Se, porém, não entendermos, este não deve ser o motivo para que o abandonemos. Precisamos ler, ouvir, estudar, guardar o seu conteúdo. Pode ser que muitas de suas profecias não possam ser compreendidas antes de se cumprirem. Contudo, se as conhecemos, poderemos reconhecê-las quando se cumprirem e, reconhecendo, poderemos tomar as atitudes certas no momento certo. Jesus disse: "... quando virdes... a abominação da desolação... então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes." (Mt.24.15). Portanto, quando certos fatos ocorrerem, nós poderemos identificá-los, caso estejamos munidos do conhecimento profético.
O GÊNERO APOCALÍPTICO
Esse foi um estilo literário que se destacou principalmente entre os anos 210 a.C. e 200 d.C. Seu ambiente de origem era uma época de tribulação para povo de Deus. Diante de circunstâncias que incluíam opressão, perseguição, exílio ou domínio estrangeiro, os escritos apocalípticos traziam uma mensagem de esperança através de uma linguagem enigmática. Seu objetivo era reanimar judeus ou cristãos, trazendo-lhes profecias a respeito da futura intervenção divina para libertar o seu povo, restituindo-lhe a glória usurpada.
Muitos "apocalipses" surgiram, tendo como principal modelo o livro de Daniel. Este foi escrito durante o exílio Babilônico e trazia uma mensagem sobre o Reino de Deus que viria destruindo todos os reinos opressores. Daí em diante, muitos livros apocalípticos foram produzidos. Um dos momentos de opressão vividos por Israel foi o domínio romano, produzindo assim mais uma ocasião propícia a esse tipo de literatura, que muitas vezes incluía profecias messiânicas. Diversos escritos desse tipo não foram reconhecidos como canônicos. Como exemplos podemos citar o Apocalipse de Baruque, Apocalipse de Pedro, O Pastor de Hermas, A Assunção de Moisés, A Ascensão de Isaías, O livro de Jubileus, Os Salmos de Salomão, Os Testamentos dos Doze Patriarcas, I Livro de Enoque, II Livro de Enoque, II Esdras e IV Esdras.
O Apocalipse de João se encaixa perfeitamente nessa corrente literária. Contudo, seu messianismo não se encontra vago como em outros escritos. Nele, o Messias é claramente identificado como sendo o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Este é o único livro desse gênero no Novo Testamento. Contudo, existem blocos apocalípticos em outras partes da bíblia. Por exemplo: Daniel 7 a 12, Isaías 13,14, 24, 25, Ezequiel 1, 28 a 39, Zacarias 9 a 14, Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21, I Tessalonicenses 5 e II Tessalonicenses 2. .
CARACTERÍSTICAS, CONTEÚDO E
AUTORIA DOS LIVROS APOCALÍPTICOS
Características e conteúdo: Mensagem de esperança, escatologia, intervenção divina, visões, símbolos, criaturas estranhas, mensagem oculta, uso de pseudônimos, profecias e apelo à imaginação.
O Apocalipse de João só não se encaixa no quesito pseudônimo. Os escritores apocalípticos normalmente não assinavam suas obras. Muitos colocavam algum outro nome famoso e reconhecido, como Enoque, Salomão, etc., para darem mais credibilidade ao livro. João, porém, colocou seu próprio nome, conforme vemos no livro (Ap.1.1,4,9-11). Tal autoria é reconhecida pela maior parte dos críticos e comentaristas. Há quem diga que alguém usou o nome de João, mas essa hipótese não tem muitos adeptos.
Alguns detalhes do livro reforçam a crença na autoria joanina. Jesus é apresentado como o Verbo de Deus e o Cordeiro (Ap.19.7,13), exatamente como acontece no evangelho de João (1.1,29). A palavra "testemunho" se destaca assim como acontece no evangelho e na primeira e terceira epístolas. Notamos assim "a mão" de João no Apocalipse.
O QUE É APOCALIPSE?
Esta palavra, de origem grega, significa "revelação". Revelar é mostrar, tirar o véu, desvendar. Falamos do Apocalipse como algo oculto. Porém, trata-se de uma revelação. O livro revela que Deus tem um plano, cujo desfecho é a vitória de Cristo. Podemos não saber o que é a besta, mas sabemos que ela será vencida pelo poder de Deus. Esta revelação está clara e evidente no Apocalipse.
DADOS GERAIS
Autor – O apóstolo João - 1.1,4,9-11;
Destinatários – As 7 igrejas da Ásia (em geral, fundadas por Paulo).
Data – 95 ou 96 d.C.
Local - Patmos - ilha vulcânica, rochosa e estéril, localizada a 56 km da costa da Ásia Menor (Turquia). Para lá eram enviados os prisioneiros na época do imperador romano Domiciano (81 a 96). Outra hipótese defendida por alguns é a de que João tenha estado lá em algum momento do governo de Nero (54-68).
Idioma - Grego (Ap.1.8; 21.6; 22.13).
Tema - Conflito entre o bem e o mal. A vitória de Cristo e a implantação do seu Reino.
Versículo-chave - Apc.1.7.
Versículo-esboço – Apc.1.19.
Características particulares - Único livro bíblico com bênção e maldição relacionadas ao seu uso (1.3 e 22.18-19).
Classificação - livro profético. (único do NT embora haja blocos proféticos em outros livros como em Mt.24, Mc.13, Lc.21, etc.).
Personagem central - O Cordeiro.
Destaques - Verbo vencer (Apc. 2 e 3; 12.11; 15.2; 17.4; 21.7); Testemunho (Apc.1.2,9; 6.9; 12.11,17; 19.10; 20.4; 22.18,20). Verbo vir (referente à vinda de Cristo) (Apc. 1.4,7,8; 2.5,16; 3.3,11; 4.8; 22.20).
GÊNESIS X APOCALIPSE
Existe um paralelo evidente entre Gênesis e Apocalipse, conforme se observa pelos itens a seguir:
GÊNESIS
APOCALIPSE
Início
Fim
Criação da terra
Nova terra
Criação do céu
Novo céu
Criação do sol
A Nova Jerusalém não precisa do sol
Vitória de Satanás
Derrota de Satanás
Adão
Cristo
Eva
Igreja (noiva)
Entrada do pecado
Fim do pecado
Maldição
Fim da maldição
Bloqueado caminho à árvore da vida.
Acesso à árvore da vida.
CIRCUNSTÂNCIAS E OBJETIVO
Na época em que o Apocalipse foi escrito, a igreja estava sofrendo muito por causa da perseguição do Império Romano. João estava preso em Patmos e todos os outros apóstolos do primeiro grupo haviam morrido. Seria natural que muitos começassem a questionar se aquele não seria o fim do cristianismo. Será que a igreja resistiria àquela fúria das forças do mal?
O livro de João vem mostrar o futuro: o castigo dos ímpios, a volta de Cristo, seu triunfo juntamente com a igreja e o estabelecimento do Reino de Deus. O Império Romano não prevaleceria contra os desígnios divinos.
A LINGUAGEM SIMBÓLICA
A linguagem direta tem suas limitações. A transmissão de uma mensagem complexa pode exigir uma infinidade de palavras e ainda assim ficar obscura. Alguns fenômenos, experiências e elementos naturais não podem sequer ser explicados de modo compreensível. Como podemos explicar a um cego de nascença o que seja cor? Qualquer explicação, por mais correta e científica que seja, não lhe dará nenhuma idéia a respeito do assunto.
Como explicar um sabor, um cheiro ou um som? Nenhuma informação substituirá a experiência. As palavras serão inúteis. Nesses momentos de dificuldade, sempre procuramos um elemento de comparação. Buscamos algo que já seja do conhecimento do ouvinte e usamos para dar uma idéia a respeito do que queremos dizer sem ter encontrado palavras adequadas.
Se temos esse problema em relação a elementos naturais, o que dizer dos espirituais, cuja essência nem sabemos definir? O espírito é uma realidade bíblica. Contudo, sua definição ou identificação de "substância" é algo fora do nosso alcance. O que dizer então de Deus, da trindade, do céu e das realidades celestiais? Por isso, a bíblia usa tanto a linguagem simbólica. Por outro lado, como se diz, "uma imagem vale mais que mil palavras". Então, até mesmo lições relativamente simples são transmitidas através de figuras, propiciando assim um recurso poderoso que leva a mensagem de forma concentrada, fixando-a na mente do receptor.
Por exemplo, quando Jesus disse que era o "pão da vida" (Jo.6.35), ele buscou um elemento do cotidiano dos seus ouvintes para mostrar que ele vinha suprir a necessidade espiritual do homem. Quando a bíblia fala em "reino de Deus", está buscando na monarquia, sistema de governo comum naquela época, uma série de princípios existentes na relação rei-súdito que deveriam existir na nossa relação com Deus. A linguagem simbólica traz muito conteúdo em poucas palavras. Assim, se usamos o leão como símbolo, logo nos vem a mente sua ferocidade, sua coragem, sua força, sua fome, sua beleza, sua "majestade", etc. Se falamos em cordeiro, estamos destacando sua cor e sua índole como símbolos de pureza, inocência, docilidade, submissão, etc.
Todos nós estamos bastante acostumados à linguagem simbólica. Utilizamos diariamente tais recursos para enriquecer nossa fala. Estamos sempre fazendo comparações implícitas ou explícitas de modo automático.
Os escritos apocalípticos têm ainda um motivo a mais para usar a linguagem simbólica: era a necessidade de criptografar a mensagem, de modo que os inimigos nada compreendessem a respeito da mesma. Só os destinatários poderiam decifrá-la.
QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO
TEXTO SIMBÓLICO OU LITERAL?
Este é um dos maiores dilemas que envolvem o estudo bíblico. O que é literal e o que é simbólico? Encontramos ambos os casos dentro das Escrituras. Então o problema se torna maior: como discernir o literal do simbólico? Tal tarefa nem sempre é fácil. Muitas vezes é difícil e, em algumas situações, parece impossível, a não ser que tenhamos uma iluminação divina.
A história de Adão e Eva é literal ou simbólica? Tais personagens são reais ou fictícios? O profeta Jonas foi mesmo engolido por um peixe ou trata-se de uma parábola? Entendemos como literais ambos os casos, uma vez que o próprio Jesus citou a história de Jonas como fato e Paulo citou Adão e Eva da mesma forma. Contudo, isso não convence àqueles que vêem toda a bíblia como algo figurativo. Se todo o conteúdo bíblico for simbólico, então anula-se o seu aspecto concreto. A bíblia seria então comparável a qualquer obra de ficção e o cristianismo seria lendário. Por outro lado, se todo o seu conteúdo for considerado literal, então muitas passagens se tornarão inexplicáveis ou absurdas. Por exemplo: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna." (João 6.54). Logicamente, Jesus estava utilizando linguagem simbólica. Muitos dos seus ouvintes o interpretaram literalmente e o resultado foi o escândalo (João 6.52). Da mesma forma, quando Jesus disse que Nicodemos precisava nascer de novo, aquele doutor da lei tomou suas palavras de modo literal. O mesmo entendimento foi aplicado sobre "derrubar o templo e reconstrui-lo em três dias". Precisamos de discernimento para não cairmos no mesmo erro.
Muitas vezes, é a falta de fé que faz com que algumas pessoas considerem como simbólico um texto literal. Por exemplo, a ressurreição de Cristo pode ser tão inacreditável para alguns, que podem acabar considerando-a um símbolo.
Encontramos na bíblia diversas situações que envolvem o literalismo e o simbolismo:
Texto literal
É aquele que se refere a fatos. São histórias ou profecias. Se desconsiderarmos seu caráter literal, estaremos anulando as palavras de Deus. Por exemplo, a crucificação de Jesus está relatada em um texto literal (Mt.27).
Texto simbólico
É aquele que utiliza linguagem figurada. Por exemplo, a parábola do filho pródigo (Lc.15).
Termo literal e simbólico alternadamente
Uma palavra pode ser usada literalmente em uma passagem bíblica e como símbolo em outra. Por exemplo, as estrelas no Salmo 8.3 são literais. Em Apocalipse 1.20, as estrelas são simbólicas, representam anjos. Em Apocalipse 9.1, a estrela é simbólica e parece representar uma pessoa ou um anjo. Em Apocalipse 8.10-12, a estrela pode ser simbólica ou literal. Nesse caso, não podemos afirmar com certeza. Vemos, portanto, que uma palavra pode ser usada de várias formas na bíblia. Isso mostra que não podemos fazer uma regra e achar que toda estrela na bíblia seja um símbolo.
Texto literal e simbólico simultaneamente
A história de Abraão é literal. O povo de Israel está aí para comprovar isso. Aquele episódio de Abraão levando Isaque para ser sacrificado é literal. Foi um fato histórico. Mas, ao mesmo tempo, usando de alegoria, Abraão pode representar Deus, Isaque pode ser visto como um símbolo de Jesus e o sacrifício pode representar a crucificação. Assim, um texto literal pode ter um aplicação simbólica. Desse modo podemos ver inúmeros fatos no Velho Testamento. É possível, numa visão simbólica, extrair-lhes as lições sem negar-lhes o aspecto literal.
O batismo e a ceia mencionados na bíblia são literais e ao mesmo tempo simbólicos. São fatos ocorridos mas sempre representando uma realidade espiritual. O mesmo acontece com a ceia do Senhor.
Símbolo com mais de um sentido alternadamente
Alguns termos, quando usados como símbolos, podem ter um sentido em um texto e sentido diferente ou até contrário em outra passagem. Por exemplo, o leão representa Cristo em um texto (Ap.5.5) e Satanás em outro (I Pd.5.8). A "estrela da manhã" representa Cristo em um texto (Apc.22.16) e o Diabo em outro (Is.14.12). Não temos nisso nenhuma confusão. Um símbolo é usado na bíblia como um recurso didático e não de forma mística, como se aquele animal estivesse "consagrado" para representar sempre determinada pessoa. Não podemos, portanto, fazer uma regra. Cada texto pode apresentar uma situação diferente. Existem porém, elementos na literatura ou na tradição judaica que nos permitem enxergar alguns padrões de simbologia, conforme veremos na seqüência.
O SIMBOLISMO NO APOCALIPSE
João viu realidades espirituais indescritíveis. Notamos seu esforço para explicar o que estava vendo, ouvindo e sentindo. Ele faz diversas comparações na tentativa de transmitir aos leitores suas impressões. Assim, os termos "como", "semelhante" e o verbo "parecer" são utilizados para dar uma idéia das extraordinárias visões do autor. Em outros momentos ele não faz comparações explícitas mas usa as figuras de forma direta, fazendo comparações implícitas.
Algumas ocorrências de "como" - 1.10,14,15; 2.18,27; 4.1,6,7; 6.1,6,12,13.
Algumas ocorrências de "semelhante" - 1.13; 2.18; 4.3,6,7.
Verbo "parecer" - 9.19.
Os símbolos usados pelo autor eram bem familiares para os seus destinatários. Livros selados, trombetas, carros puxados por cavalos, letras gregas, tudo isso era do conhecimento das pessoas que receberiam o Apocalipse. Ao lermos, precisamos saber o que cada coisa significa e qual era o seu sentido naquela época. Talvez não consigamos isso para todos os itens envolvidos, mas este é o caminho a ser trilhado pelo intérprete.
Quando pensamos em livros, logo imaginamos blocos de páginas de papel envolvidas por capas protetoras. Os livros mencionados em Apocalipse, porém, eram rolos de pergaminho, peles de animais. Eram livros selados. Quando pensamos em selo, logo imaginamos pequenos adesivos utilizados pelos correios. Porém, os selos do apocalipse são lacres, a exemplo daqueles que os reis usavam para fechar suas correspondências, de modo que as mesmas não pudessem ser violadas no meio do caminho. O selo tinha a marca do anel do rei. Portanto, se alguém o quebrasse, não poderia fazer outro igual para substituí-lo.
Estes são apenas alguns exemplos para mostrar que a interpretação do Apocalipse, como também de outras passagens bíblicas, depende muito do conhecimento sobre a antigüidade, principalmente do que se refere ao povo judeu, sua história, seus costumes e tradições. Sem esse conhecimento, sempre correremos o risco das interpretações anacrônicas. Não podemos interpretar o texto bíblico apenas com o sentido atual das palavras ou com base no gosto ou na opinião pessoal. A hermenêutica agradece.
O simbolismo do Apocalipse utiliza como figuras: fenômenos naturais, cores, minerais (pedras preciosas), animais, relações humanas e até nomes significativos da história judaica como Jezabel e Balaão.
Fenômenos ou elementos naturais e seus significados
ELEMENTO
SIGNIFICADO
OBSERVAÇÃO
Ar
Vida
É nossa necessidade mais urgente
Tempestade (raios, trovões, relâmpagos, saraiva)
Perturbações na vida
 
