terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A REBELDIA DE MOISÉS E A MORTE DE MIRIÃ E ARÃO

Números; 20. A morte de Miriã vem no início deste capítulo, e a morte de Arão no fim, quatro meses mais tarde. Entre os dois acontecimentos temos a rebeldia de Moisés e Arão e a inimizade do rei de Edom.
A perambulação do povo de Israel através do deserto estava chegando ao fim, e este capítulo começa no primeiro mês do quadragésimo ano desde que havia saído do Egito, tendo eles vagueado pelo deserto e por fim voltado a Cades, de onde haviam partido trinta e sete anos antes.
O relato desses trinta e sete anos estão todos contidos em Números ; 14 e ;20 o que não é muito. Não foram anos de grandes bênçãos para o povo, e durante eles todos os israelitas de vinte anos ou mais que haviam saído do Egito morreram, ou estavam para morrer até se completar esse ano, fora Calebe e Josué, para se cumprir o castigo de Deus sobre a sua incredulidade (Números; 14,28-30).
Também quando nos deixamos esmorecer pela incredulidade, e não agimos pela fé segundo a vontade de Deus, deixando de testemunhar de Cristo e de fazer uso dos nossos dons espirituais dentro e fora da igreja de Cristo, somos estéreis, e nada acontece de importância. Não estamos prosseguindo para o alvo, mas vagueando sem destino.
A morte de Miriã é relatada em sete palavras! Não se fala em pranto, luto ou qualquer cerimônia especial.
Depois de todos esses anos, a nova geração estava se esquecendo que sua perambulação era o resultado do pecado dos seus pais, e começaram a por a culpa em Moisés.
Freqüentemente nossas encrencas resultam de nossa desobediência ou incredulidade. Não podemos acusar a Deus por elas e, enquanto não compreendermos isso, teremos pouca paz e crescimento espiritual.
Por causa da falta de água, o povo contendeu contra Moisés - foi sua sétima murmuração contra este servo de Deus, novamente em Cades. A terra de Canaã, com fartura de tudo, estava próxima, mas eles ainda não haviam chegado. É bom nos lembrarmos que não estamos aqui permanentemente: somos peregrinos neste mundo e um dia vamos sair daqui. Portanto não percamos o nosso tempo em lamentações sobre as condições do meio em que vivemos.
Novamente, como acontecia sempre que o povo contendia com Moisés, a glória do SENHOR apareceu, para resolver a situação. Ele mandou que Moisés tomasse a vara (de Arão), ajuntasse o povo e, com Arão, falasse à rocha para dela obter água.
Agora sabemos que a rocha era uma figura de Cristo (1ª Coríntios; 10,4). Muitos anos antes a rocha havia sido ferida por Moisés para obter água (Êxodo; 17,5-6); para se manter o simbolismo, a rocha não deveria ser ferida novamente, pois Cristo iria ser ferido, ou crucificado, uma única vez pelos nossos pecados (Hebreus; 10,12). A água abundante simboliza o derramamento do Espírito Santo, que satisfaz a sede espiritual e fortalece com Seu poder.
A ação de Moisés, declarando "porventura faremos sair água desta rocha", e ferindo a rocha duas vezes com a vara resultou de:
incredulidade: da outra vez obteve água ao bater na rocha; ele não cria que apenas falar à rocha daria resultado, e a sua incredulidade aparecia na palavra porventura.
petulância: não santificou (obedeceu) o SENHOR diante dos filhos de Israel, mas, dizendo faremos ele se arrogou autoridade que pertencia somente ao SENHOR, e feriu a rocha.
Moisés não somente prejudicou o simbolismo da rocha com a sua desobediência, mas exaltou-se a si próprio.
Assim mesmo, o SENHOR fez o milagre, e saíram muitas águas (fontes) da rocha. Mas Moisés foi castigado por sua incredulidade (o mesmo pecado que o povo havia cometido 37 anos antes) com a proibição de entrar na terra prometida (o mesmo castigo que o povo sofreu).
Meribá é um jogo de palavras, no hebraico, com o verbo "contender", e este nome havia sido dado ao lugar quando a rocha fora ferida da primeira vez (Êxodo; 17,7).
Moisés, entretanto, havia sido instruído pelo SENHOR a deixar o deserto e levar o povo para a fronteira oriental de Canaã, ao norte do mar Morto (Deuteronômio; 2,2-7). Do ponto onde se encontravam, havia um caminho real usado pelas caravanas, que atravessava a terra de Edom e ia até o lugar desejado.
Edom era a terra onde Esaú se estabeleceu, e os habitantes eram seus descendentes, portanto parentes distantes dos Israelitas, falando a mesma língua. Sua capital era Bozra, da qual ainda existem ruínas, e também habitavam a cidade de Petra, cavada na rocha, e abandonada dois séculos após Cristo.
Humildemente, Moisés mandou mensageiros até o rei de Edom, pedindo permissão para atravessar o seu território. Mesmo com a promessa de passarem a pé e de lhe pagarem pela água que consumissem, e de se manterem na estrada sem tocar em suas vinhas ou os seus poços, o rei de Edom proibiu sua passagem, e foi ao encontro dos israelitas tendo ajuntado muita gente armada. Os edomitas temiam os israelitas, não sabendo que o SENHOR havia proibido os israelitas de tocar neles (Deuteronômio; 2,5).Obediente a Deus, Moisés não se impôs, mas tomou outro caminho. Parece que Moisés não estivera seguindo a nuvem do SENHOR, mas quisera abreviar a viagem atravessando o território de Edom. Não deu certo. Também nós às vezes procuramos tomar um atalho que nos parece melhor do que o caminho de obediência a Deus, pensando que o fim justifica os meios. Igualmente não dá certo.
Quatro meses depois da morte de Miriã, o Sumo sacerdote Arão morreu no cume do monte Hor, aos 123 anos de idade (Números; 33,38-39). Por causa da sua rebeldia, ele não viu a terra da promessa. Também há muitos crentes, salvos por terem recebido a Cristo como seu Salvador, que nunca chegam a gozar dos frutos da sua salvação e da paz do Espírito em suas vidas. Por causa da sua incredulidade não sabem o que é andar em comunhão com o Senhor Jesus.
Houve muita tristeza em Israel: o povo chorou a Arão trinta dias. Eles conheciam Arão e Arão os conhecia também. Decerto haviam sido confortados por ele muitas vezes, quando traziam os seus sacrifícios, e ensinados por ele a respeito das coisas de Deus.
Em lugar dele foi investido seu filho Eleazar (as vestes sacerdotais de Arão foram tiradas de Arão, logo antes de sua morte, e colocadas em Eleazar). Seria um novo relacionamento com o povo. Temos o privilégio de ter um Sumo Sacerdote melhor que Arão, pois Ele vive eternamente para fazer intercessão por nós: nunca morre! Ele nos conhece, e nós O conhecemos, e podemos confiar nEle.
A morte de Arão marca o fim da perambulação do povo. A partir daí Israel marcha ou para, não mais vagueia. Passar pelo deserto, a caminho do Egito até a terra de Canaã, era uma disciplina necessária, envolvendo:
O Mar Vermelho (como a cruz de Cristo, a morte dEle, que nos traz vida, separando-nos do mundo - Gálatas; 6,14)
Elim (o poder de Deus que nos dá restauração e descanso)
Sinai (a santidade de Deus confrontada com nossa natureza pecaminosa - Romanos; 7,7-24)
Mas as perambulações do povo pelo deserto nos restantes 38 anos, por causa da sua incredulidade, é para nossa advertência, e não imitação, exceto pela graça de Deus, que ainda permitiu que os mais novos do povo entrassem na terra da promessa (1ª Coríntios; 10,1-11; Hebreus; 3,17-19).