Fogo
Purificação ou destruição
 
Pedras preciosas
Algumas vezes representa pessoas.
 
Mar
Insegurança, perigo, algo sinistro.
oposto da terra firme.
Cores e seus significados
COR
SIGNIFICADO
OBSERVAÇÃO
Preto
Luto, sofrimento
 
Vermelho (sangue)
Morte ou redenção
relacionado a Cristo às vezes
Vermelho (púrpura)
Realeza
roupa dos reis
Amarelo pálido
Fome
 
Amarelo ouro
Santidade de Deus
Obs. elementos do tabernáculo
Verde
Esperança
 
Branco
Pureza, justiça
Trono, vestes, cabelos, etc.
NUMEROLOGIA
A numerologia tem sido bastante valorizada atualmente devido à onda crescente de misticismo que envolve nossa sociedade. Os números têm sido considerados elementos de sorte e azar, e, por meio deles, muitos adivinhadores tentam prever o futuro das pessoas. Alguns povos utilizaram as próprias letras do alfabeto como algarismos, atribuindo-lhes valor numérico. Assim, um nome pode ser transformado em números e ter seu valor totalizado. Isso ocorreu, por exemplo, com algumas letras do alfabeto romano e também com o hebraico. O fato de se obter um valor para um nome não nos diz nada, a não ser que os números representem algum valor moral ou espiritual, uma bênção ou uma maldição.
A tradição judaica relaciona alguns números a determinados conceitos religiosos ou cósmicos:
NÚMERO
SIGNIFICADO
SENTIDO REFORÇADO
1
Unidade
 
2
Fortaleza, confirmação
 
3
Divindade
 
4
Mundo físico
 
5
Perfeição humana
 
6
Homem, falha humana
666
7
Perfeição, plenitude
 
40
Provação
 
70
Sagrado
 
12
Religião organizada.
24, 144 mil
1000
Grande quantidade
 
A bíblia utiliza muito o simbolismo numérico. O livro de Apocalipse usa tal recurso de forma intensa, principalmente o número 7. Temos 7 igrejas, 7 candeeiros, 7 selos, 7 anjos, 7 trombetas, 7 taças, 7 espíritos, 7 estrelas, etc.
ALGUNS PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO
Para entender um livro, precisamos lê-lo por completo. Assim, teremos uma visão geral do mesmo. Perceberemos a intenção do autor e a sua mensagem geral. Caso contrário, se lermos um verso aqui e outro lá de modo desordenado, terminaremos com uma coleção de retalhos desconexos. Lendo todo o livro, vamos descobrir que ele é auto-explicativo em alguns pontos, como se vê em Apocalipse 1.20.
Podemos ler o capítulo 12, verso 5, onde o autor menciona o "filho varão", aquele que "regerá as nações com vara de ferro". A comparação com 19.13 a 16 nos fará compreender que aquele que "regerá as nações com vara de ferro" chama-se "Verbo de Deus", "Rei dos reis" e "Senhor dos Senhores". Logo, o próprio texto já nos mostrou quem é o "filho varão": o próprio Senhor Jesus. Tal conclusão também se utiliza do conhecimento geral que temos da bíblia. O Salmo 2 chama de "Filho" aquele que "regerá as nações com vara de ferro". O livro de Hebreus, no capítulo 1, nos informa que esse "Filho" é o Senhor Jesus. Além disso, o evangelho de João (1) nos diz que Cristo é o Verbo que se fez carne.
Fizemos então um rastreamento de várias expressões que nos possibilitam uma interpretação inequívoca sobre o "filho varão" de Apocalipse 12.
Outro exemplo: que dragão será aquele mencionado em Apocalipse 12.3? Se lermos até o versículo 9, teremos a resposta. No capítulo 20, verso 2, a explicação é repetida. O próprio texto diz que o dragão é o Diabo, também conhecido como "antiga serpente". Que serpente é essa? Aquela de Gênesis 3. Observa-se então que existe uma "linguagem bíblica" que muitas vezes permite que o texto de um livro possa ser interpretado por outro livro bíblico.
Quem é o Cordeiro de Apocalipse 5? Não existe nenhum mistério sobre tal figura, uma vez que João Batista apresentou Jesus como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1.29), sendo ele o definitivo sacrifício tantas vezes representado pelos cordeiros mortos durante as páscoas realizadas desde a saída de Israel do Egito (Êx.12).
O mesmo Jesus é chamado "Leão da Tribo de Judá" (Ap.5.5). A origem de tal expressão encontra-se em Gênesis 49, quando Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos seus filhos. Ao falar de Judá, Jacó profetizou sobre a vinda do Messias (Gn.49.8-12).
É conclusivo também que, se alguém não conhece a bíblia de modo geral, não deve se arriscar no terreno das interpretações apocalípticas. Precisa começar por Gênesis.
Outros exemplos:
A ceifa – Compare Ap.14.16-20 e Mt.13.39-43.
Muitas águas – Ap.17.1 e 17.15
Noiva – Ap.19.7; 21.9-10; 22.17 e Ef.5.25-27.
O fundamento da Nova Jerusalém – igreja - Ap.21.14 e Ef.2.20-21.
PRINCIPAIS CORRENTES DE INTERPRETAÇÃO DO APOCALIPSE
1 – Pretérita.
Afirma que todo o apocalipse já se cumpriu. Seus defensores vêem o Império Romano como a representação dos inimigos descritos no livro. A queda do Império teria sido então o ápice do juízo divino profetizado por João. A destruição de Jerusalém, no ano 70, também é vinculada ao Apocalipse por aqueles que localizam sua escrita durante o período de Nero (54-68).
2 – Futurista.
Os futuristas projetam todo o cumprimento do Apocalipse para os últimos dos últimos dias, às vésperas da consumação dos séculos. Afirmam que nada se cumpriu nem está se cumprindo, mas tudo se cumprirá repentinamente no futuro e em um curto espaço de tempo. Esta é a mais escatológica das interpretações, no sentido mais extremo da palavra.
3 – Histórica.
Essa corrente defende a tese de que o Apocalipse vem se cumprindo desde os dias de João até o fim dos séculos. São muitos os que concordam com essa posição. Entretanto, surgem muitas dificuldades e divergências quando se tenta uma identificação entre os fatos ou personagens históricos e os relatos apocalípticos.
4 – Simbólica, ou espiritual.
Os adeptos dessa visão se abstêm de fazer ligações entre as profecias e os fatos. Procuram apenas extrair do Apocalipse as lições e os princípios morais ou espirituais ali contidos.
Não devemos tomar uma postura extremista nessa questão, mas buscar uma visão equilibrada, que pode levar em conta todas as quatro correntes de interpretação. Cremos em um cumprimento histórico que, automaticamente, engloba a visão pretérita e a futurista. Por exemplo, as cartas às 7 igrejas se referiam a problemas existentes nos dias de João. Está cumprido. Entretanto, os princípios espirituais ali presentes são perfeitamente aplicáveis aos nossos dias. Pela sua infinita sabedoria, Deus nos deixou uma Palavra que não perde sua validade.
Devemos nos lembrar que um relato sobre fatos ocorridos nos dias de João pode também ser uma profecia para outra época. Por exemplo, quando escreveu o Salmo 22, o autor estava falando de suas próprias experiências e, ao mesmo tempo, estava profetizando sobre os sofrimentos de Cristo. Vistas sob este ângulo, várias profecias apocalípticas podem ter se cumprido na queda do Império Romano e terem ainda outro cumprimento mais amplo nos últimos dias. A profecia de Jesus em Mateus 24 parece estar ligada à destruição de Jerusalém e também aos últimos dias. "Os que estiverem na Judéia fujam para os montes... Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam." (Mt.24,16,34).
ESBOÇO DO APOCALIPSE
Introdução e saudações - 1.1-8
Visão de Jesus glorificado - 1.9-20
Cartas às 7 igrejas - 2.1 a 3.22
Visão do trono no céu - 4.1-11
O livro selado e o cordeiro - 5.1-14.
Abertura dos 6 primeiros selos - 6.1-17.
Os 144 mil selados - 7.1-8.
Visão dos santos na glória - 7.9-17
Abertura do sétimo selo. As quatro primeiras trombetas - 8.1-13.
A quinta e a sexta trombetas - 9.1-21.
O anjo e o livrinho - 10.1-11.
As duas testemunhas - 11.1-14.
A sétima trombeta - 11.15-19.
A mulher e o dragão - 12.1-18.
A besta que subiu do mar - 13.1-10.
A besta que subiu da terra - 13.11-18.
O cordeiro e os remidos no monte Sião - 14.1-5.
Os 3 anjos e suas mensagens - 14.6-13.
A ceifa sobre a terra - 14.14-20.
As 7 taças - 15.1 a 16.21.
A grande Babilônia - 17.1-18
A queda da Babilônia - 18.1-24.
As bodas do Cordeiro - 19.1-10.
O cavaleiro do cavalo branco - 19.11-21.
O milênio - 20.1-6.
A derrota de Satanás - 20.7-10.
Juízo Final - 20.11-15.
Novo céu e nova terra - 21.1-8.
A Nova Jerusalém - 21.9 a 22.5.
Encerramento e saudação final - 22.6-21.
COMENTÁRIO GERAL
APRESENTAÇÃO DE JESUS NO APOCALIPSE
1.5 - Fiel testemunha, primogênito dentre os mortos, soberano dos reis da terra.
1.13 - Semelhante a filho de homem.
2.18 - Filho de Deus.
3.14 - Amém, testemunha fiel e verdadeira, princípio da criação de Deus.
5.5 - Leão da Tribo de Judá, Raiz de Davi.
5.6 - Cordeiro
6.1 - Cordeiro (e em muitos outros versos).
12.5 - Filho varão
17.14 - Cordeiro, Senhor dos senhores, Rei dos reis.
19.11 - Fiel e verdadeiro.
19.13 - Verbo de Deus.
19.16 - Rei dos Reis, Senhor dos senhores.
22.16 - Raiz, geração de Davi, brilhante estrela da manhã.
CARTAS ÀS 7 IGREJAS
Esta é a parte mais simples e, consequentemente, a mais citada do Apocalipse. O livro foi enviado às 7 igrejas da Ásia e para cada uma delas havia uma mensagem específica. As cartas seguem quase sempre este esboço:
Destinatário: o anjo da igreja (seu líder).
Autor: o Senhor Jesus.
Conhecimento do Senhor sobre a igreja.
Elogio em relação às qualidades da igreja..
Repreensão contra os erros da igreja.
Aviso sobre a vinda do Senhor e o juízo divino.
Conselho para solução dos problemas mencionados.
Promessa aos vencedores.
A igreja de Filadélfia não foi repreendida. A de Laodicéia não recebeu nenhum elogio. Curiosamente, um sínodo realizado em Laodicéia no século IV negou reconhecimento ao Apocalipse como livro canônico [Champlin].
Em algumas das cartas, percebemos uma relação direta entre a apresentação que o Senhor faz de si mesmo e o conteúdo da mensagem.
Éfeso
Candeeiro em 2.1 e 2.5
Esmirna
Morte e vida em 2.8 e 2.10-11
Pérgamo
Espada em 2.12 e 2.16
Filadélfia
Porta aberta ou fechada em 3.7 e 3.8.
Nas outras cartas, essa relação não está tão clara. Talvez, tenhamos perdido um pouco das características originais quando o texto foi traduzido.
Entre as teorias existentes sobre as 7 igrejas destacam-se as seguintes:
Teoria 1 – As 7 igrejas representam a história judaica. Observe a citação de Balaão, Jezabel, sinagoga, etc. Não nos parece razoável essa suposição.