Existe um descanso presente que nos é dado por Deus, do qual o sábado e Canaã são figura, no qual os crentes podem, e devem, entrar pela fé (Hebreus; 3,1 e 4,16)Houve um tempo que o Senhor me levou a estudar sobre a vida de Moisés, e me deu dois estudos sobre ele; Moisés - o homem, mas manso da terra; e O líder que Deus chama. Depois de analisar alguns fatos que ocorreram dentro de uma determinada igreja recebi uma palavra de Deus, me mandando atentar para a vida de Moisés, e fiz isso isso. E pela sua infinita misericórdia me deu este estudo glorioso. Sobre a desobediência de um homem de Deus, não um homem comum mais um líder, com seu chamado comprovado e aprovado por Deus. Nunca devemos esquecer de quem éramos (passado), de quem somos (presente), e do que seremos (futuro) nas mãos de Deus se realmente ouvirmos a sua voz e obedecermos, pois, de nada adianta só ouvirmos e não pormos em prática a Palavra de Deus. Não adianta nada termos obedecidos ontem. E hoje? Hoje é um novo dia. Temos de obedecer de novo e todos os dias, obedecer sempre. Ezequiel ; 33,13; “Quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniqüidade, não virão em memória todas as suas justiças, mas na iniqüidade, que pratica, ele morrerá”. Mas existem casos (como foi o de Moisés) que Deus julgou por aquele momento, e o que a pessoa fizer depois não mudará mais a sentença. Pois, a quem muito é dado muito será cobrado.
Em números ; 20,7-12, Deus mandou Moisés pegar a sua vara e ajuntar toda a congregação, porque Deus queria glorificar o nome Dele naquele dia. E Deus lhe disse: “Falai a rocha perante os seus olhos, e darás a sua água; assim, lhes tirarás água da rocha e darás a beber á congregação” . Em seguida logo após ouvir a palavra do Senhor, Moisés tomou a vara obedecendo ao que Deus lhe dissera. Mas na hora de pôr em prática a Palavra de Deus, ele decidiu fazer da sua maneira. Decidiu ferir a rocha. Coisa que Deus não o havia mandado fazer. Observamos com essa atitude que, não adianta obedecermos em parte, como foi o caso de Moisés. Muitos obedecem à voz de Deus só até onde lhes é proveitoso, mas agem como querem. Só tem aparência de servos, mas no interior querem ser senhores de si mesmos, e dos outros também. Note que Moisés pegou a vara e foi, mas na hora de executar a ordem, a coisa mudou de direção. Quantos começam bem, colocando a Palavra de Deus acima de tudo. E hoje, observamos vários líderes caídos e fora da direção. Pensam que estão na direção porque estão vivendo do passado, de pregação do passado, das experiências do passado, de renúncias que fizeram no passado. Mas e hoje, como estão? Cadê a palavra da revelação que não tem mais os alcançado? Vivem como os sinos que ressoam mais não tem mais unção. Esse foi o caso de Moisés. Deus no passado o havia mandado ferir a rocha, ele feriu e o milagre aconteceu. Só que agora era diferente, Deus o mandou somente falar a rocha.
Moisés se apegou ao passado, porque tinha ferido a rocha uma vez resolveu ferir de novo; só que desta vez fez sem a direção de Deus, e pagou muito caro por isso. Tem gente que se apega somente as experiências do passado, e se esquecem que a cada dia Deus tem novas experiências para nos dar. Portanto, se a tua vida está sendo movida pelos feitos do passado, desperta! Deus quer te dar experiências novas, agora, hoje!
Porque Deus mandou Moisés falar a rocha, e não feri - lá? A rocha era Cristo. A primeira vez que Deus mandou Moisés ferir a rocha (Ex; 17,1-7), Deus queria que esse ato simbolizasse o sacrifício expiatório de Cristo lá na cruz. Pois, lá na cruz, Ele foi ferido pelas nossas transgressões (Is; 53). Quando Deus diz para Moisés falar à rocha, é porque a rocha já havia sido ferida antes. Moisés desobedeceu, e desobedeceu feio, pois Deus jamais suportaria ver a rocha (seu filho) ferida duas vezes. Cristo foi ferido uma única vez, portanto, não era mais necessário, Moisés ferir a rocha novamente. Nessa segunda vez ele feriu a rocha duas vezes, ou seja, ele estava confirmando a sua sentença, pois, dois é o número da confirmação, e com isso foi confirmado que por esse ato de desobediência ele não entraria na terra prometida.
Moisés não somente desobedeceu a Deus, mas tentou receber a glória para si mesmo . E isso Deus jamais permitirá, pois, Ele não divide Sua glória com ninguém. Veja o que aconteceu com o rei Herodes; foi comido de bicho porque não deu a Deus a glória que lhe era divida. Cuidado! Se você acha que, o que você está fazendo é por mérito seu; é porque você está acima dos outros; tem mais conhecimento que os outros; manda e desmanda. Deus não divide a glória Dele com ninguém.
Observe que mesmo depois da desobediência de Moisés: Ele feriu a rocha e Deus não havia o mandado, mas mesmo assim saiu água da rocha. Podemos pensar: Se ele desobedeceu, porque Deus permitiu que a água saísse da rocha? Porque a água saiu da rocha mesmo Moisés a ferindo? Porque o objetivo de Deus é o povo, o propósito e objetivo de Deus era para com o povo. O nosso Deus é justo. O povo não iria pagar, não iria ficar com sede por causa da prepotência e vaidade de Moisés. Fica bem claro que o alvo de Deus era, é, e sempre será o povo. Com o líder Moisés Deus tratou pessoalmente. Hoje em dia muitos se acham o máximo, o tal, e nem percebem que não estão mais na direção de Deus. Deus só está contando com eles ainda por causa do povo sedento da Palavra. Só que a sentença dos tais já está decretada diante de Deus, pois, se tem uma coisa que Deus não tolera, é quando o homem se exalta a si mesmo. Com certeza Deus trará todas essas coisas a juízo, como fez com Moisés, ele quis aparecer e com isso perdeu a benção. Observe que por um ato tão aparentemente simples Moisés não alcançou a promessa de entrar na terra prometida. Paulo disse: “Temo que depois de ter posto muitos na carreira, eu mesmo não venha ser desclassificado”. Esse foi o caso de Moisés, e tem sido o caso de muitos.
Moisés não perdeu a salvação, ele foi salvo, isso fica bem claro quando ele aparece com Elias na transfiguração. Não perdeu a salvação mais perdeu a promessa. Não desfrutou daquilo que Deus havia projetado para sua vida. Muitos podem até não perder a salvação, mas perdeu a plenitude, a glória com que Deus queria usá-los aqui nessa terra. Estão vivendo a sua vidinha fora da direção e estão crentes que estão abafando. Sabe quando perceberão que não estão mais na direção? Quando não verem se cumprir as promessas de Deus em suas vidas. Como foi o caso de Moisés ao partir desta terra, e não desfrutou da promessa que Deus o havia feito. Portanto, se você é um líder, que teve um chamado glorioso de Deus, cuidado! Moisés também o teve, e que chamado glorioso, mas por um simples vacilo tão pequeno aos nossos olhos, mas gravíssimo aos olhos de Deus não desfrutou da promessa.
Qual tem sido o teu vacilo? A tua queda? É a falta de amor? De perdão? É o fazer acepção entre os irmãos, os que dão um dízimo maior tem lugar de destaque na tua igreja? É a aliança com políticos? É não dar a Deus a glória devida? É exaltar-se a si mesmo? Ou é a inveja de verem os outros crescendo diante de ti? Infelizmente para Moisés não houve mais volta, ele chorou, clamou, ao ponto de Deus lhe falar: “Basta Moisés não me fales mais neste assunto”. “Põe a tua boca no pó talvez para você ainda haja esperança”. “Volta ao primeiro amor”.