Teoria 2 – As 7 igrejas representam a história eclesiástica. Cada igreja representaria um período da história da igreja desde o seu nascimento até a vinda de Cristo. Alguns defensores dessa idéia chegam a dividir a história entre as igrejas. Uma das divisões sugeridas é a seguinte: Éfeso (até o ano 100 d.C.); Esmirna (100-316); Pérgamo (316-500); Tiatira (500-1500); Sardes (1500-1700); Filadélfia (1700-1900); Laodicéia (1900 - fim). Tal possibilidade é bastante interessante, mas não encontramos fundamentos suficientes para comprová-la. Por outro lado, a colocação de datas é bastante temerária. Por mais razoável que possa ser tal interpretação, não podemos perder de vista o fato de que a mensagem de Deus é para nós hoje.
Teoria 3 – As 7 igrejas são apenas aquelas da Ásia, às quais o Apocalipse foi endereçado. Essa posição é literal e perfeita em sua afirmação. Contudo, se a aplicabilidade das cartas fosse restrita àquelas igrejas, então não haveria motivo para que tais mensagens chegassem às nossas mãos. Enfim, todo o livro de Apocalipse nos seria estranho e inútil, pois foi originalmente destinado às 7 igrejas da Ásia. O entendimento literário está exato, mas não podemos desconsiderar o peso simbólico do texto. O próprio número 7, significando perfeição, totalidade ou plenitude, faz com que as 7 igrejas representem a totalidade da igreja de Cristo em todos os tempos e em todos os lugares.
A ADORAÇÃO NO APOCALIPSE
A adoração é elemento de grande destaque no Apocalipse. O tema central é o combate entre o bem e o mal. Os seres humanos ou celestiais demonstram seu posicionamento nesse conflito através da adoração que prestam. Um dos grandes desejos de Satanás é conseguir para si a adoração que é devida a Deus (Mt.4.9).
TEXTO
ADORAÇÃO A
Apc.4.10
Deus
Apc.5.12-14
Deus e o Cordeiro
Apc.9.20
Demônios e ídolos
Apc.11.1,16
Deus
Apc.13.4
O dragão e a besta.
Apc.13.12
A besta
Apc.13.15
A imagem da besta
Apc.14.2
Deus
Apc.14.9,11
A besta e sua imagem.
Apc.16.2
A imagem da besta
Apc.19.4
Deus
Apc.19.10
Um anjo (recusada) e Deus
Apc.19.20
A imagem da besta
Apc.20.4
A besta e sua imagem
Apc.22.8-9
Um anjo (recusada) e Deus
Em Apocalipse 8.1 verificamos que houve silêncio no céu durante meia hora. Isso nos faz deduzir que existe um som de louvor e adoração constante no céu. João viu os 24 anciãos e os seres viventes que adoravam a Deus e ao Cordeiro. As impressionantes profecias do livro estão intercaladas com manifestações de adoração e cânticos. Em sua visão do céu, João viu um santuário e peças que nos lembram o tabernáculo e o templo do Velho Testamento. Existe no céu um lugar de culto utilizado pelas hostes celestiais. Ali também adoraremos a Deus e ao Cordeiro pelos séculos dos séculos.
AMOR E JUÍZO
João, o discípulo amado, fez do amor um de seus principais temas, seja no seu evangelho ou em suas epístolas. Em Apocalipse, porém, o amor de Jesus e da igreja é mencionado apenas até o capítulo 3. Ao falar à igreja de Filadélfia, Jesus declara: "Eu te amo." (Apc.3.9). Filadélfia significa "amor fraternal".
A partir do capítulo 4, o tom da mensagem muda completamente. Não mais se menciona o amor de Deus mas apenas sua justiça. A santidade divina foi afrontada pelo pecado. Sua ira manifesta sua justiça através de guerras, pestes e catástrofes naturais.
Sabemos, porém, que o amor de Deus é eterno e sua manifestação ocorre através das bodas do Cordeiro e da recepção dos salvos na glória.
VISÃO GERAL - uma hipótese de interpretação
A experiência pessoal de João pode representar a experiência da igreja. No início do livro ele se encontra vivendo sua própria tribulação, preso e exilado. Então o Senhor Jesus vem até ele. No capítulo 4, João é arrebatado ao céu e passa a ver o derramamento da ira divina sobre a terra. Assim, a vinda de Cristo proveria socorro à igreja atribulada, levando-a consigo no arrebatamento. Em seguida, a terra ficaria submersa na Grande Tribulação. Tal interpretação é frágil em sua consistência pois o texto bíblico não diz que João possa estar representando a igreja. Os que defendem o paralelo na questão do arrebatamento de João, chamam a atenção para o fato de que a partir do capítulo 4 a igreja não é mais mencionada com este nome dentro do ciclo de visões do Apocalipse. Supostamente, teria sido encerrado seu período histórico terreno representado pelas 7 cartas. Os fatos apresentados em relação à igreja são bíblicos. A dificuldade está em localizá-los em determinados símbolos e estabelecer-lhes a ordem de ocorrência.
De acordo com esta hipótese, que é muito aceita e essencialmente futurista, a abertura do primeiro selo seria o início da Grande Tribulação (Ap.7.14), que incluiria os selos, as trombetas, as taças e todos os flagelos destinados aos ímpios e às forças do mal. No meio da cena encontram-se o dragão e as duas bestas tentando usurpar a glória que é devida ao Cordeiro. O dragão é Satanás. As duas bestas são o Anticristo e o Falso Profeta.
Durante a Grande Tribulação muitos seriam salvos e morreriam por sua fé. Enquanto isso, estaria acontecendo no céu as bodas do Cordeiro. Ao fim desse período, Cristo desceria do céu para aniquilar a besta e o falso profeta. O dragão seria preso por mil anos e nesse período Cristo reinaria com todos os santos sobre a terra. Estaria encerrada a Grande Tribulação e inaugurado o milênio, ao fim do qual, Satanás seria solto e tentaria novamente uma reação contra Cristo. Entretanto, seus agentes seriam consumidos antes de iniciarem a batalha.
Na seqüência ocorre o juízo final, que será o julgamento de todos os homens. Aqueles cujos nomes não se encontram no livro da vida serão lançados no lago de fogo, onde serão atormentados eternamente. Em seguida, João vê a Nova Jerusalém. Essa passagem é vista como uma descrição do estado eterno dos salvos. A cidade seria o lugar onde viveremos para sempre com Cristo.
QUESTIONAMENTOS E OBSERVAÇÕES
Algumas dessas afirmações são amplamente aceitas. Tal arranjo escatológico pode parecer bastante apegado ao texto. Contudo, observamos que essa interpretação contém alguns pontos questionáveis e incertos. Outros parecem perfeitos.
A primeira dificuldade é entender o arrebatamento de João como arrebatamento da igreja, conforme já mencionamos. O arrebatamento de João se deu antes de se tocarem as 7 trombetas. Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses, disse que o arrebatamento da igreja aconteceria quando a última trombeta fosse tocada. Disse também que a ressurreição dos santos acontecerá antes do arrebatamento. Encaixando isso no quadro apocalíptico, teríamos o arrebatamento da igreja junto com a ressurreição no capítulo 20. Sendo assim, a igreja teria participado ou, pelo menos, presenciado a Grande Tribulação. Em Mateus 24, Jesus menciona a Grande Tribulação (v.21) antes do fato que parece ser o arrebatamento (v.31). No meio da tribulação estarão os escolhidos (v.22). Estes podem indicar toda a igreja, mas alguns comentaristas dizem que são apenas os que forem salvos durante o período.
Outro problema ocorre em relação à Nova Jerusalém do capítulo 21. Considerando a hipótese de que o livro apresenta os fatos em ordem cronológica, então, ao chegarmos ao capítulo 21, já passamos pelo milênio e pelo juízo final. A Nova Jerusalém descreve então o estado eterno dos salvos. Contudo, o texto cita ainda nações que vivem fora da cidade santa, às quais se destinam as folhas da árvore da vida, afim de que sejam curadas. Esses detalhes parecem ameaçar o quadro escatológico descrito. Se os ímpios já estão no lago de fogo e os salvos estão na Nova Jerusalém, que nações são essas que o autor cita? Uma solução proposta é que o relato sobre a Nova Jerusalém se refira ao milênio e não ao estado eterno. Sendo assim, o texto não se encontraria em ordem cronológica.
Observamos que o Apocalipse não contém as expressões: "juízo final", "Anticristo", "milênio" ou "arrebatamento". Então, de onde tiramos tal vocabulário? Das interpretações correntes, que, de tanto serem faladas, já se confundem com o próprio texto bíblico. Sabemos que a idéia de "milênio" e "juízo final" encontra-se em outras palavras no capítulo 20. O verbo "arrebatar" é encontrado em Ap.1.10; 4.2; 12.5,15, podendo ser substituído dependendo da versão utilizada. Trata-se dos arrebatamentos de João, do Filho Varão, e uma tentativa de Satanás no sentido de arrebatar a mulher. Outra situação semelhante, mas com verbo diferente, trata da subida das duas testemunhas ao céu. Não obstante, cremos no arrebatamento da igreja, o qual ser encontra de forma mais clara em I Tessalonicenses 4.17. Sobre o Anticristo falaremos de modo mais específico.
Todo esse questionamento, feito por comentaristas e teólogos, cria uma série de correntes de interpretação designadas como: milenistas, pré-milenistas, amilenistas, pré-tribulacionistas, pós-tribulacionistas, etc.
O ANTICRISTO E O FALSO PROFETA