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

BRINCADEIRA OU MENTIRA?

“Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Foi brincadeira.”

Quantas vezes você já foi enganado? Já lhe pregaram um susto e depois lhe disseram: É brincadeira! Não precisa ficar aborrecido!

É muito comum as pessoas fazerem coisas desse tipo e depois acharem que não precisamos ficar chateados ou aborrecidos. E ainda tem aquela do 1º de abril ser conhecido como o dia da mentira. Nesse dia, é costume se inventar formas de “pegar” os outros em alguma “mentirinha” engraçada.
Salomão, inspirado por Deus, disse que aquele que engana ao seu próximo e depois diz ‘foi brincadeira’, é como um louco que joga faíscas, flechas para todo o lado, sem saber o que está fazendo e pode acabar machucando, prejudicando ou matando alguém, mesmo sem querer.

Há alguns anos, em São Paulo, um casal que dirigia uma escola para crianças pequenas, foi acusado de abusar sexualmente das crianças, por alguns pais que ouviram histórias de seus filhos pequenos e não procuraram investigar a situação antes de levar para as televisões e jornais de todo o país. A história se espalhou e a população revoltou-se contra o casal e os funcionários da Escola. Apedrejaram o prédio, perseguiram as pessoas, e, ao final da investigação, que durou muito tempo, foi constatado que as pessoas eram inocentes e tudo tinha sido invenção das crianças. Mas as vidas daquelas pessoas estavam destruídas, tinham perdido seus bens, sua paz, saúde, nome, amigos. E agora?

Jesus, nosso referencial em tudo, nos disse em João; 8,44 que o pai da mentira é o diabo. Então, quando mentimos, enganamos os outros. Por brincadeira ou não, estamos agindo como filhos do diabo, pois ele é o pai de todo engano.