O único autor bíblico que usa a palavra "anticristo" é João, mas não no Apocalipse. A citação é nas epístolas. Tal personagem escatológico é normalmente entendido como sendo o "iníquo" ou "homem do pecado" ou "filho da perdição" mencionado por Paulo (II Tss.2.3,8). Da mesma forma, a besta que sobe do mar, em Apc.13, é identificada pelos intérpretes como o Anticristo. Embora o texto não diga isso, o modo de agir da besta parece dize-lo. Sua ação é sobretudo anti-cristã. A besta quer para si a adoração que é devida ao Cordeiro. Então, encaixa-se no perfil traçado por Paulo.
Quem é o Anticristo? Alguns dizem que é um sistema político, mas a maioria dos estudiosos o vêem com sendo um homem. Isto é bastante coerente com as citadas palavras de Paulo. O texto de II Tessalonicenses não é essencialmente simbólico. Então, quando o apóstolo diz que é um homem, devemos entender literalmente. Afinal, aquela igreja já estava com muitos problemas de entendimento escatológico e Paulo precisava ser o mais claro possível.
Se o Anticristo é um homem, quem é ele? Não nos arriscaremos a responder tal pergunta, mas muitos já se arriscaram no decorrer da história. Sempre há quem queira "eleger" um Anticristo. Quando João escreveu, ele poderia estar se referindo a Nero ou a Domiciano, sem prejuízo do sentido escatológico da profecia. O culto ao imperador era uma prática oficial no Império Romano. Domiciano, aquele que provavelmente mandou João para Patmos, considerando-se um deus, mandou que imagens suas fossem espalhadas pelo Império. Os que se recusavam a adorá-las eram condenados à morte. Portanto, aquele imperador se encaixou no perfil do Anticristo.
O próprio João disse que muitos "anticristos" tinham se levantado (I João 2.18,22; 4.3; II João 7). Contudo, é bastante aceita a crença numa personificação do mal através de um Anticristo escatológico, aquele que estará no mundo no dia da segunda vinda de Cristo (II Tss.2.8). Hitler, alguns líderes religiosos e outros malfeitores da história foram apontados como sendo o Anticristo. Porém, Jesus não voltou em suas épocas e o "cargo" ficou para outra pessoa.
Conquanto não possamos identificar o Anticristo, sabemos contudo as linhas gerais do seu caráter e atuação. Através das interpretações mais aceitas, compreende-se que ele poderá ser um líder político de projeção mundial. O atual fenômeno da globalização seria ideal como preparação para um governo mundial. Os conflitos internacionais e a fome seriam solucionados por algum tempo mediante um plano econômico extraordinário. A besta que sobe do mar (Ap.13.2) receberá o poder do dragão (Satanás) e em seu nome dominará sobre toda tribo, povo, língua e nação (13.7). A interpretação desse texto é feita normalmente em relação com a profecia das setenta semanas de Daniel (9).
Em todas as épocas da história, o poder político teve alguma ligação com o poder religioso. Os déspotas eram avalizados pelo clero. Assim, o povo reconhecia o origem divina da autoridade absoluta e permanecia submisso. Da mesma forma, o Anticristo precisará do Falso profeta, que é a besta que sobe da terra. O Falso Profeta parece representar o poder religioso que fará parceria com o Anticristo, talvez numa manifestação ecumênica.
BABILÔNIA X NOVA JERUSALÉM
A Babilônia do Apocalipse parece ser a "sede de governo do Anticristo". Nos dias de João, era uma referência a Roma (Ap.17.9,18), capital do Império, lugar onde se encontrava Domiciano, que se fazia passar por deus.
A Babilônia representa a independência humana em relação a Deus, e isso significa rebeldia. A origem de Babilônia foi Babel, lugar onde Ninrode, descendente de Cão, construiu sua cidade, tornou-se célebre, e projetou uma torre para alcançar o céu por suas próprias forças. Babilônia tem sua própria organização. Sua política (Ap.17.12) e seu comércio funcionam muito bem.
O comércio, prática tão comum na vida humana, toma aspectos malignos quando se comercializa o que não deveria ser vendido. Por exemplo, podemos mencionar o episódio quando Esaú vendeu seu direito de primogenitura. Assim, o comércio da grande Babilônia inclui uma abominável troca de valores. O ápice de tal negociação é expresso através do comércio de almas humanas (Apc.18.13). A mais clara forma de comércio de almas é através de uma falsa religião que se pratica apenas por motivos financeiros.
O que será a Grande Babilônia? Uma hipótese é que a cidade com esse nome, às margens do Rio Eufrates, hoje reduzida a ruínas, venha a ser reconstruída e volte a ter projeção mundial. Outra teoria associa a cidade a uma religião de alcance mundial.
Como religião mundial, alternativa plausível, a Grande Babilônia poderia ser vista como uma falsa igreja, em contraposição à Nova Jerusalém, que desce do céu. João viu as duas cidades e seus destinos. A Nova Jerusalém é a noiva. Babilônia é meretriz. A Grande Babilônia será destruída pelos juízos divinos, enquanto que a cidade santa será a morada de Deus e do Cordeiro.
A Nova Jerusalém muitas vezes é tomada de forma literal. É vista como uma cidade onde os salvos vão morar. Contudo, o texto é carregado de símbolos, levando a crer que própria cidade é apenas um símbolo da igreja triunfante. Veja o paralelo.
NOVA JERUSALÉM
IGREJA
Chamada noiva e esposa do Cordeiro (Ap.19.7; 21.2,9; 22.17)
Chamada noiva de Cristo (Ef.5.25-26).
Possui 12 fundamentos (Ap.21.14)
Fundada sobre os 12 apóstolos (Ef.2.19-21)
OS PARÊNTESES DO APOCALIPSE
O relato de João parece apresentar uma série de fatos que vão ocorrendo de modo consecutivo, embora exista uma hipótese de que as várias visões apocalípticas se refiram aos mesmos fatos históricos. Assim, as 7 trombetas, as 7 taças e os 7 selos seriam diferentes versões dos mesmos juízos. Uma base para esse tipo de visão está em Gênesis 41, onde "vacas" e "espigas" eram dois símbolos para um só fato.
De qualquer forma, o texto apresenta uma seqüência e esta parece interrompida em alguns pontos. João interrompe a narrativa sobre as catástrofes mundiais para falar sobre o anjo e o livrinho no capítulo 10, as duas testemunhas no capítulo 11, e a mulher e o dragão no capítulo 12.
- Comer o livrinho significa tomar conhecimento das profecias acerca dos últimos dias. O livro é doce na boca mas amargo no ventre. A mensagem apocalíptica fala de esperança e glória, mas também de grande tribulação.
- As duas testemunhas são objeto de muita polêmica. Eis algumas interpretações sugeridas: "Moisés e Elias", "Enoque e Elias ". Os fatos mencionados no capítulo 11 nos fazem lembrar as experiências de Moisés e Elias narradas no Velho Testamento. Contudo, tais testemunhas serão mortas. Os melhores candidatos então seriam pessoas que nunca experimentaram a morte. Logo, são mencionados Enoque e Elias.
Alguns eruditos se recusam a ver as duas testemunhas como dois homens. Daí surgem outras hipóteses. Seriam elas o Velho e o Novo Testamento? Tal sugestão não parece razoável. Há quem entenda que as testemunhas sejam apenas um símbolo da igreja em seu papel de evangelização.
- O dragão do capítulo 12 é Satanás. A mulher representa a nação de Israel. O Filho Varão é Cristo. O resto da semente parece representar a igreja.
As menções a Israel no Apocalipse constituem pontos de dúvida. Elas podem se referir à nação de Israel ou simplesmente à igreja, o "novo Israel". Assim acontece com os 144 mil eleitos de Deus (Apc.7.4). São 12 mil de cada uma das tribos. Como sabemos, tais números têm valor simbólico. Portanto, não faz sentido pensarmos que 144 mil seja o número final dos salvos. Na seqüência do mesmo capítulo, João vê os remidos de toda tribo, língua, povo e nação, cujo número era incontável (Apc.7.9).
CONCLUSÃO
O Apocalipse trata dos últimos lances da guerra histórica entre o bem e o mal. Satanás usa suas últimas armas durante o tempo que lhe resta. Contudo, a vitória divina é inevitável. Em meio a todo esse combate estão os homens, servindo a um dos lados.
A mensagem apocalíptica é um aviso divino para a humanidade. Não existe esperança para as forças demoníacas, mas para os homens sim. Ignorar o Apocalipse seria como rasgar uma notificação judicial sem tê-la lido. O prazo está se esgotando. Ainda que o mundo dure mais 1000 anos, é o nosso tempo de vida que determina nossa chance de deixar o mal e escolher o bem.
O arrependimento é também um tema em destaque no Apocalipse (2.5,16,21,22; 3.3,19; 9.20,21; 16.9,11). Deus poderia extinguir a raça humana em um instante. Porém, ele manda seus castigos aos poucos, esperando que os homens sintam a culpa pelo pecado e se arrependam. Devemos ouvir a sua voz enquanto temos tempo. Antes que o juízo venha, existe uma porta aberta para o Reino de Deus através do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
"O Espírito e a noiva dizem: Vem. Quem ouve diga: Vem. Quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." (Ap.22.17).

 

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ABIGAIL { EV. ZENILDO COUTINHO }

ABIGAIL A história de Abigail é um grande exemplo a ser seguido. Quero mostrar neste pequeno texto, sua estratégia, sua sabedoria, sua humildade. O capitulo 25 de 1Samuel narra uma bela historia.Deus usa Abigail para impedir que Davi cometesse um grande mal contra seu marido Nabal. A pós a morte de Samuel, Davi desceu para o deserto de parã, Havia um homem em Maom que tinha as suas possessões no Carmelo. Este homem era muito rico, pois tinha três mil ovelhas e mil Cabras e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo. Chamava-se o homem Nabal, e sua mulher chamava-se Abigail; era a mulher sensata e formosa; o homem, porém, era duro, e maligno nas suas ações; e era da casa de Calebe. Ouviu Davi no deserto que Nabal tosquiava suas ovelhas.Enviaram-lhe dez mancebos, dizendo-lhes: Subi ao Carmelo, ide a Nabal e perguntai-lhe, em meu nome, como está na verdade Davi queria ser favorecido.Nabal recusa a dá qualquer tipo de ajuda a Davi “Ao que Nabal respondeu aos servos de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem o filho de Jessé? Muitos servos há que hoje fogem ao seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e os daria a homens que não sei donde vêm? (10,11”).Davi reage com indignação (vv. 12, 13, “ Então os mancebos de Davi se puseram a caminho e, voltando, vieram anunciar-lhe todas estas palavras”.Pelo que disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e Davi também cingiu a sua, e subiram após Davi cerca de quatrocentos homens...,Um dentre os mancebos, porém, o anunciou a Abigail, a ingratidão de seu marido Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; e ele os destratou.Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bom, e nunca fomos agravados deles, e nada nos desapareceu por todo o tempo em que convivemos com eles quando estávamos no campo.De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas. Considera, pois, agora e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa. Abigail reage com sabedoria. Então Abigail se apressou, e tomou duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas assadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos secos, e os pôs sobre jumentos. E disse aos seus mancebos: Ide adiante de mim; eis que vos seguirei de perto. Porém não o declarou a Nabal, seu marido (vv.18,19). A Bíblia diz que a mulher sabia edifica a sua casa, mas a tola derruba a com as mãos (Pv 14 1). A mulher sábia faz do seu lar um lugar de refúgio e de paz e de alegria, ao passo que a mulher imprudente se descuida de sua casa e de sua família. Abigail usou de sabedoria num momento tão delicado; um confronto sangüento estava preste a acontecer entre Davi e Nabal. Sem que seu marido soubesse, Abigail usou sua estratégia e humildade (v 23), enviada por Deus para apaziguar Davi; evitando uma grande tragédia (v 26). Davi reconhece e agradece a Deus (32-35).Quantas mulheres hoje estão com seus casamentos e lar destruído por falta de sabedoria pra contornar a situação, ao invés de apagar o fogo pôs, mais lenha na fogueira. Os problemas que surge nos lares às vezes é resolvido a penas com um silencio, oração e muita prudência; porque agressividade gera agressividade. O que está faltando em ambas às partes amor dialoga e compreensão, infidelidade ciúmes são a causa principal da destruição dos casamentos.ABIGAIL A história de Abigail é um grande exemplo a ser seguido. Quero mostrar neste pequeno texto, sua estratégia, sua sabedoria, sua humildade. O capitulo 25 de 1Samuel narra uma bela historia.Deus usa Abigail para impedir que Davi cometesse um grande mal contra seu marido Nabal. A pós a morte de Samuel, Davi desceu para o deserto de parã, Havia um homem em Maom que tinha as suas possessões no Carmelo. Este homem era muito rico, pois tinha três mil ovelhas e mil Cabras e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo. Chamava-se o homem Nabal, e sua mulher chamava-se Abigail; era a mulher sensata e formosa; o homem, porém, era duro, e maligno nas suas ações; e era da casa de Calebe. Ouviu Davi no deserto que Nabal tosquiava suas ovelhas.Enviaram-lhe dez mancebos, dizendo-lhes: Subi ao Carmelo, ide a Nabal e perguntai-lhe, em meu nome, como está na verdade Davi queria ser favorecido.Nabal recusa a dá qualquer tipo de ajuda a Davi “Ao que Nabal respondeu aos servos de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem o filho de Jessé? Muitos servos há que hoje fogem ao seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e os daria a homens que não sei donde vêm? (10,11”).Davi reage com indignação (vv. 12, 13, “ Então os mancebos de Davi se puseram a caminho e, voltando, vieram anunciar-lhe todas estas palavras”.Pelo que disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e Davi também cingiu a sua, e subiram após Davi cerca de quatrocentos homens...,Um dentre os mancebos, porém, o anunciou a Abigail, a ingratidão de seu marido Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; e ele os destratou.Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bom, e nunca fomos agravados deles, e nada nos desapareceu por todo o tempo em que convivemos com eles quando estávamos no campo.De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas. Considera, pois, agora e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa. Abigail reage com sabedoria. Então Abigail se apressou, e tomou duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas assadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos secos, e os pôs sobre jumentos. E disse aos seus mancebos: Ide adiante de mim; eis que vos seguirei de perto. Porém não o declarou a Nabal, seu marido (vv.18,19). A Bíblia diz que a mulher sabia edifica a sua casa, mas a tola derruba a com as mãos (Pv 14 1). A mulher sábia faz do seu lar um lugar de refúgio e de paz e de alegria, ao passo que a mulher imprudente se descuida de sua casa e de sua família. Abigail usou de sabedoria num momento tão delicado; um confronto sangüento estava preste a acontecer entre Davi e Nabal. Sem que seu marido soubesse, Abigail usou sua estratégia e humildade (v 23), enviada por Deus para apaziguar Davi; evitando uma grande tragédia (v 26). Davi reconhece e agradece a Deus (32-35).Quantas mulheres hoje estão com seus casamentos e lar destruído por falta de sabedoria pra contornar a situação, ao invés de apagar o fogo pôs, mais lenha na fogueira. 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Acabe, rei de Israel { Politicamente forte, moralmente corrupto }