De quem você quer ser filho? De Deus? Então deve andar na verdade, sempre.

Para onde você quer ir? Para o céu, ao lado do Pai? Deve andar na verdade, porque em Apocalipse; 21,8 diz: “Mas quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas , e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.”

É terrível, não é verdade? O texto fala em todos os mentirosos. Não existe mentirinha, ou meia verdade ou mentira branca, ou ainda ‘foi brincadeirinha’ como, às vezes, as pessoas dizem. Se não é verdade, é mentira, E os mentirosos não entraram no reino dos céus.

Portanto, não minta. Fale sempre a verdade, mesmo que, às vezes, você tenha que sofrer as conseqüências de um erro que você tenha cometido. Jesus disse que a nossa palavra deve ser: SIM, SIM; NÃO, NÃO, pois o que passar disso é maligno (Mt 5:37).

Diga sempre a verdade. Vale a pena! Se você andar assim, será fiel aos princípios de Deus e será tremendamente abençoado.

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BELEZA DA MULHER QUE AGRADA A DEUS




"Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei..." (Jr;1:5)

"Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade..." (Cl;2,9-10)
Todos os dias, nos meus momentos de comunhão com o Senhor, devo agradecê-Lo e louvá-Lo "porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito" (S;139,14). O meu rosto, os meus braços, os meus cabelos... foram feitos pelo Senhor da maneira que Ele quis fazer. E eu, como filha que ama ao Pai, só tenho que agradecê-Lo dizendo:

"Obrigada, Pai, por ter-me criado do jeito que sou - perfeita a Teus olhos. Que, com a Tua ajuda, eu consiga transformar o meu interior a fim de que eu possa, realmente, ser bela a Teus olhos. Que eu possa ler mais a Tua Palavra, meditar nela e orar.Amém!"

É natural que nós, que somos o templo do Espírito Santo, nos preocupemos em cuidar do nosso corpo. Devemos fazer exercícios, nos alimentar de maneira correta, enfim, ter um corpo saudável. Porém existe uma preocupação com o corpo que não é saudável: a obsessão com a aparência.

Deus, em Sua Palavra, fala sobre a aparência e beleza que agradam a Ele.
"A verdadeira beleza é a interior" - Que nós mulheres abramos os nossos olhos para ver o que é, realmente, ser bela aos olhos de Deus.
Que Ele nos mostre qual é o tipo de beleza que Ele quer que tenhamos.
Que Ele possa transformar meu coração e minha vida para que eu possa me tornar bela a Seus olhos.

Sabemos que Deus está interessado na minha beleza interior e não no meu exterior.
O conceito de beleza de Deus é, completamente, diferente do meu, pois é Ele mesmo que me diz em Isaías; 55,8-9 que: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Deus pensa de modo diferente do meu.
Ele, sendo o nosso Criador, nos fez belas a Seus olhos.
Mas como foi que Ele nos fez?Ele mudou o nosso interior - Antes de aceitarmos Cristo como nosso Salvador pessoal, estávamos mortas, separadas dEle por causa dos nossos pecados. Mas, a partir do momento que nós nos reconhecemos pecadoras, caminhando para o inferno literal, e aceitamos o sangue que Ele verteu no nosso lugar, tornamo-nos vivas juntamente com Ele.
Agora, somos Sua obra-prima!
Efésios; 2,10 nos diz: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas."
Somos, então, lindas e belas aos olhos do nosso Deus.Ele nos transformou em uma nova criatura - Nós não somos mais aquelas que éramos antes de aceitarmos Cristo como Salvador.
A Bíblia em 2ª Coríntios; 5,17 nos diz: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."
Agora, já não mais estamos olhando para trás, porque tudo se fez novo. Agora, nós olhamos com outros olhos e nosso alvo é a eternidade e não as coisas aqui da terra.
Somos, então, belas aos olhos de Deus.
E (sabe de uma coisa irmãs?) "tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação" (2ª Coríntios; 5,18-19).
Somos, então, lindas e belas aos olhos do nosso Deus.Fomos criados de um modo assombroso e maravilhoso (Salmo; 139,14) - Eu e você somos obra de Deus. Somos perfeitas a Seus olhos. Não existe nada mais belo aos olhos do nosso Deus do que a mulher que zela, que cuida do seu interior dando o melhor do seu tempo lendo a Palavra de Deus; dando o melhor do seu tempo memorizando versículos da Palavra de Deus; dando o melhor do seu tempo orando ao Senhor, tendo comunhão com o seu Criador.
Deus nos conhece e conhece o desejo do nosso coração que deve ser: tornar-se bela a Seus olhos.
Que Ele possa ser o Lapidador do nosso coração, transformando-o numa fina jóia em Suas mãos.

Irmãs, não reclamemos da nossa aparência exterior, antes nos preocupemos em trabalhar o interior para agradar ao nosso Deus, pois fomos feitos à Sua imagem e semelhança e foi Ele o oleiro que nos transformou em vasos raros e preciosos, colocando em nós o selo da Sua aprovação.
Quem sou eu, ou quem é você para reclamarmos de Deus?
Precisamos nos conscientizar de que somos lindas e belas aos Seus olhos."A verdadeira beleza é realçada pelo crescimento espiritual" - Assim como o exercício físico é importante para o nosso corpo, o ler e o reler a Bíblia, diariamente; o conversar diário com o Senhor (através da oração), o memorizar versículos da Palavra de Deus, o obedecer ao que Ele nos diz na Sua Palavra fazem bem ao nosso espírito. Agindo assim, eu cresço espiritualmente e me torno bela interiormente.
O crescimento espiritual é, realmente, muito bom para o nosso espírito.
Provérbios; 31,25 diz que "a força e a honra são seu vestido..."