A cabe foi um rei politicamente forte e muito poderoso, mas muito fraco na moralidade pessoal. Ele fez alianças com Fenícia, Judá e Síria e levantou Israel como uma nação. No entanto, ele permitiu que sua esposa e rainha, Jezabel, uma mulher estranha para Israel, tanto na nacionalidade quanto na prática religiosa, promovesse idolatria em Israel. Isso provocou a ira de Deus e levou à queda de Acabe. Ele juntou-se a sua rainha na prática de idolatria, no entanto se humilhou diante de Deus ocasionalmente. Ele morreu em batalha em 853 a.C.
Israel invadido pelos siros
Podemos ler sobre como aconteceu a guerra entre Israel e a Síria, também chamada de “Arã” (1 Reis 20:1-21). Ben-Hadade, o rei da Síria, fez uma proposta, esperando que Acabe recusasse. Essencialmente, Síria exigiu que Acabe pagasse tributo à Síria que consistia de tudo de valor em Israel. Acabe teria que recusar isso, e seria o pretexto da Síria para guerra.
Pode ser que Ben-Hadade estava com medo que Israel estivesse ficando forte demais, assim obrigando Acabe a lutar. Acabe deu sua resposta famosa: “Dizei ao rei, meu senhor: Tudo o que primeiro demandaste do teu servo farei, porém isto, agora, não posso consentir. E se foram os mensageiros e deram esta resposta. Ben-Hadade tornou a enviar mensageiros, dizendo: Façam-me os deuses como lhes aprouver, se o pó de Samaria bastar para encher as mãos de todo o povo que me segue. Porém o rei de Israel respondeu e disse: Dizei-lhe: Não se gabe quem se cinge como aquele que vitorioso se descinge” (1 Reis 20:9-11). Isso foi uma resposta corajosa, mas arrogante. Acabe avisou ao Ben-Hadade que não agisse como se já houvesse ganho. Mas a arrogância de Acabe é vista no fato que ele não buscou a ajuda de Deus.
Com a batalha marcada para começar, Deus interveio para que Israel soubesse “que eu sou o Senhor” (1 Reis 20:13). Acabe fez como o profeta o instruiu, e a Síria foi derrotada. Mas os siros tiveram uma idéia. Teria uma segunda batalha (1 Reis 20:22-43). Os siros atribuíram corretamente a vitória de Israel ao seu Deus. Julgando-o como o Deus apenas dos montes, eles decidiram atacar Israel nas planícies (1 Reis 20:23,28). Novamente Acabe se preparou para a batalha sem buscar a ajuda de Deus. Novamente Deus interveio, não por causa de Acabe, mas porque os siros pensaram que ele era apenas “um deus dos montes”. Os siros foram derrotados com grandes perdas. Acabe, confiando na seu próprio juízo político, poupou Ben-Hadade e fez uma aliança com ele (1 Reis 20:32-34).
O Senhor ficou irado com Acabe por ter poupado Ben-Hadade. Deus predisse que na próxima batalha, Ben-Hadade venceria e Acabe morreria. Acabe ficou “desgosto e indignado” com a repreensão de Deus (1 Reis 20:42-43).
Há muito para aprendermos, hoje em dia, desta história. Algumas coisas para você pensar a respeito:
Primeiro, Deus deve receber a glória que ele merece. Ele não é um Deus apenas dos montes, mas do universo que ele mesmo criou. Os siros não tiveram respeito suficiente pelo poder de Deus, e muitos hoje em dia também não têm! Temo por aqueles que não reconhecem Deus e não lhe dão a glória correta na suas vidas (1 Coríntios 1:24-25; Mateus 19:26; 22:29; Romanos 4:20-22).
Segundo, as coisas destinadas a destruição devem ser destruídas. Há coisas que o cristão deve destruir em relação aos seus pecados, suas atitudes e características perversas (Romanos 6:6; Gálatas 2:20; 5:24).
A vinha de Nabote
A cabe desejava a vinha de Nabote em Jezreel para usar como horta, e fez uma oferta para trocar terrenos. Nabote recusou a oferta de Acabe, e o rei ficou “desgostoso e indignado” (1 Reis 21:1-4). Jezabel planejou matar Nabote e seus filhos (1 Reis 21:7; 2 Reis 9:26), acusando-o com falsa acusações feitas por “homens malignos” que ela subornou. Nabote foi morto por crimes pelos quais ele foi acusado falsamente, e com a sua morte, Acabe tomou posse da sua vinha.
Deus mandou Elias para profetizar contra Acabe pela sua maldade. As oportunidades de Acabe para se tornar uma pessoa melhor haviam acabado (1 Reis 21:17-24). A profecia consistia de três partes principais:
O sangue de Acabe seria derramado no mesmo lugar.
A casa de Acabe seria destruída.
Cães comeriam Jezabel.
Acabe arrependeu-se e Deus adiou a destruição de sua casa até após a sua morte (1 Reis 21:27-29). Novamente podemos ver algumas lições importantes neste episódio da vida de Acabe:
Primeiro, não devemos ser tão fracos moralmente (como Acabe foi) que se torna fácil para os injustos nos manipularem (como Jezabel fez) (1 Reis 21:25-26). Dá para entender que Acabe nunca ficou confortável com as concessões que fez mas não estava disposto a tomar uma posição moral corajosa (Mateus 6:24).
Segundo, Deus irá retribuir mal por mal. No final das contas, nenhum mal fica sem pagar. Para homens e mulheres de fé, o preço foi pago por Jesus e aceito por nós através da nossa obediência fiel. O preço foi o sangue de Cristo. Para os sem fé, o preço será cobrado no julgamento final (Romanos 12:17,19; 2:5-6).
Israel e Judá invadem o território siro
A cabe pediu que o Rei Josafá de Judá os ajudasse em recapturar Ramote-Gileade. Josafá concordou em ajudar Acabe mas pediu orientação profética de Deus. Quatrocentos falsos profetas profetizaram sucesso. Micaías, um verdadeiro profeta de Deus, predisse derrota e foi preso (1 Reis 22:5-8,27-28).
Na batalha resultante, os siros foram vitoriosos. Apesar de estar disfarçado, Acabe foi morto por uma flecha perdida (1 Reis 22:34-37). Acabe morreu corajosamente na batalha. Os cães lamberam o sangue de sua carruagem no poço de Samaria, assim cumprindo uma parte da profecia de Elias (versículo 38). A profecia inteira seria cumprida em breve.
Novamente, estamos lembrados de algumas coisas importantes para nós também. A palavra de Deus é verdadeira e deve ser obedecida. Assim como Acabe escolheu não acreditar em Micaías o profeta, podemos fingir que a Bíblia não diz o que diz, preferindo alguma outra coisa, mas isso não muda a verdade (João 8:31-32,44-45; 14:6; 17:17; 18:37).De certas maneiras Acabe teve muito êxito. Ele ganhou algumas batalhas. Sua nação prosperou durante seu reinado; ele é conhecido por construir cidades em Samaria. Mas sua vida acabou tragicamente, e ele entrou na eternidade afastado de Deus. Ele ouviu Jezabel demais e não ouviu Deus o suficiente. Ele foi um rebelde orgulhoso em vida, mas agora o orgulho se foi. É um sucesso vazio nesta vida que é seguido por derrota eterna! Deus foi paciente com Acabe. Não precisava acabar daquele jeito. Não tem que acabar daquele jeito com nenhum de nós!

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O Espiritismo e a Feiticeira de En-Dor (Pr. Airton Evangelista da Costa )