A mulher cujo interior é belo, é jóia rara, deixa transparecer, através da sua vida, um brilho raro que é visto por todas as pessoas. É algo que vem do seu interior e é mostrado no exterior.

"Como alguém já expressou, é o 'tratamento de beleza' da devoção e da profunda espiritualidade que as ajuda - e a nós - a se tornarem verdadeiramente adoráveis. É a beleza da 'paciência, da bondade e da alegria' com o caráter 'suave, modesto que ilumina a face, e que não podem ser imitados pelo melhor produto cosmético ou pela jóia mais rara do mundo'."

Ter beleza interior é tudo que nós mulheres devemos almejar em nossa vida.
"A verdadeira beleza é uma questão do coração." - Vejamos dois versículos da Palavra de Deus que podem nos orientar nesta área.
"Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor, que o inclina e a todo o seu querer." (Provérbios; 21,1)

"O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração, no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus." (1ª Pedro; 3,3-4)O primeiro versículo diz que o coração do rei está na mão do Senhor e que Ele pode mudá-lo. O meu e o seu também estão. Há esperança para nós que queremos, a todo custo, mudar o exterior. O mundo ensina que ser bela é ter o corpo sarado e ser magra tipo manequim. Muitas de nós, mesmo mulheres de Deus, crentes, queremos entrar "na onda" de cirurgias plásticas, para tirar os excessos; de lipoaspiração, também para jogar para bem longe de nós as gordurinhas extras; de botox, para nos deixar mais jovens; de....desagradando ao nosso Criador, dizer: "Ah, Deus, o Senhor deu umas erradinhas e estou tentando Lhe dar uma mãozinha para ficar com uma aparência mais bonita, mais jovem e mais perfeita!"
Irmãs, Deus nos fez, exatamente, do jeito que tínhamos que ser. Com certeza, se tivéssemos nascido com um corpo de manequim, alta, de rosto perfeito, estaríamos em um patamar diferente do que estamos agora. Provavelmente, não estaríamos necessitando de Deus, seríamos auto-suficientes - porém perdidas, sem direção, caminhando para o inferno eterno preparado para o diabo, seus anjos e aqueles que escolheram segui-lo.

"Obrigada, Senhor, porque me criastes do jeito que sou!"

O segundo versículo, na verdade, não nos está proibindo de cuidarmos do nosso exterior. Apenas, devemos valorizar mais o interior e termos o cuidado de não ficarmos obcecadas com nossa aparência exterior.
Cuidado, irmãs! Quando estamos nos achando feias exteriormente, provavelmente, isto é o reflexo do que existe no nosso interior.

Como aprendemos que o Senhor olha para o coração, então procuremos descobrir o que é precioso a Seus olhos.

A Bíblia nos ensina, em várias passagens, como nos tornar belas interiormente, portanto sigamos estes sábios conselhos, a fim de que atinjamos o alvo que irá agradar a nosso Deus e Pai:

Revistamo-nos do novo homem (Efésios; 4,24).
Sejamos mulheres de coração bom, misericordioso e perdoador (Efésios; 4,32).
Sejamos mulheres santas, humildes, mansas e longânimes (Colossenses; 3,12).
Sejamos mulheres de espírito manso e quieto (1ª Pedro; 3,4).

Tenhamos em nosso coração todas as características do fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gálatas; 5,22).
Que possamos afastar de nossos corações a inquietação e a preocupação com a nossa aparência exterior. Que Deus possa colocar em seu lugar a certeza de que somos uma obra dEle, uma nova criatura, uma mulher criada de modo perfeito e maravilhoso.
Que nos transformemos em mulheres virtuosas, boas, doces, amáveis, encorajadoras, pacientes, cheias de compaixão e prestativas.
Que a cada dia, possamos honrar ao Senhor e agradecê-Lo pelo que somos e pelo que Ele irá fazer por nossa vida , transformando-nos em "uma mulher segundo o Seu coração" e "bela a Seus olhos".




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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Admirável José Flávio Alves






O escravo prisioneiro que virou governador do Egito
As minúcias da vida de José têm seu enredo escrito pelo próprio autor da vida, e prefiguram esplendidamente a vida do próprio Deus encarnado que séculos adiante pisaria neste solo árido de inveja, ódio, traição e calúnia. Os traços de seu caráter só poderiam ter sido enraizados numa profunda convicção de fidelidade á um plano divino do qual ele mesmo desconhecia. Mas, o que mais me maravilha no comportamento deste jovem, é que mesmo sem compreender os “porquês” de tantos infortúnios que lhe sobrevêm ele continua perseverante na sua fidelidade a Deus.
Vendido pelos próprios irmãos, assim como o próprio Cristo o foi, José demonstra um caráter de mansidão. Injustiçado na casa de Potifar, José demonstra um caráter de honestidade, integridade e se manteve firme ao não ceder quando a mulher de seu senhor lhe tentava. Em nenhum momento observamos nas entrelinhas das sacras escrituras algum desânimo, desejo de vingança ou depressão. Este é um dos maiores exemplos de perseverança que encontramos na Bíblia Sagrada. Ele não desistiu dos seus sonhos mesmo quando o copeiro se esqueceu dele. A ingratidão junto com o esquecimento abala a estrutura psicológica e emocional de qualquer pessoa, mas sua vida foi provada como um carvão que resistiu á grandes pressões no interior da terra, e acabou-se transformando em um dos mais preciosos diamantes da humanidade. José é um exemplo que o ser humano pode ser não apenas bom, mas excelente como um ser criado pelo fantástico Senhor do Universo.
Nunca antes e nem depois da história do Egito algum estrangeiro ou prisioneiro ocupou um cargo tão alto e poderoso como José ocupou na sua época. Mas ele não usou seu poder para pisar ou se vingar dos que lhe fizeram mal, mas para perdoar o imperdoável e fazer o bem para aqueles que lhe fizeram o mal. Seu exemplo é impactante e emocionante. Dá-nos a esperança que mesmo em um mundo como o nosso, onde tudo declina, como valores morais, éticos, familiares e espirituais estão sendo pisoteados, existam pessoas como José. Pessoas que nunca se dão por vencidas pela rigidez da incompreensão, espinhos da inveja ou pelos golpes das traições, mas que conseguem ser verdadeiras estrelas neste escuro mundo de trevas. Através da história José, podemos compreender superficialmente um pouco da razão pela qual o ser mais poderoso do universo se apaixonou pela humanidade.

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A velha frase do "não tem nada a ver"e seus pecados!


Esta frase já é conhecida da maioria, prá não dizer todos os evangélicos. Esta afirmação popularesca tem o intuito resumido de dizer que uma coisa nada tem a ver com outra, um assunto não tem vínculos com outro tipo de assunto. Se você perguntar a uma pessoa: "-Deixar o calçado virado com a sola pra cima faz mal?" Certamente alguém irá responder: "-Isso não tem nada a ver". Pode ser nojento, porque você pisa em todo lugar, mas dizer que "faz mal" pelo simples fato de estar com as solas pra cima, é coisa de superticioso. Ele age assim até com o calçado novo, sem uso.
Crentes superticiosos há em todo lugar. São passados todos os dias, boca-a-boca, que, por exemplo, quem não ora antes de comer, peca. Mais ou menos como discriminaram os discípulos ao comer sem lavar as mãos. Eu acho bom orar, mas as vezes esqueço, e oro em pensamento. Num restaurante não ficaria legal eu levantar a voz para agradecer o pão de cada dia. Mas eu oro, de olho aberto, em pensamento. Isso é um costume meu. Também não condeno quem quiser fazer um mini-culto num restaurante antes de comer. Vai de cada um. Mas o engraçado é que a supertição influencia o comportamento das pessoas. Não passar embaixo de escadas, gato preto dá azar, ao ouvir algo ruim bater tres vezes na madeira,já vi crentes, carregaram patuás, pé de coelho para dar sorte, galhos de arruda para afastar mau olhado, inveja, consultar cartas, etc. Para nós, cristãos, isso não tem nada a ver com a realidade, nem com a Bíblia. Mas para os superticiosos isso já deu livramento, cria um bem estar, já livrou do azar, e contam inúmeros testemunhos. Ou seja, tem muito a ver para eles! Basta ouvir estas pessoas. Quando se adota uma supertição, dificilmente a pessoa se liberta. Isso porque ouviu alguém ensinar como agir para "dar sorte" e se livrar do azar. Isso recheado de "causos" e contos de sorte.
Os crentes superticiosos, que pregam usos e costumes, testemunham de uma forma muito semelhante. Com a mente entupida de credos, dogmas, acreditam que se usarem um determinado tipo de roupa, mesmo decente, receberão a reprovação imediata do Senhor, por ser "roupas do mundo", de incrédulos. Um mal estar toma conta do indivíduo, e logo ele "sente" de não usar mais determinados trajes, mesmo decentes, fazendo de sua vestimenta o emblema de sua santificação. Suas roupas longas e compridas tornam-se o referencial do "andar com Deus". Ele sempre irá achar que os outros cristãos, que não se trajam igual a ele, não são cristãos verdadeiros, ou que ainda "precisam se libertar".
O que me deixa pasma diante destes fatos, é que este "mal estar" quase nunca vem quando se conta uma mentira, quando se toma algo emprestado e não devolve, deve e não paga, não cumpre com a palavra em vários negócios, tornando-se um péssimo testemunho. A fama de "crente-safado" é uma constante entre os não-evangélicos, e isso deve-se a uma realidade quase nunca admitida por nós. Mas meu Deus do céu, não temos nós uma transformação de vida tão grande, que quando soubemos que alguém se converteu, glorificamos ao Senhor, por seus olhos se abrirem para a verdade?! Não saudamos com a Paz do Senhor os membros de nossas igrejas, por se acreditar ver ali homens e mulheres que conhecem o poder de Deus?! É meu irmão, mas o fato de ser crente, na praça, não significa mais aceitar cheque sem antes fazer umas consultas. E isso não é novidade nem entre nós mesmos! Só sendo muuuuiito conhecido, prá recebr um cheque assim, e olhe lá!!!
Para alguns líderes, "não tem nada a ver" armar uma "jogada" pra tirar um irmão obreiro da igreja, que esteja atrapalhando os seus interesses. "Não tem nada a ver" mentir. "Não tem nada a ver" puxar o tapete de outro obreiro, por ciúmes, invejas, divisões, etc. Olha o "Não tem nada a ver" aí... Mas será que essas coisas são pregadas com a mesma freqüência que são pregadas as doutrinas de roupas, acessórios, etc...?! Ou não???...
Porque acontecem essas coisas no meio do povo lavado e remido pelo Sangue de Jesus? Falta de doutrina parece não ser, pois muita gente sabe bem o que a igreja permite e não permite! Mas a Bíblia permite ser desonesto? Ser mentiroso?? Não ter palavra com outro irmão??? Ou a Palavra de Deus nos ensina a sermos honestos, a falar a verdade cada um para com o seu próximo, a viver o "sim, sim, não, não"?!?! Infelizmente presenciamos casos de obreiros cheios de invejas, ciúmes, fofocas, etc... Não estou aqui generalizando e afirmando que somente as igrejas de doutrinas rígidas tenham pessoas sem caráter. Esse tipo de gente tem em todo lugar! Mas um fato é real: Falta, em algumas igrejas, o ensino do caráter de crente. Ensinar a verdadeira DOUTRINA da Bíblia, que é andar como Cristo andou. Ensinar a amar ao próximo com sinceridade e não somente de palavras. A viver o Evangelho de Cristo, um cristianismo genuíno, um viver "santo" segundo a Palavra de Deus, e não segundo os homens. A não ser crente somente no emocional, no "pula-pula", no "fogo de brasa-viva", superticioso, acusador, etc. Mas um crente fundamentado na Bíblia, com o pentecoste sim, mas que tenha, acima de tudo, obediência as Sagradas Escrituras.
"Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo
honra-me com os lábios, mas o seu coração, está longe de mim; em vão me
adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. (Marcos 7:1-8)





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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DAVI O REI DE ISRAEL !!