A visita que fez o rei Saul a uma feiticeira, conforme registro em 1 Samuel 28.1-25, tem sido usada pelos espíritas para legitimar a crença da comunicação entre vivos e mortos. Examinemos. 1. Deus não responde a SaulBem antes de Saul tentar falar com Samuel via feiticeira, a graça de Deus fora tirada de sua vida. Por sua desobediência no caso dos despojos dos amalequitas, o Senhor o repreendeu duramente: “Porque a rebelião é como pecado de feitiçaria... Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Sm 15.10-31). Veja 1 Sm 28.16. Por sua rebeldia, Saul ficou entregue à influência demoníaca (1 Sm 16.14). A partir daí, perdeu o controle, foi tomado por ódio, inveja e ciúmes. Enfurecido, tentou matar Davi por mais de uma vez (1 Sm 18.9-12,17; 19.1). Ele próprio declarou-se angustiado: “Deus se tem desviado de mim e não me responde mais...” (1 Sm 28.15). Quanto a Deus não responder a pecadores, a Bíblia diz: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que não vos ouça ” (Is 59.1-2). Deus só aceita orações dos genuinamente arrependidos e humildes (Lc 18.14), e dos que pedem segundo a sua vontade (1 Jo 5.14). O egoísmo, a cobiça, o ciúme e a desobediência endureceram o coração de Saul de forma irreversível. Ele sentiu o desamparo de Deus. As condições para que Deus ouvisse a Saul seriam que ele orasse, buscasse verdadeiramente a Sua face, e se arrependesse com sinceridade de seus maus caminhos (2 Cr 7.14). Porém, como um abismo chama outro abismo (Sl 42.7), Saul, num último e desesperado gesto de desobediência, resolveu apelar para uma médium espírita na tentativa de falar com o profeta Samuel, já morto. Ora, tal expediente é condenado por Deus na Sua palavra: “Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem FEITICEIRO, nem encantador, nem NECROMANTE, nem mágico, nem QUEM CONSULTE OS MORTOS. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas...” (Dt 18.10-12). Nessa proibição não foi usada a palavra “espiritismo”, surgida milhares de anos depois, com o advento do kardecismo. Todavia, a idéia está subjacente. Ouçam: “Quando vos disserem: Consultai os médiuns e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram entre dentes, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos se consultarão os mortos” (Is 8.19). O envolvimento com médiuns ou necromantes leva à condenação (Is 8.20-22; Lv 19.31; 20.6). Outras referências: Ex 22.18; Jr 27.9; 29.8; Atos 16.16. Saul, desejando uma resposta de Deus, procurou uma feiticeira, uma necromante, uma mulher que incorporasse algum espírito, uma mulher com “dons” mediúnicos: “Buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e a consulte” (1 Sm 28.7-a). Deus estaria sendo incoerente se atendesse aos caprichos de Saul. Aqui surge a primeira evidência da impossibilidade de haver Samuel se apresentado na sessão espírita sob análise. Para lembrar: “Em favor dos vivos consultar-se-ão os mortos?” (Is 8.19). Logo, Deus não iria legitimar uma prática por Ele próprio condenada. Além disso, uma das causas da morte de Saul foi o haver consultado a feiticeira de En-Dor (cidade da tribo de Manassés), conforme 1 Crônicas 10.13-14. Não há como imaginar uma sessão espírita sendo enriquecida e abençoada com a presença de um mensageiro de Deus. Se permitida tal prática, não precisaríamos mais buscar ao Senhor. Em situações difíceis, cairíamos aos pés de um médium, e diligentemente se apresentariam os santos do Senhor. Então, a Bíblia iria para o lixo e passaríamos a observar outro Evangelho.2. Uma sessão espírita de mentiraEm primeiro lugar, Saul demonstrou ser um hipócrita: mandara eliminar todas as feiticeiras e agora vai a uma feiticeira (1 Sm 28.3,9). Segundo, ele “se disfarçou e vestiu outras vestes, desejando negar sua identidade (v.8); usou falsamente o nome do Senhor, jurando por Ele (v.10). Terceiro, a feiticeira primeiramente disse que viu a Samuel (v. 12), depois disse que viu “deuses que sobem da terra” (v.13); depois, já não eram deuses nem Samuel, mas “um ancião envolto numa capa”(v.14). Quarto, diante dos personagens apresentados, Saul admitiu (“entendeu”) que Samuel estava ali à vista da feiticeira vidente (v.14). Note-se que a primeira fala de “Samuel” é de insatisfação: “Por que me inquietaste (ou me interrogas) fazendo subir? (v.15). Dois pontos devem ser analisados nessas palavras. Primeiro, se Deus permitira a vinda de Samuel, como Seu mensageiro, o profeta deveria cumprir com alegria a missão recebida, e não se mostraria insatisfeito. O espiritismo afirma que os desencarnados são mensageiros de Deus. Segundo, o entendimento é que quem comandou a “subida” de “Samuel” não foi Deus, mas o pecador Saul. O “ancião envolto numa capa” declarou que Saul o fez subir (v.15). O santo de Deus, o profeta Samuel, estaria à disposição de uma feiticeira e de um rei pecador, a quem Deus não mais respondia. Devemos nos lembrar que a Bíblia sempre fala que o inferno está em baixo, e o céu, em cima. Mas esse “Samuel” subiu, veio de baixo! Outra pergunta de “Samuel” merece ser comentada: “Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o Senhor te tem desamparado e se tem feito teu inimigo?” (1 Sm 28.16). Ora, se Deus havia se ausentado de Saul; se este já estava sob condenação; se os ouvidos de Deus estavam tapados ao clamor de Saul (v.6,15,16), como sairia da glória o santo Samuel para prontamente atender a um chamado desse rei, via feiticeira? Se Deus se fizera inimigo de Saul, por que razão Samuel viria atender ao chamado? Que autoridade teriam um rei e uma feiticeira (ou, por extensão, que autoridade têm os médiuns) para convocarem os santos do Senhor? 3. A profecia não cumpridaDiz a Bíblia: “Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou? Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou” (Dt 18.21-22). Disse “Samuel” a Saul: “E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo” (1 Sm 28.19). Enquanto o pseudo Samuel estava discorrendo sobre fatos passados, acertou; mas no momento em que falou sobre acontecimentos futuros, foi um desastre. Ele disse: “AMANHÃ estareis comigo”. Ora, os dicionários dizem que amanhã significa “o dia seguinte àquele em que estamos”. Todavia, Saul não morreu no dia seguinte. Vejamos: Um dia se passou, segundo relato em 1 Sm 29.10-11, (levantou-se no dia seguinte de madrugada); três dias se passaram, conforme 1 Sm 30.1 (chegaram ao terceiro dia a Ziclague); um dia se passou em 1 Sm 30.17 (desde o crepúsculo até a tarde do dia seguinte). Saul morreu cinco dias, no mínimo, após a profecia de “Samuel”. Disse mais “Samuel” a Saul: “Tu e teus filhos estareis comigo” (v.19). Os filhos de Saul eram, no mínimo, oito: Jônatas, Isvi, Malquisua, Merabe, Mical (1 Sm 14.49; 1 Cr 8.33), Armoni, Mefibosete (2 Sm 21.8), Abinadabe (1 Cr 8.33) Is-Bosete, cujo primeiro nome foi Esbaal (2 Sm 2.8). Todavia, apenas três morreram na batalha: Jônatas, Abinadabe e Malquisua (1 Sm 31.2,6; 1 Cr 10.2). Is-Bosete, por exemplo, passados cinco anos da morte de seu pai, reinou sobre Israel durante dois anos, (2 Sm 2.10; 4.7). Outra declaração contraditória: “Estareis comigo”. Por tudo que vimos, Saul não foi para o mesmo lugar onde se encontrava Samuel, que estava no Paraíso, na paz do Senhor (Lc 16.22). Outra inverdade proferida pelo falso Samuel foi que Saul cairia nas mãos dos filisteus (1 Sm 28.19). Saul suicidou-se (1 Sm 31.4-5). 4. Outras consideraçõesSe de fato Samuel apareceu naquela sessão como mensageiro do Senhor, suas profecias teriam sido cumpridas, na íntegra, quanto ao destino de Saul, ao dia da sua morte e ao número de filhos que morreriam na batalha. O próprio Samuel declara em 1 Sm 15.29: “E também aquele que é a Força de Israel não mente...”.Após censurar com rigor a rebelião de Saul, o profeta disse não voltaria a ele: “Não tornarei contigo” (1 Sm 15.26). De fato, “nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte...” (v. 35). Logo, não haveria razão para Samuel, após a morte, retornar a Saul. Se retornasse, estaria contrariando sua própria palavra, e, como tal, ficaria desqualificado para agir como mensageiro de Deus. Se Deus não falava com Saul pelos meios usuais – “ministério dos profetas e sonhos” (1 Sm 28.15) – não falaria através de um meio abominável. O surgimento do profeta naquela sessão espírita estaria legitimando uma nova prática de consulta aos santos do Senhor. “Por que me interrogas (ou me inquietas) fazendo-me subir?” (1 Sm 28. 15). “Por que, pois, a mim me perguntas?” (1 Sm 28.16). Entende-se que Samuel não viera a serviço do Senhor. Se o profeta estivesse ali em missão divina, jamais afirmaria que Saul “o fez subir”; falaria em nome do Senhor dos Exércitos, como sempre fez. Se Samuel se apresentasse como mensageiro de Deus, Saul estaria diante do interlocutor apropriado, capaz e legítimo. Mas “Samuel” retrucou: “Por que me interrogas?”. Que influência, que força, que poder teriam um homem em pecado e uma médium espírita para trazer do Paraíso um profeta do quilate de Samuel que ouvia a voz de Deus? Finalmente, se a prática de consultar os mortos tivesse sido validada por Deus, enviando o santo Samuel, não teria sentido a condenação de Saul, como está em 1 Crônicas 10.13: “Assim morreu Saul por causa da sua infidelidade ao Senhor, e até consultou uma adivinhadora...”.Portanto, não foi Samuel quem participou daquela sessão espírita. Um demônio ali se manifestou, personificando o profeta. Essa interpretação é reforçada pelos seguintes fatos adicionais: (a) Saul desejou consultar uma mulher que tivesse “o espírito de feiticeira” (1 Sm 28.7), que literalmente significa “uma mulher possuída de Ob”. Essa palavra, “Ob”, “significa um receptáculo feito de peles, e passou a ser aplicado a um homem ou mulher possuídos pelo espírito de necromancia” (O Novo Comentário da Bíblia). Os espíritos familiares àquela mulher não eram os santos do Senhor, mas espíritos da mentira e do engano. (b) O espírito do engano, no intuito de enganar a Saul, aos criados e à feiticeira, apareceu com o semblante de Samuel e certamente imitou a sua voz. Por isso, ela se mostrou assustada: “Quando a mulher viu a Samuel, gritou em alta voz e disse a Saul: Por que me enganaste?” (1 Sm 28.12). (c) A afirmação “estareis comigo”, de “Samuel”, reforça o entendimento de que o diabo estava certo quanto ao destino de Saul. (d) A interrogação “por que me fizeste subir” denota que esse “Samuel” estava em baixo, em regiões inferiores, para onde também iria o rei. Em Lucas 16.19-31, Abraão negou o pedido do rico para que mandasse o santo Lázaro a Terra. E teria Lázaro a nobre missão de falar de salvação aos irmãos do rico. Nem assim foi possível. Abraão declarou que eles deveriam dar ouvidos a “Moisés e profetas”, meios usuais de consulta (v.29). O rico também se viu impedido de sair do seu lugar. Logo, espíritos humanos, bons ou maus, estão impossibilitados de se apresentarem em sessões espíritas, sejam elas dirigidas por médiuns, feiticeiras, necromantes ou adivinhos.

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