Davi era pastor de ovelhas (2ª Sm; 7,8), o nome de seu pai era Jessé (Rt; 4,22; 1ª Sm; 16,18) e tinha um gentil aspecto (1ª Sm; 17,42); ou seja, historiadores afirmam que sua aparência era franzina e desprezível.

Ainda assim protegia seu rebanho contra investidas de leões e ursos (1ª Sm; 17,36). Deus o escolheu para ser rei sobre Israel (1ª Sm; 16,1). Entretanto somente reinou sobre Israel após a morte de Saul. Ou seja, Davi reinou de fato sobre Israel 7 anos após o seu chamado por Deus (2ª Sm; 5,5).

Antes de ser elevado ao trono, experimentou momentos amargos em sua vida. Davi fugia constantemente de Saul, que sem motivo aparente, desejava matá-lo (1ª Sm; 19,1-2). Durante seu momento de fuga conheceu a escória da sociedade e liderou grupos de excluídos, endividados, ladrões, salteadores e subversivos (1ª Sm; 22,2). Saul demonstrava muito ódio por Davi (1ª Sm; 18,15), pois o povo amava mais a Davi do que Saul (1ª Sm; 18,6-7, 16; 2,:11) devido aos êxitos alcançados por Davi em suas batalhas.

Antes da perseguição de Saul, Davi se propusera a enfrentar o gigante Golias (1ª Sm; 17,49-50). Até então Davi não imaginava que sua seqüência de êxitos afetaria tanto os sentimentos de Saul que até entregou sua filha Mical para casar com Davi (1ª Sm; 18,20-21), esta não teve filhos até o dia da sua morte (2ª Sm; 6,23).
Davi conhecia e confiava tanto no Senhor que não saía para suas batalhas sem antes consultá-Lo (1ª Sm; 5,19; 23,4; 2ª Cr; 18,7). Foi o único rei a tomar Jerusalém (Jebus), a grande fortaleza dos jebuseus (1ª Cr; 11,5) e lá se estabeleceu.

Sentia-se à-vontade na presença do Senhor: dançava com toda sua força (2ª Sm; 6,14), mesmo debaixo da reprovação da sua esposa Mical (1ª Cr; 15,29). Louvava e era construtor dos próprios instrumentos que utilizava para louvar ao Senhor. Conseguiu construir 4.000 instrumentos para os levitas louvarem ao Senhor segundo seu próprio relato (1ª Cr; 23,5).

Apesar do conhecimento que detinha acerca do Senhor, pecava como qualquer outra pessoa. Certa feita, num momento de ociosidade, armou cilada contra a vida de um subordinado seu (Urias), pois se apaixonou por sua mulher (Bete-Seba) e cometeu adultério. Alheio ao perigo e ao fato, Deus enviou o profeta Nata até a sua presença para “acorda-lo” e conscientiza-lo sobre a sua transgressão (2ª Sm; 12,1-7).

Aqui estava a virtude de Davi. Quebrantava-se e se humilhava diante do Senhor. Por isso tinha Davi um coração segundo o coração do Senhor (At; 13,22). Davi arrependia-se dos seus pecados. Era essa a grande diferença entre Davi e Saul.

Ao final do seu reinado, reinou 7 anos em Hebrom e 33 anos sobre todo o Israel totalizando 40 anos de reinado, Deus deu descanso a Israel, pois Davi vencera a todos os seus adversários ao redor (1ª Rs; 5,3-4).

Infelizmente, Satanás alimentou a soberba no coração de Davi (1ª Cr; 21:1) e este fez um censo. Ou seja, numerou o povo. A ira de Deus se acendeu contra Davi e contra todo o Israel. Davi foi avisado pelo comandante geral do seu exército, Joabe, de que o seu gesto era um erro (1ª Cr; 21,2).

Deus executou um juízo sobre Israel por causa do erro de Davi. Davi, conhecedor das misericórdias do Senhor, intercedeu em favor do povo alegando que somente ele errara, mas o povo não era culpado. Deus ouviu a Davi, mesmo debaixo do juízo e deu-lhe o direito de escolher entre 3 sentenças (1ª Cr ;21,11-12).

Veja que Davi intercedeu pelo povo, pois sabia que o Senhor é rico em misericórdias (1ª Sm; 21,13). As lições mais dramáticas que um homem pode receber vem de Deus; entretanto, o Senhor é misericordioso.

Assim o Anjo do Senhor ordenou que Davi levantasse um Altar. Ele recusou o material do sacrifício doado por Ornão, o jebuseu (1ª Cr; 21,23-24). Entendia que somente ele errou, somente ele deveria pagar por isso.

Davi era pastor de ovelhas e não há nada de errado em um pastor contar o seu rebanho. Contudo, após Davi vencer todos os seus adversários Satanás sugeriu que ele olhasse para si mesmo (1ª Cr; 21:1), para sua grandeza e não para Deus.

A vaidade é uma forma de idolatria, portanto um Altar Alternativo. Deus amava Davi e o corrigiu com Seus próprios métodos que são inquestionáveis.

Ordenou que abdicasse do seu Altar Alternativo e olhasse para O DEUS VIVO através do ALTAR VERDADEIRO.

Muitos de nós estamos levantando Altares Alternativos hoje. Esses altares são construídos com os instrumentos da vaidade, doutrinas erradas e diabólicas, omissões, mentiras, ganância e avareza.

FUJAMOS DA VAIDADE MEUS AMADOS

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10 áreas críticas do casamento




A primeira área crítica do casamento é a comunicação. A comunicação envolve transmitir e receber. O transmitir está relacionado com cada coisa que falamos ou demonstramos de forma não verbal sobre nós mesmos.
O receber corresponde a tudo que ouvimos ou percebemos e vemos na outra pessoa. Só que antes de qualquer comunicação precisamos estar "ligados", e isso é muito difícil. Desde bem cedo na vida, as pessoas são treinadas para bloquear seus sentimentos porque não desejam ser vulneráveis, ser criticadas ou receber desaprovação.
Para haver comunicação é necessário uma boa sintonia entre duas pessoas. E uma perfeita sintonia só é possível quando há confiança, compreensão e apreço. A pessoa deve se sentir "em boas mãos", caso contrário, ela será muito seletiva quanto a suas revelações.
A segunda área crítica do casamento, que quero destacar é o carinho. Carinho tem que ver com sua capacidade de dizer: "Eu te amo". Inclui palavras, afetos físicos e tudo o que um faz pelo outro.
Uma das mais trágicas constatações sobre a maioria dos casais, hoje em dia, é que depois de casados não expressam o mesmo carinho dos tempos de namoro. Essa omissão é problemática porque o que expressamos afeta nossos sentimentos. E se nada expressamos, nossos sentimentos também se apagam.

A terceira área crítica do casamento é o companheirismo. A capacidade de fazer os outros se sentirem bem. É possível julgar a qualidade do companheirismo pelo que representam os encontros com aquela pessoa, e se não há encontros...
Compare seus encontros de agora com os do tempo do namoro. Vocês gostam de ficar juntos a sós? Arranjam tempo para isso? Ou é exatamente o que não acontece? A maneira como usam o tempo em que estão juntos é o que determina se há ou não companheirismo.

A quarta área crítica do casamento: interesses. Os interesses correspondem àquelas coisas da vida pelas quais você toma a iniciativa. Esportes, hobbies, passatempos artísticos ou devocionais, podem ser considerados interesses. Ou seja, tudo aquilo que dá qualidade à vida.
Ter e desenvolver interesses individuais é bom, mas não o suficiente. É o partilhar coisas em comum, é o identificar-se com os alvos dos outros que acrescenta laços e firma a unidade do casal. É importante aprender juntos, desenvolver um projeto em comum, sentindo a necessidade da participação do parceiro. O resultado será uma intimidade maior com a outra pessoa.

A quinta área crítica do casamento: valores. Todos têm uma escala de valores que inclui dinheiro, crianças, sexo, política, religião e muitas outras coisas. O que é importante para você também é importante para sua esposa ou marido? Algumas pessoas nem mesmo sabem o que é importante para o cônjuge.
Os valores religiosos, por exemplo, são muito importantes porque alargam os propósitos da vida. Se crermos que fomos feitos à imagem divina, vamos nos valorizar muito. E quem foi feito à imagem de Deus deve refletir essa imagem.

A sexta área crítica do casamento é o sexo. Aqui se inclui todo o relacionamento entre marido e mulher - não apenas um momento passageiro. O sexo está num olhar, num toque na maneira de se relacionar. É um comportamento especial que só existe entre marido e mulher. Se há relacionamento especial entre duas pessoas também haverá sentimentos particulares. Se eles forem compartilhados com outros, deixarão de ser particulares, especiais.
Muitas pessoas acham que já perderam o charme. O problema não é que perderam o charme, apenas deixaram de manifestar aquele comportamento que acende o charme.
A família é a sétima área crítica do casamento. Suas relações com a família vão refletir no relacionamento com o marido ou a esposa. Os papéis de marido e pai e mãe e esposa são inter-relacionados. Os filhos serão afetados pelo seu melhor ou pior relacionamento.
Como você considera a família nessa questão que envolve você e o companheiro? Qual a vez das crianças? As resoluções são tomadas levando em conta a "equipe" toda, ou a jogada é individualista?

A oitava área crítica do casamento é o social. Nenhum casamento é estável se funcionar como um clube privado. O casamento é uma relação social que se expande e se fortalece à medida que o seu amor extravasa atingindo a outras pessoas que o circundam. Marido e mulher devem ter amigos comuns mais do que um conjunto de amigos cada um.
Acho que Deus designou a família para ser um centro irradiador de testemunho para todo o Universo. A família não deve ser o fim do amor mas deve ser sua fonte. Se você tem uma família solidária, esse relacionamento deve influenciar os outros. Você deve se interessar pelas outras pessoas também.
Negócios - é a nona área crítica do casamento. Esse é um importante recheio do casamento. Compras, cheques, escolha de móveis, roupas, economias - essa parte administrativa não pode ser isolada das demais atividades do lar. Os negócios devem ser um fator de união do casal. Cada um deve saber o que outro está fazendo e deve aprovar suas atitudes.

E a décima área crítica do casamento que quero destacar: reavaliação. Com essa palavra quero lembrar a importância de o marido e a mulher trocarem idéias sobre o progresso de sua relação matrimonial. Essa reflexão acerca dos rumos, avanços e retrocessos é fundamental para descobrir a necessidade de alguma correção na rota ou para se ter uma idéia global das circunstâncias.

Amigo, todas essas 10 áreas críticas do casamento podem ser controladas se o casal quiser, e é possível que muitos estejam tentando isso. Aliás, quase tudo pode ser conseguido no casamento, se houver cooperação para isso. Ou seja, o lar pode ser um "pedacinho do céu na Terra" ou um inferno, dependendo de como se comportam marido e mulher. Pastor Montano de Barros

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